Vias Romanas em Portugal
Itinerários
última actualização: Outubro de 2009. (Ver Histórico) Translate


Mapa de Hispânia


Hispânia Noroeste


Hispânia Sudoeste

Blog
Itinerários
Informação
Notícias e Alertas
Arquivo de Imagens no Google
Monumentos viários romanos no Google Earth


Intro

Este itinerário tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino ou Itinerarium Antonini Augusti, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via (mansiones) e respectivas distâncias medidas em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao actual território português, bem como os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobrem a totalidade do terriório Português. Para a conversão da milha romana em kilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1480 m. Os itinerários aqui descritos estão em constante evolução à medida que novos dados são descobertos e novos estudos publicados.

Para uma introdução ao tema da viação romana, ver a página Informação.
Para um histórico das alterações do site e dicas sobre os itinerários, ver a página Histórico.
Para acompanhar a evolução do estudo sobre vias romanas ver antiga página de Notícias e o novo Blog Vias Romanas.

Os Itinerários de Antonino

De Braga partiam 5 itinerários:
 Itinerário XVI    Braga (BRACARA) a Lisboa (OLISIPO)
 Itinerário XIX    Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) por Ponte de Lima (LIMIA), Tui (TUDAE), Lugo (LUCUS)
 Itinerário XVII   Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) por Chaves (AQUAE FLAVIAE)
 Itinerário XVIII Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) pelo Gerês - chamada Geira ou Via Nova
 Itinerário XX       Braga (BRACARA) a Astorga (ASTURICA) seguindo pela costa até Lugo (LUCUS) - chamada per loca maritima

De Lisboa partiam 3 itinerários para Mérida:
 Itinerário XIV Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alter do Chão (ABELTERIUM)
 Itinerário XV   Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alvega (ARITIUM VETUS)
 Itinerário XII   Lisboa (OLISIPO) a Mérida (EMERITA) por Alcácer do Sal (SALACIA) e Évora (EBORA)

O Itinerário refere ainda os itinerários seguintes:
 Itinerário XIII   Alcácer do Sal (SALACIA) a Faro (OSSONOBA)
 Itinerário XXII Castro Marim (ESURI) a Beja (PACE IULIA) por Mértola (MYRTILIS)
 Itinerário XXI   Castro Marim (ESURI) a Beja (PACE IULIA) por S. Pedro de Solis (ARANNIS?)

Outros itinerários

 Itinerário Braga (BRACARA) a Mérida (EMERITA) por Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)
Admite-se um itinerário entre Braga e Mérida, a capital da Lusitânia, embora este não seja referido por Antonino
 Outros Itinerários Romanos de Norte a Sul
Valença a Melgaço
Porto (CALE) a Ovar
Porto (CALE) a Marco de Canaveses (TONGOBRIGA)
Porto (CALE) a Viseu por S. Pedro do Sul
Chaves (AQUAE FLAVIAE) a Torre de Moncorvo (civitas BANIENSIS)
Palência (PALLANTIA) a Torre de Moncorvo (civitas BANIENSIS)
Chaves (AQUAE FLAVIAE) ao rio Douro por Vila Pouca de Aguiar
Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA) a Viseu
Viseu a Lamego (LAMECUM?) por Castro Daire
Viseu a Moimenta da Beira
Viseu a Aguiar da Beira
Viseu a Trancoso
Viseu a Celorico da Beira
Viseu a Famalicão da Serra
Lamego a Famalicão da Serra
Famalicão da Serra a Mérida (EMERITA)
Viseu a Bobadela (civitas)
Mangualde a Bobadela (civitas)
Mealhada a Bobadela (civitas)

Coimbra (AEMINIUM) a Viseu
Coimbra (AEMINIUM) a Bobadela (civitas)
Coimbra (AEMINIUM) a Freixo, Leiria (COLIPPO)
Freixo, Leiria (COLIPPO) a Santarém (SCALLABIS)
Freixo, Leiria (COLIPPO) a Lisboa (OLISIPO)
Coimbra (AEMINIUM) a Covilhã
Coimbra (AEMINIUM) a Alvega (ARITIUM VETUS)
Alvega (ARITIUM VETUS) a Salamanca (SALMANTICA)
Tomar (SELLEUM) a Évora (EBORA)
Santarém (SCALLABIS) a Évora (EBORA)
Alcácer do Sal (SALACIA) a Beja (PACE IULIA)
Évora (EBORA) a Moura (ARUCCI?)
Évora (EBORA) a Beja (PACE IULIA)
Beja (PACE IULIA) a Sevilha (HISPALIS)
Castro Marim (ESURI) a Faro (OSSONOBA)
Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Alcácer do Sal (SALACIA)
Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Beja (PACE IULIA)
Faro (OSSONOBA) ao Cabo de São Vicente (Promontorium Sacrum)
 Troços Dispersos: ver outros troços dispersos divididos pelas zonas, NORTE, CENTRO e SUL.

Itinerários de Antonino
Itinerário XVI (16)








































































Braga (BRACARA) - Porto (CALE) - Lisboa (OLISIPO)   CCXLIIII milhas - 361.5 Km (1 milha=1480 m)
Item ab OLISIPONE BRACARAM AUGUSTAM m.p. CCXLIIII  
IERABRIGA
SCALLABIN
SELLIUM
CONIMBRIGA
AEMINIO
TALABRIGA
LANGOBRIGA
CALEM
BRACARA
XXX
XXXII
XXXII
XXXIIII
X
XL
XVIII
XIII
XXXV
A via romana de BRACARA a OLISIPO estabeleceu a rota definitiva entre as duas cidades que subsiste até hoje, sobrepondo-se sucessivamente a Estrada Real, a Estrada Nacional EN1 e a Auto Estrada AE1. Estas seguem paralelas ou mesmo coincidentes em alguns pontos até CONÍMBRIGA, mas a partir daqui a via segue para SELLEUM, hoje Tomar, enquanto que a EN1 e AE1 seguem mais a poente, por um outro trajecto também romano que talvez ligasse às cidades de COLIPPO perto de Leiria e EBUROBRITTIUM perto de Óbidos. O troço entre Braga e o Porto está bem documentado por inúmeros miliários, (ver 8 miliários da série do Padre Martins Capela referentes a esta via, dos quais só o da Trofa Velha indica a distância que marca, 21 milhas), mas a partir do Porto, os vestígios começam a escassear. Entre Porto e Coimbra restam apenas o miliário de Úl, entretanto deslocado para o jardim central de Oliveira de Azeméis, o miliário da Vimieira que está hoje no átrio da Câmara Municipal da Mealhada e o miliário do Arco da Traição em Coimbra que está hoje no Museu Machado de Castro. Na região a Sul de Coimbra existem referências a 6 miliários, entre os quais se destacam o o miliário in situ de Tamazinhos em Alvorge, atestando a passagem da via em direcção a Tomar, e o miliário do castelo de Soure que atesta a existência da variante atrás referida que se dirigia para Leiria. Na região de Tomar são referenciados 6 miliários na cidade e mais 2 na periferia, o miliário de Sta. Catarina em Delongo e o miliário de Santos Mártires em Curvaceiras atestando a continuação da via rumo a Santarém, onde aliás apareceu um miliário. Daqui até Lisboa conhecem-se apenas mais 3 miliários, o miliário do Açougue Velho em Alverca e em Lisboa, o miliário da cada dos Bicos e um outro entretanto perdido. Como também os vestígios de calçada são escassos, essencialmente devido à forte urbanização do litoral, o trajecto da via é ainda em grande parte conjectural.

Braga (BRACARA AUGUSTA) (Conventus Bracara Augustanus)
A dispersão por toda a cidade de miliários para os quais não se sabe a qual via pertenciam, torna muito difícil a definição dos traçados dentro da malha urbana; Alguns estarão relacionados com a Via Braga-Lisboa, como os que apareceram na parte Sul da Rua de S. Geraldo ou o da esquina da Rua Sá de Miranda com a rodovia, próximo da necrópole da Av. da Imaculada Conceição. Muitos destes miliários podem ser observados no Museu D. Diogo de Sousa, nomeadamente, os 21 miliários da série Capela, que estavam reunidos no Campo das Carvalheiras. No Museu Pio XII existem mais 6 miliários, quatro pertencentes ao Itinerário XIX que liga Braga a Tui e dois pertencente a esta via, o miliário de Lousado e o miliário de Carreiras em Vila Nova de Famalicão. No Museu Martins Sarmento em Guimarães, existem mais 3 miliários de incerta via: miliário a Marco Aurélio e a Cómodo, miliário a Constantino I e noutra inscrição a Constâncio II da milha XXXVI, ambos provenientes da Qta. do Cravinho e um miliário a Valentiano I e Valente com os n.º 79, 80 e 81 respectivamente; ver fotos ao lado)

Maximinos, Braga (o começo da via era assinalado por um miliário a Adriano, CIL II 4748, que indicava a distância total entre Braga e o Porto, ou seja, 35 milhas; apareceu no colégio de S. Paulo e hoje está desaparecido; a via deveria partir do antigo Forum no Largo S. Paulo Orósio, descendo pela decumanus maximus ladeada pela Necrópole Romana de Maximinos na actual Rua de S. Sebastião; depois vira à esquerda pela Rua Direita, Largo de Maximinos, seguindo em frente pela cortada Rua Peão da Meia Laranja, Rua Felicíssimo Campos, atravessa a Rua Cidade do Porto ou EN103 e segue pelo CM1330 ou Rua da Ponte Pedrinha)
Travessia do rio Este na Ponte Pedrinha (alusão a uma ponte antiga com eventual origem romana)
Lomar (Argote refere um miliário a Crispo junto à igreja hoje desaparecido que talvez indicasse a milha II; da Ponte Pedrinha segue pela Rua dos Presidentes até entroncar na EN309 no lugar da Mouta, continua por Muro e logo depois sai à esquerda pelo CM1333-2, Rua da Ventosa)
Arcos (por Estrada, Boucinha, Ventosa, Capela e atravessa o rib. do Barral em Correias, talvez a milha III)
Esporões (por Mosqueiros, Quinta, Caridade, Bocas; talvez a milha IV)
Trandeiras (CM1343 por Almoinha, Outão, Varziela, talvez a milha V)
Penso St. Estevão (pouco depois de passar o cemitério tanto pode virar à esquerda pelo CM1343 para atravessar a ribeira de Morroira no lugar de Mesão Frio, provável mutatio na milha VI ou cortar à direita, atravessando a ribeira e a EN309 para Quebradas)
Escudeiros (subia por Quebradas e Hospital, antiga pousada medieval com eventual origem numa mutatio romana, acompanha o alto de S. Mamede até à EN309)
Carreiras, Portela de Sta. Marinha (miliário a Constantino II, talvez da milha VII, hoje no Museu Pio XII)
Telhado (EN309; talvez a milha IX)
São Cosme do Vale (miliário a Adriano já desaparecido, CIL II 4867, talvez da milha IX, encontrado no vale de S. Cosmado)
Vale de S. Martinho (segue a EN309 por Ribeira de Baixo e Pousada até na Cruz do Pelo que seria a milha XI, e onde entronca na EN206; vira à direita e logo à esquerda por caminho de terra para S. João da Pedra Leital, Lagoas, talvez a milha XII, e Pinheiral)
Santiago de Antas, Famalicão (milha XIII; da Igreja românica segue à esquerda por Vela e Capões até à EN204)
  • seriam daqui perto o miliário a Adriano, CIL II 4738, indicando a milha XII que segundo Vasco Mantas será o mesmo miliário que existe no Museu D. Diogo de Sousa, CIL II 4752, com o nº. 66392, porém este último indica a milha XIII;
  • Argote refere um fragmento de um miliário a Caracala, CIL II 4741, reutilizado num cruzeiro defronte da Igreja no início do Séc. XVIII; dado como perdido, no entanto, Colmenero, 2004, sugere que este poderá estar embutido no muro Oeste do Seminário Camboniano;
  • Capela também refere 2 miliários anepígrafos no pátio da casa paroquial, entretanto desaparecidos;
  • Portela de Baixo, Santiago de Antas (milha XIV; atestada pelo miliário a Caracala indicando XIV milhas, CIL II 4740, que apareceu na capela de St. Estevão, foi depois reutilizado como suporte dum alpendre na casa paroquial e hoje está desaparecido)
    Deveza Alta, Santiago de Antas (milha XV; segue pela EM509-1; miliário deslocado para a Qta. do Vinhal; Capela refere aqui um miliário muito danificado entretanto deslocado para o portão da Qta. de Pereira)
    Cabeçudos (segue pela EM 508-2, junto da igreja paroquial, onde existia um miliário, talvez da milha XV, suportando a varanda duma casa, entretanto desaparecido, continuando por Estrada, segue a direito para o alto de Sta. Catarina)
    Sta. Catarina, Cabeçudos ( miliário a Caracala na Qta. de Sta. Catarina, encontrado a 1/4 de légua da quinta talvez da milha XVI; chegado ao marco de Sta. Catarina segue pela Rua do Marco para Fial, Pé de Prata, Garrida, Rua dos Almocreves e Rua das Diligências até à margem do rio Ave)
    Lousado (miliário a Magnêncio, talvez da milha XVIII; foi descoberto na Igreja e hoje está no Museu Pio XII em Braga)

    Travessia do rio Ave (Avo) na Ponte Romano?-Medieval da Lagoncinha
  • Na sua forma actual a ponte é uma construção medieval, mas é bem provável a existência de uma anterior romana nesta passagem natural, embora não existem vestígios concludentes. Depois seguia pela margem esquerda do rio, pasando na Ponte Velha sobre o Rio Ervosa, Aldeia da Ponte e Esprela, continuava pela Ponte Antiga de Real e segue por S. Martinho de Bougado, Vale do Eirigo até Trofa Velha já na EN14.

  • Trofa Velha, S. Martinho de Bougado ( segue a EN14; fragmento de miliário a Marco Aurélio)
    Ponte sobre a rib. de Sedões, Trofa Velha (milha XXI atestada por 4 miliários aqui colocados após a demolição da ponte velha, provável ponte romana:
  • miliário a Constante indicando a milha XXI, CIL II 4742.
  • miliário a Magnêncio, CIL II sup. 6212, está hoje no Museu Abade Pedrosa em St. Tirso.
  • miliário a Licínio, CIL II sup. 6213.
  • miliário a Tácito, CIL II sup. 6212, já desaparecido.
  • dois miliários, um a Carino? e outro a Tácito?, em exposição na Casa da Cultura da Trofa
  • Lantemil, Santiago de Bougado
    Peça Má, Alvarelhos ( miliário a Constâncio II, talvez da milha XXII, que está hoje na antiga casa do Padre Sousa Maia em Lantemil; fragmento de miliário a Carino, hoje no jardim da antiga casa de A. Cruz na Trofa Velha)
    Alvarelhos (miliário a Adriano deslocado na Quinta do Paiço, CIL II 4736, talvez da milha XXII no sopé do importante Castro de Alvarelhos)
    Carriça, Muro (Milha XXIII atestada pelo miliário encontrado na Qta. do Dr. Lima Barreto, CIL II 4743, indicando 13 milhas a Braga, entretanto destruído; seguia talvez pela paralela à EN14 por Ribela onde volta a entrar na EN14)
    S. Pedro de Avioso (segue a EN14 por Espinhosa, nos limites da freguesia com Guilhabreu; miliário a Caro talvez indicando a milha XXV e dado como proveniente do lugar de Ferronho, estava na berma da estrada Porto-Braga ao Km 11+200 junto à capela dos Passos e que hoje está em exposição no Museu de História e Etnologia da Terra da Maia)
    Castêlo da Maia (junto a St. Ovídeo pela EN14)
    Mandim, Maia (milha XXVII; pelos limites das freguesias de Barca e Moreira atravessando a EN Porto-Braga)
    Pinta, Maia (muito alterado pela AE; talvez pela Rua Deolinda Duarte dos Santos)
    Picoto, Maia (milha XXVIII no centro da cidade; segue pela Rua Augusto Simões)
    Leça do Balio/Gueifães (a via faz de fronteira entre estas freguesias; milha XXIX junto ao Lar do Comércio, antiga Qta. do Catassol, hoje Rua do Catassol e depois Rua de Santana até ao largo da Feira de Santana onde ficava a milha XXX; vira à esquerda pela estreita Rua da Estrada Velha e Rua da Ponte da Pedra)
    Ponte Romano-Medieval da Pedra sobre o rio Leça (algumas pedras almofadadas)
    São Mamede de Infesta (Hübner refere um miliário a Adriano, CIL II 735, talvez da milha XXXII, encontrado a servir de base de cruzeiro na Qta. do Dourado/St. António, passou depois para o cemitério onde ainda hoje se encontra, mas já desbastado e servindo de base a um cruzeiro; depois de passar a Ponte da Pedra segue à direita e logo à esquerda pela Rua da Estrada Velha até ao Largo da Ermida onde fica a milha XXXI, continua pela Rua da Conceição até à estação CF, do outro lado segue pela Rua de St. António, Capela de St. António Telheiro, Largo do Marco, onde seria a milha XXXII, Rua do Carriçal; ainda hoje o limite entre o Porto e Matosinhos fica junto ao campo de futebol do Progresso)
    Paranhos (Rua do Amial, milha XXXIII talvez no Jardim da Arca d'Água, Rua do Vale Formoso, Rua Antero de Quental)
    Cedofeita (passa na Capela do Sr. do Socorro que guarda um raro padrão do Caminho de Santiago referente à milha XXXIV; segue pelo Largo da Lapa, Rua da Lapa, milha na Praça da República, antigo Campo de St. Ovídio, Rua dos Mártires da Liberdade, antiga Estrada de St. Ovídio, Largo do Moinho de Vento, Rua da Oliveiras, Rua Sá de Noronha, Praça Gomes Teixeira (Leões), Rua Dr. Ferreira da Silva, antiga Calçada dos Orfans, Jardim da Cordoria (ver "karraria antiqua" abaixo), Rua dos Caldeireiros, Rua Afonso Martins Alho, atravessava o rio da Vila pela desaparecida Ponte da Pedra, o rio está entubado sob a Rua Mouzinho da Silveira, antigo Largo de S. Roque, subia pela Rua do Souto e Rua Escura, entrando no morro da Sé pela Porta de S. Sebastião)

    Porto (CALE) (milha XXXV; antigo Forum deveria ser o terreiro da Sé)
    • Karraria Antiqua
      De Cale partia uma outra via mais a poente referida na documentação medieval como Karraria Antiqua que deverá ter também origem romana. Sendo também Caminho de Santiago, é possível percorrer o seu trajecto seguindo as «setas amarelas», apesar do trajecto escolhido nem sempre coincidir com os traçados romanos. Talvez partisse do Jardim da Cordoaria no Porto, outrora Porta do Olival, tal como a via Porto-Braga, mas ao contrário desta, dirigia-se para a Rua de Cedofeita, chamada Rua da Estrada até 1781, seguia pela Rua do Barão de Forrester, contorna a capela do Sr. do Calvário no Largo da Ramada Alta, e continua pela Rua 9 de Julho, Rua do Carvalhido, Rua Monte dos Burgos, Rua Nova do Seixo, Padrão da Légua, Rua de Recarei, Rua de Gondivai (villa), Rua de Araújo até ao cruzeiro da Capela do Araújo.
      A partir daqui há duas variantes possíveis, dependendo do ponto onde se fazia a travessia do rio Leça.
      • Pela Ponte de Moreira:, Continuava em frente para Rua de Custió, Rua da Ponte Moreira, atravessava o rio Leça, e segue pela Rua Mestre Clara, após seguir pela EN13 e virar à direita no cemitério. A Rua Mestre Clara desemboca na EN542, hoje Rua Fernando Ulrich. Neste ponto, é perceptível a continuação do caminho, mas hoje é uma zona industrial. É provável que seguisse até à Rua de Matamá, onde também é visível o o antigo caminho interrompido, continuando depois pela Rua da Venda (topónimo viário muito comum) e Rua do Padinho, confluindo com a variante abaixo.
      • Pela Ponte de Barreiros: Do cruzeiro do Araújo, desce à direita pela Trv. D. Frei Manuel Almeida de Vasconcelos e Rua Sousa Prata para atravessar o rio Leça na Ponte Romano?-Medieval da Azenha (/de Ronfes/de Barreiros). Continua em frente atravessando a EN13 e sobe pela Rua do Souto até à Igreja paroquial da Maia, onde desvia à esq. pela Rua da Igreja, Rua Pa. José Pinheiro Duarte (paralela ao cemitério), no fundo desce à esq. pela Rua de Recamunde, passa o CF até desembocar na Rua Conselheiro Costa Aroso. Daqui até à Rua do Padinho em Vilar de Pinheiro, por onde seguia depois o caminho, o traçado está muito indefinido devido à construção do IC24 e da zona industrial da Maia. Talvez seguisse pela Calçada de Real, Rua de Real, Guarda em Moreira, Rua José Moreira da Silva, segue à esquerda pela Rua Adelino Amaro da Costa, Rua do Outeiro (zona industrial), Rua Dr. José Aroso, até cruzar com a Rua da Venda, onde segue à direita retomando o caminho antigo.
      Juntas, seguem pela Rua do Padinho (EM1077), continuava pelo lugar da Lameira em Mosteiró pela Rua do Monte, Rua da Botiga, Rua da Costinha, Rua da Arribela, Rua do Padrão em Vilar e Rua da Carrapata de Cima em Modivas. A partir daqui a via é coincidente com a EN306 ou Rua da Estrada Principal, seguindo por Rochio e Joudina em Gião, pelo sopé do Castro de Boi em Vairão (milha), Vilarinho (milha), cruza a EN104 (milha) e segue até à Ponte Medieval de D. Zameiro sobre o rio Ave, continua por Vila Verde (villa e necrópole), Santagões (junto ao Castro de Santagões), Vilar, S. Mamede (no sopé da Cividade de Bagunte) e logo no sítio da Boavista sai da EN306 e segue pela EM1048 ou Rua Camilo Castelo Branco, passa a nascente da Mosteiro da Junqueira, por caminho de terra nas traseiras do Mosteiro por Bibres e Casal Maria até reencontrar a EN306 já perto da Ponte Medieval de Arcos sobre o rio Este, continua por Arcos, EN526, Moldes, Borgonha, Rates já no concelho de Barcelos. A partir daqui tanto poderia dirigir-se à Barca do Lago para a travessia do rio Cávado, confluindo com a outra estrada que vinha mais pelo litoral (per loca maritima) descrita abaixo, como poderia dirigir-se para o vale do rio Covo que seguia até atravessar o rio Cávado St. Eugénia do Covo e Manhente, passando em St. Eulália do Covo, (vestígios romanos em torno da Capela da Sra. de Águas Santas) e S. Bento da Várzea. Também ervindo também a estrada que vinha Braga até Areias de Vilar que está descrita no Itinerário XX de Antonino. Depois de Manhente seguia para Ponte de Lima algures por Galegos, Roriz, S. Pedro de Alvite, Alheira, para ir atravessar o rio Neiva na Ponte de Anhel. Depois talvez seguisse um traçado próximo da EN306 até Ponte de Lima, onde entronca na via XIX proveniente de Braga.

    • Per Loca maritima
      Uma via secundária de serventia às diversas explorações de salga espalhadas pelo litoral; partiria provavelmente da Foz do Douro, zona romanizada, atravessando o rio Leça no local da actual ponte móvel mas por uma ponte demolida nas obras do porto de Leixões, antigo porto romano, continuando próximo da villa de Fontão em Lavra e das indústrias de salga do litoral, como os Tanques de Salga de Angeiras, continuando por Calvelhe, Vila Chã, Moimenta até ao Povoado da Retorta, onde atravessava o rio Ave, já a jusante foz do rio Este evitando assim a sua travessia. A partir daqui ainda é mais difícil definir o traçado do caminho, mas a abundância de vestígios romanos (villa em Formariz, Igrejas de Touginha e Touguinhã) sugerem um continuação da via para norte com eventuais ligações às sucessivas povoações do litoral como a villa e necrópole de Caxinas e já na Póvoa de Varzim, os Castros Romanizados de Terroso e Laundos, a villa Euracini em Martim Vaz, o porto na Aguçadora, a villa Mendo em Estela, a villa da Apúlia, seguindo por por Fonte Boa em direcção à Barca do Lago, atravessando assim o rio Cávado. Continua por Esposende, seguindo junto ao Castro Romanizado de S. Lourenço e pela Qta. do Belinho, atravessa a Ponte Romano?-Medieval do Neiva, em ruínas, junto ao Castro Romanizado do Monte da Guilheta/Moldes, continua por Castelo do Neiva, Darque (villa), Viana do Castelo (Citânia de Sta. Luzia), Carreço (Tanques de Salga na Praia de Fornelos), Afife (villa das Baganheiras e Cividade de Âncora/Afife, no Monte Facho e da Suvidade), Ponte Filipina de Abadim em Aspra sobre o rio Âncora (existem vestígios de uma ponte mais antiga ao lado, eventualmente romana), Vile (calçada em Lousa e S. Pedro de Varais), seguindo por Moledo até Caminha.

    • Via Veteris
      Também é possível que tenha origem romana a chamada Via Veteris ou "Estrada Velha", via medieval com um traçado paralelo à Karraria Antiqua até ao Padrão da Légua, onde desviava para Custóias mais a poente. Começava na zona da Arrábida, junto ao rio Douro, seguia pelo Couto entre Lordelo e Cedofeita, passava junto do Cruzeiro de Santiago de Custóias, atravessava o rio Leça na Ponte de D. Goimil e continuava por Pedras Rubras, Aveleda e Modivas onde deveria confluir com a Karraria Antiqua.
    Porto (CALE) (milha XXXV) (descia da Sé pela Porta de S. Sebastião, Rua Escura, Rua da Bainharia, Rua dos Mercadores até à Boca do rio da Vila no Cais da Ribeira)
    Travessia do rio Douro (DURIUS) (por barca?)
    Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia (a poente fica o Castelo de Gaia, cuja escadaria de acesso é no Sr. da Boa Passagem, onde apareceu um marco epigráfico que talvez indicasse o limite territorial dos Túrdulos Velhos (TURDULI VETERES) e está hoje no Solar dos Condes de Resende em Canelas)
    Santa Marinha (do Cais de Gaia talvez subisse pela Rua Cândido dos Reis, Rua Teixeira Lopes)
    Mafamude (Rua Marquês Sá da Bandeira, Jardim Soares dos Reis, Rua da Rasa, Rua António Rodrigues da Rocha, até à Rotunda de St. Ovídio, passa junto à Capela do Sr. do Padrão e segue a direito antiga EN1 hoje Rua Soares dos Reis e Rua da Fonte dos Arrependidos, antes da passagem sob a AE1 seguia à esquerda até terminar cortada pela AE1, do outro lado está a Rua do Alto das Torres por onde continua por)
    Rechousa, Canelas (calçada segue paralela ou coincidente com a Rua da Rechousa)
    Canelas de Cima (calçada segue ao lado direita da Rua Sra. do Monte e Rua do Monte e está a ser destruída, ver alertas)
    Perosinho (como a AE destruiu a via romana até aos Carvalhos, é necessário um percurso alternativo; continuando pela Rua do Monte seguir à dir., antes de descer, pela Rua da Serra que atravessa a Serra de Negrelos, desce uma calçada moderna até à Rua Alzira Pacheco, na Qta. da Penna vira à dir., cemitério, Igreja, atravessa a EN109-2, Rua do Loureiro passa a Rua da Barrosa, lugar da Costa e segue pelo sopé da vertente poente do Monte Murado até)
    Idanha, Pedroso (Castro romanizado do Monte Murado ou da Sra. da Saúde; na villa de Decimus Iulius Cilo apareceram as Tesserae Hospitales hoje no Solar dos Condes de Resende em Canelas; necrópole; vestígios da calçada de acesso ao castro foram já danificados por uma urbanização recente)
    Brantães, Sermonde (aqui passava a estrada mourisca segundo Mattos, 1937)
    Barrancas
    Vendas de Grijó, Seixezelo (no cruzamento para Argoncilhe segue pela Rua Prof. Ferreira da Silva até às bombas)
    Picoto, Vila da Feira (segue a EN1)
    Vergada, Argoncilhe (segue pela Rua Central da Vergada até reencontrar a EN1)
    Lourosa (desvia da EN1 no cruzamento para Arouca, pela Rua Romana e Rua da Estrada Real, CM1062-1; no Ferradal está interrompida, é preciso seguir à direita pela Rua do Alto e depois sempre à esquerda até reencontrar a via; passa na Qta. do Arieiro, Rua do Areeiro, em Souto Redondo, onde entronca no CM1064, estrada que vem da EN1, segue à esquerda e logo em frente aparece a Rua Romana e logo a seguir a calçada de Airas)

    Fiães (LANGOBRIGA) (milha XLVIII(48), XIII milhas a Cale, seria provavelmente no Monte de Sta. Cruz ou Monte Redondo)
    Airas, S. João de Ver (troço da Estrada Real sobre a via romana; o troço continua até à ao Largo de Airas onde subsistem uns 50 m da calçada romana original; daí segue sempre pela Estrada Real até entroncar na EN1, no acesso às instalações da empresa Irmãos Cavaco)
    Malaposta de Sanfins (segue pela EN1)
    Sanfins (EN1; passa na Capelinha da Meia Légua, 1100 m)
    Escapães (EN1; devido aos novos viadutos, sair para Arrifana e logo a seguir à esquerda até retomar a EN1; logo a seguir à bomba vira à direita pela Rua Frei Luís de Sousa, Rua António Nobre, Rua Dr. Afonso Rodrigues)
    Arrifana, Vila da Feira (provável mutatio; talvez pela Rua Prof. Beleza dos Santos, em frente pela Rua Américo Resende, Rua António Gomes Rebelo, Rua de Bocage, Rua Norton de Matos, Av. João Pinto Bessa)
    • A travessia do rio Úl tem duas alternativas com reencontro em S. Tiago de Riba Úl
      uma pela Ponte do Salgueiro: Cucujães, Oliveira de Azeméis (entronca com a estrada de Ovar; nos palacetes brasileiros Qta. do Sol e villa Brandão vira à esquerda e desce à ponte moderna sobre o rio Úl onde segue à direita até à)
      Ponte Romano?-Medieval do Salgueiro sobre o rio Úl (antigo Antuã)
      outra pela Ponte da Pica: S. João da Madeira (Fonte Romana junto ao Tribunal Judicial; desvia pela fábrica Oliva e segue pelo centro, passa a poente da Sra. dos Milagres, para Faria de Cima, Faria de Baixo, Rua da Via Militar Romana até à)
      Ponte Romano?-Medieval da Pica sobre o rio Úl (antigo Antuã; 3 arcos; segue junto ao rio até à EN1 em Cavadas do Couto)
    S. Tiago de Riba-Úl (segue por Carcavelos, a poente de Lações de Baixo e Ponte da Barca)
    Oliveira de Azeméis (Rua da Farrapa, Rua Bento Carqueja, Rua António Alegria e Rua do Cruzeiro; atravessa o alto do Serro para a estação CF de Úl)

    Úl, Oliveira de Azeméis (na fundações da igreja paroquial de Úl foram encontrados dois importantes vestígios, um Terminus Augustalis, hoje encastrado na parede das traseiras, que marcaria a divisão territorial entre TALÁBRIGA e LANGOBRIGA, e o miliário a Tibério hoje no jardim em frente à Igreja Matriz de Oliveira de Azeméis, indicando XII (12) milhas a LANGOBRIGA; outro miliário ilegível, talvez deslocado, foi encontrado em Adães, Loureiro; da Igreja desce pela vertente nascente do morro do Castro de Úl)
    Ponte sobre o rio Insua (sobe a Rua do Castro e entronca na estrada Travanca-Figueiredo)
    Damonde, Travanca (segue à direita pela Rua do Cabeço, Rua da Relva e à direita pela Rua Manuel Soares Costa)
    Pinheiro da Bemposta (vem por Figueiredo de Cima e Figueiredo de Baixo, Rua e Qta. do Paço, antiga albergaria da família real e provável mansio; segue por Curval de Baixo, Coche e Escusa com vestígios das guias da calçada)
    Branca (calçada em Barroca, Lajinhas; duvidoso miliário referido pelo Fr. Bernardo de Brito no Monte de S. Julião indicando XII milhas; o povoado de AURANCA poderia ser em Cristelo 1 km para poente)
    Albergaria-a-Nova
    Albergaria-a-Velha (segue por Assilhó)
    Serém, Machinata do Vouga (referência a um miliário; Rua da Estrada Real)
    Gândara, Machinata do Vouga (calçada descia a encosta, hoje está aterrada)
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Vouga (os pilares são medievais; ou por barca entre Serém e Lugar da Cova)

    Cabeço do Vouga, Marnel (TALÁBRIGA), Lamas do Vouga (milha LXVI segundo o Itinerário; ver Seabra Lopes, 2000)
    (à saída da ponte antiga sobre o Vouga vira à esquerda e a seguir no 1º caminho à dir;
    a estação está a ser escavada para posterior abertura ao público;
    daqui partiria para o interior a via Marnel - Viseu;
    provável uma ligação ao mar por Eixo até ao povoado da Torre/Marinha Baixa em Cacia,
    antigo Porto Romano já que a linha costa que na época era bem mais recuada)
    Ponte Romano-Medieval sobre o rio Marnel (atravessa a EN1 e sobe a)
    Pedaçães, Lamas do Vouga (calçada; segue por Covelas)
    Trofa (vem de Castrovães e passa ao lado da Igreja)
    Segadães (segue por Fontinha)
    Travassô (calçada com 40 m escavada na rocha entre Hortinhas e Mato Crespo, hoje aterrada)
    Cabanões, Travassô (desce ao rio pela EN601)
    Travessia do rio Águeda na moderna ponte de betão (300 m a jusante, o lugar da Ponte Pedrinha talvez lembre uma antiga ponte)
    Óis da Ribeira (da ponte segue à esquerda pela EN601)
    Espinhel (EN601; passa na Qta. do Morangal; contorna a Pateira de Fermentelos, a linha de costa no tempo romano)
    Piedade, Espinhel (atravessa a EN333 e segue para Barrô pelo EM1637)
    Paradela, Espinhel
    Barrô (segue para Carquejo onde vira à dir.)
    • Travessia do rio Cértima: a travessia do Cértima poderia ser daqui para o Cercal ou mais a sul em Aguada de Baixo, seguindo a EN601-2 pela encosta da Fábrica do Vale do Mouro, ponte antiga da Landiosa sobre um afluente do rio Cértima, virando logo à direita para atravessar o Cértima na ponte moderna para Murta onde entronca com a 1ª hipótese.
    Sangalhos, Anadia (mansio, a 34 milhas de Coimbra, talvez no lugar do Paço; a subida a Sangalhos a partir de Murta talvez seja pelo Monte da Cabeça Gorda e não pela actual EM1657, confluindo ambas no lugar da Fontinha com a EN235, entrando na povoação por Sortes e Saima)
    Sá, Sangalhos (EN235)
    Cabeço, Mogofores (desvia à direita por S. Mateus e depois Lezírias)
    Óis do Bairro (assenta num povoado romano)
    Horta, Tamengos (próximo fica as Termas da Curia outrora Aquae Curiva)
    Arinhos, Ventosa do Bairro (onde existia a necrópole na Encosta do Covão entretanto destruída pela AE1)
    Ventosa do Bairro (travessia do rio da Ponte na EN614)
    Antes, Mealhada (segue pela EN614; daqui é possível uma ligação ao interior em direcção a Bobadela, contornando a Serra do Buçaco pela vertente norte)
    Casal Comba (da Pedrulha segue pela EN615-1 até Casal Comba, onde continua pela EN616 até)
    Vimieira, Casal Comba (provável mutatio onde apareceu um miliário a Calígula indicando XII (12) milhas a Coimbra, hoje no átrio da CM da Mealhada; villa na Cidade das Areias)
      Uma variante para poente, ligaria a Vimieira a Tentúgal, passando a via por Silvã, Enxofães, Cordinhã, Póvoa da Lomba e Outil; Seliobriga poderia ser para poente em S. Martinho de Pedrulhais na freguesia de Sepins em Cantanhede; Na villa da Qta. da N. Sra. do Amparo, em Murtede, apareceu uma ara votiva a Caius Fabius Viator, uma referência à via.
    Lendiosa, Casal Comba (continua pela EN616 passando em Lendiosa, Mala e Carqueijo, onde reencontra a EN1)
    Sargento-Mor, Souselas (villa de Mouros e da Qta. de Lagares; sai da EN1 pela EM1138)
    Trouxemil (continua por Adões, Trouxemil, Cioga do Monte, Fornos, EM1137, travessia do rio de Fornos, Adémia de Baixo, travessia da rib. das Eiras, Pedrulha, entrando em Coimbra pela Av. Fernão de Magalhães, Rua Simões de Castro e Rua Direita)

    Coimbra (AEMINIUM) (milha CVI) (miliário a Calígula, apareceu deslocado perto do Arco da Traição, está hoje no Museu Machado de Castro; nas traseiras do museu apareceram vestígios da decumanus maximus que ligava ao forum, hoje a Praça D. Dinis na Universidade Velha)
    Travessia do rio Mondego (MONDA) na Ponte Romana que foi reconstruída em 1132 e posteriormente destruída)
    Cruz do Morouços (sobe pela Qta. das Lages)
    Antanhol (segue próximo do acampamento romano, chamado Cidade dos Mouros)
    Cernache
    Eira Pedrinha, Condeixa-a-Nova (passa pelo lugar de Calçada e a Qta. de Silvães junto à EN1)
    Condeixa-a-Nova

    Condeixa-a-Velha(CONÍMBRIGA) (milha CXVI) (a poucos km's fica o Castellum Romano de Alcabideque que fornecia água a CONÍMBRIGA através de um aqueduto; neste território apareceram 6 miliários, o de Tamazinhos a Décio, o de Soure a Caracala, dois a Constâncio Cloro, um a Tácito e outro a Galério; a via saía pelo pórtico junto às "Lojas a Sul da Via", descia pela Ladeira de Condeixa-a-Velha até à)
    Ponte Romana? da Sancha sobre o rio de Mouros (só vestígios; daqui subia ao lugar do Poço e seguia pela Mata da Bufarda)
    Fonte Coberta, Zambujal (cruza com a EN347-1)
    Zambujal
    Rabaçal, Penela (villa Romana de Miroiços aberta ao público e museu na povoação; a via segue a nascente)
    Tamazinhos, Penela (miliário in situ a Décio da milha VIII a CONÍMBRIGA e uma possível ponte romana)
    Alvorge, Ansião (passa a nascente entre os cabeços de Trás de Figueiró e Ateanha)
    Junqueira, Alvorge (na povoação desviar à direita saindo da EN348)
    Santiago da Guarda, Ansião (villa e provável mansio no Solar dos Condes de Castelo Melhor; a via passaria por Granja, Matos de Sta. Bárbara, Estrada e Vale de Boi, onde existe uma calçada com 150 m, em Vales, a sul da povoação)
    Ponte Romana? de Ponte Galiz sobre o rio Nabão
    Ansião
    Avelar (calçada entre os lugares da Tojeira e Pontão)
    Chão de Couce, Ansião
    Pousa Flores, Ansião
    Portela de S. Caetano, Pousa Flores
    Maçãs de Caminho (talvez por Pomares e Laranjeiras na EM1104 até entroncar na EN350)
    Alvaiázere (seguindo a EN350 passa em Seixal, onde existe a necrópole da Igreja Velha, Alvaiázere, onde passa a EN348, Rominha (villa), Sobreiral, onde existe a villa do Cereijal e Feteiras)
    Sandoeira, Rego da Murta (villa; possível desvio de acesso à travessia do rio Zêzere entre Martinelo e Alcamim ou mais a jusante entre Bairrada e Porto Caíns)
    Pereiro, Areias, Ferreira do Zézere (calçada)
    Venda dos Tremoços, Areias (milha)
    Calçadas, Portela de Vila Verde, Areias
    Ceras, Alviobeira (Castrum Caesaris no Monte do Alqueidão)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Ceras (seguindo por Calçadinha)
    Alviobeira
    Casais, Tomar (passa em Pintado com vestígios de calçada, Venda Nova, Calçadas, Alvito e Gorduchas)

    Tomar (SELLEUM) (milha CL (150), XCIV(94) milhas a Lisboa)
    (dois miliários encontrados em S. João do Couto estão agora no Museu do Carmo em Lisboa; um a Tácito, CIL 6197 / CIL II 4959, e outro a Maximiano, CIL 6198 / CIL II 4960, que segundo Hübner seria o da milha I mas hoje já não é legível; dois miliários encontrados na Igreja de Sta. Maria dos Olivais; notícia de um miliário enterrado na Rua do Everard; Forum nas traseiras dos Bombeiros)
    Travessia do rio Nabão (deveria existir uma ponte romana na actual Ponte Velha; seguia pela Levada onde apareceram dois miliários)
    Madalena (Ponte Romana? dos Frades na Qta. da Anunciada Velha; villa em S. Pedro de Caldelas)
    Travessia da rib. da Beselga (villa no Casal da Capela; topónimo do Alto do Marco na outra margem)
    Sta. Catarina, Paialvo (villa; miliário próximo de Santos Mártires; villa em Delongo)
    St. Estevão, Paialvo (villa; miliário no Casal da Abadessas a uma milha do anterior, hoje desaparecido)
    Curvaceiras, Paialvo (villa; a calçada junto ao CF da 'linha do norte'; villae em Carrazede, S. Cristovão e e Vila Nova, junto à Ponte Romana? da Pedra)
    Bexiga, Paialvo (villa; EN535)
    Atalaia, Vila Nova da Barquinha (calçada na Rua Luís Picciochi, possível miliário e fonte centenária, tudo a ruir! daqui derivava a via Tomar-Évora, atravessando o rio Tejo em Tancos)
    Ponte da Pedra, Vila Nova da Barquinha (antiga Ponte da Cardiga atravessa a rib. da Ponte da Pedra)
    Entroncamento
    Golegã (na Qta. dos Álamos fica a villa de S. Miguel)
    Azinhaga, Golegã (villa em Portas de Água)
    Pombalinho, Santarém (villa)
    Reguengo do Alviela, S. Vicente do Paúl
    Travessia do rio Alviela
    Chões de Alpompé, Vale de Figueira (provável localização de MORON)
    Vale de Figueira
    Alcanhões (ruínas das Termas Romanas na Qta. das Martanas; seguiria por Cruz da Entrada)
    Ponte Medieval de Alcource, Ribeira de Santarém sobre a vala de Palhais (EM1348, 4 arcos)

    Santarém (SCALLABIS), Milha CLXXXII (182), LXII (62) a Lisboa, Conventus Scalabitanus (miliário talvez a Marco Aurélio ou a Probo encontrado na alcáçova; templo romano)
    Onias (acompanha a linha férrea)
    Vale de Santarém (calçada na Qta. do Malpique a sul da povoação)
    Vila Chã de Ourique, Cartaxo
    Cartaxo
    Pontével (calçada acima da Fonte da Concha, à Horta d’Ourives, junto ao Pinhal da Rola)
    Ponte Romano?-Medieval de Pontével sobre a rib. de Pontével
    Ponte Romano?-Medieval da Ribeira da Fonta, Pontével
    Cruz do Campo, Pontével (daqui talvez partisse um desvio para Reguengo onde há calçada e passaria o Tejo no Vau de Escaroupim)
    Azambuja
    Vila Nova da Rainha, Azambuja (calçada e villa)
    Travessia do rio Alenquer

    Alenquer (IERABRIGA?) (milha CCXIV (214), XXX (30) milhas a Lisboa; vestígios no perímetro compreendido entre Paredes, Qta. de Sta. Teresa, Qta. das Sete Pedras, Qta. do Bravo, Villa da Qta. da Barradinha, Casal da Telhada; junto à necrópole da Qta. do Bravo apareceu um marco comemorativo dedicado a Adriano assinalando reparações na via e está hoje no Museu do Carmo em Lisboa; na Qta. de Sta. Teresa apareceu um fragmento de coluna epigrafado que poderia ter origem num miliário.)
      Continua a existir incerteza quanto à localização de Ierabriga em Alenquer porque os vestígios são inconclusivos. Assim, também se colocam como hipóteses, o Monte dos Castelinhos em Castanheira do Ribatejo e lugar de Povos em Vila Franca de Xira, até porque estes estão mais alinhados com o suposto traçado da via.
    Carregado
    Travessia do rio Grande da Pipa talvez na zona da Ponte da Couraça
    Castanheira do Ribatejo (villa no Bairro da Gulbenkian e vestígios no Monte dos Castelinhos)
    Povos, Vila Franca de Xira (Porto romano e villa no sítio da Escola Velha, na Qta. do Borrecho e em Casal da Boiça, Cachoeiras, ver João Pimenta, 2007)
    Vila Franca de Xira (referência a um miliário descoberto mais a poente em Calhandriz)
    Alverca do Ribatejo (miliário a Constâncio Cloro da milha XXIII contada a partir de Lisboa, descoberto em 1924 na Trav. do Açougue Velho e deslocado para o Convento de S. Félix de Chelas, CIL II 4632)
    • Variante para Lisboa por Vialonga e Loures:
      Vialonga (EN501; Rua Egas Moniz)
      S. Julião do Tojal (calçada)
      St. Antão do Tojal
      Loures (villa de Almoínhas junto ao Palácio da Justiça)
      Frielas (miliário nos alicerces da Qta. de St. António que segundo Vasco Mantas estaria junto à ponte de Frielas; villa na capela de Sta. Catarina)
      Lisboa (segue pela Calçada de Carriche, Campos de Alvalade até à Praça da Figueira)
    • Variante para Lisboa por Sacavém, seguindo a margem direita do rio Tejo
      Póvoa de Santa Iria (vestígios na Qta. de St. António de Bolonha)
      S. João da Talha (segue pela Bobadela)
      Ponte Romana de Sacavém sobre o rio Trancão (desenhada por Francisco de Holanda com 15 arcos; hoje só restam vestígios dos alicerces)
      Sacavém (pelas Rua José Luís de Morais e Rua António Ricardo Rodrigues)
      Moscavide
      Marvila (Rua e Estrada de Marvila)
      Beato (Calçada do Grilo, Rua de Xabregas e Rua da Madre de Deus)
      Sta. Engrácia (Calçada da Cruz de Pedra, Rua da Cruz de Sta. Apolónia)
      Alfama, St. Estevão (Rua do Mirante, Rua do Paraíso, Rua dos Remédios, Largo do Chafariz, Rua de S. Pedro e Rua S. João da Praça)
    Lisboa (OLISIPO) (milha CCXLIV) (o miliário a Probo encontrado na Casa dos Bicos talvez da milha zero, a Muralha Romana da Cerca da Moura e os vestígios de calçada debaixo do Claustro da Sé, indicam que a via romana entrava na cidade pela Rua das Cruzes da Sé e seguia até ao Largo da Sé, antigo Forum; Marinho de Azevedo refere um outro miliário a Magnêncio, CIL II 4631, entretanto perdido; zona industrial e portuária no Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros sobranceiro ao braço do Tejo que teria na época uma Ponte Romana junto à Rua do Arco da Bandeira, actual Rua dos Sapateiros e o cais de embarque na Rua das Canastras; o Museu do Carmo em Lisboa guarda 3 miliários, dois provenientes de S. João do Couto, Tomar, pertencentes a esta via, CIL II 4960 e 4959, e também o miliário da Qta. do Cadouço, Famalicão da Serra que pertencia ao Itinerário Braga-Mérida; o quarto "miliário" em exposição é o marco comemorativo da Qta. do Bravo, Alenquer; os restantes miliários trazidos para Lisboa pertencem ao acervo do MNA; Termas Romanas dos Cássios na Rua das Pedras Negras; Teatro de Nero entre a Rua de S. Mamede e a Rua da Saudade; circo/hipódromo no Rossio)br>

  • Itinerário XIX (19)
















































































    Braga (BRACARA) - Tui (TUDAE) - Lugo (LUCUS) - Astorga (ASTURICA)   CCXCVIIII milhas - 443 Km
    Item a BRACARA ASTURICAM m.p. CCXCVIIII  
    LIMIA
    TUDAE
    BURBIDA
    TUROQUA
    AQUIS CELENIS
    TRIA
    ASSEGONIA
    BREVIS
    MARCIE
    LUCO AUGUSTI
    TIMALINO
    PONTE NEVIAE
    UTTARIS
    BERGIDO
    INTERAMNIO FLUVIO
    ASTURICA
    XVIIII
    XXIIII
    XVI
    XVI
    XXIIII
    XII
    XIII
    XXII
    XX
    XIII
    XXII
    XII
    XX
    XVI
    XX
    XXX
    O Itinerário XIX corresponde no território nacional à Via IV, cujo traçado está relativamente bem estudado dado o elevado número de miliários existentes, mas, a partir de Lugo, passa a ter um traçado comum com Itinerário XX que vinha pelo litoral ou por mar, per loca maritima, e a partir de BERGIDO é também comum com o Itinerário da Via Nova que vinha pela Serra do Gerês. Este itinerário corresponde em grande parte ao Caminho de Santiago pelo que existe sinalização do percurso (setas amarelas) nas partes coincidentes com o caminho romano. Entretanto está a decorrer o projecto Vias Atlânticas que visa a protecção e exploração turística da via. O Museu Pio XII tem em exposição o miliário de Oleiros e guarda na arrecadação o miliário de Arcozelo, um miliário de Romarigães, o miliário de S. Paio de Merelim e o fragmento de miliário a Nerva encontrado num muro da casa Patronato da Sé, junto à Rua da Cónega, possivelmente relacionado com esta via (ver os 14 miliários da série Capela referentes a esta via)

    Braga (BRACARA) (partindo do Largo S. Paulo Orósio, antigo Forum, a via deveria seguir próximo da Necrópole do Campo da Vinha; hoje em dia, seguir pela Rua Frei Caetano Brandão, de onde são provenientes 2 miliários, no alinhamento da cardus maximus, virando depois à esquerda pela Rua da Boavista, conflui com a Rua Costa Gomes ou EN201 e segue pela Calçada de Real)
    Real (em Capela conflui novamente com a EN201; a dois passos em Tourido, apareceu outro miliário que poderá ser o mesmo que o miliário a Maximino da milha I encontrado no Monte de Cones cuja inscrição revela reparações da via 'vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt')
    Frossos (miliário deslocado na Qta. do Outeiro talvez da milha II; segue a EN201)
    Panoias (na Qta. de Germil apareceu deslocado um miliário a Tibério da milha II, hoje no Museu Martins Sarmento com o n.º 82; no Largo do Souto, servindo de base ao cruzeiro, está um miliário deslocado com uma inscrição primitiva a Tibério e uma reinscrição a Valentiano e Valente , da milha III ou milha IV)
    Merelim S. Pedro (talvez a milha III; o marco divisório em Felgueiras pode ser um miliário transformado)
    Merelim S. Paio de (pela EN201 lugar da Calçada; miliário a Adriano, talvez da milha III, encontrado num muro junto ao lavadouro na EN e hoje no Museu Pio XII)
    Ponte Romano-Filipina do Prado sobre o rio Cávado (CELADUS) (miliário a Augusto da milha IV entretanto desaparecido; fragmento de miliário embutido no muro de uma casa; ver Regalo:1987)
    • Variante por Lage: a partir da Ponte do Prado, a via segue por Atiães até à Ponte de Goães atendendo aos miliários existentes, mas também é possível uma variante por Lage;
      St. Maria do Prado (segue por Faial, calçada da Qta. do Jorge, Estrada, Murta, Santiago, Corga, Montinho e Sarrela)
      Lage, Oleiros (calçada; passa junto à Igreja de S. Julião, entra na Roupeira na EM1184 e segue por Livão)
      Moure (calçada; próximo fica o Castro Romanizado do Barbudo ou Monte Castelo; continua pela EM1184 por Caraceira, Laranjal, Landeira e Portelinha)
      S. Miguel de Carreiras (passa a EM1183 por St. André e Cachada)
      Portela das Cabras (onde reencontra via principal)
    St. Maria do Prado (miliário a Tibério, talvez da milha V, hoje no Museu Martins Sarmento com o n.º 77)
    Oleiros (miliário a Valentiano I, indicando a milha VI, encontrado na Bouça do Benefício Paroquial da antiga Igreja Matriz e hoje exposto no Museu Pio XII)
    Atiães (fragmento de miliário no pinhal; miliário no exterior da capela de Sta. Marta; da capela de S. Sebastião segue para a mata de S. Jerónimo)
    Freiriz (segue pelo Monte do Cardal)
    Marrancos
    Portela das Cabras (calçada no lugar da Rua; em Portela do Meio passa a EN308 e segue por Hospital e Fonte Fria)
    Goães
    Ponte Romano?-Medieval da Pedrinha ou Ponte Velha, Goães, sobre o rio Neiva (NAEBIS) (3 arcos)
    (em Martim, Calvêlo apareceu um miliário como sepultura; se não foi deslocado, poderá indicar uma travessia mais a jusante a partir de Arcozelo, onde, na Igreja velha, apareceu um fragmento de um miliário a Tibério? que está hoje no Museu Pio XII)
    Rio Mau (da ponte sobe até Angulo Quarenta onde vira à esquerda até Lagoeira onde entra no concelho de Ponte de Lima)
    Anais (de Lagoeira, segue à esquerda para Venda e logo à direita para Gandara; muito próximo, no lugar da Boa Vista, apareceu um miliário ilegível suportando o alpendre de uma casa; continua por Talho, Souto, Varziela, Malhos, Cruzeiro, à esquerda por Albergaria, Casas Novas até à Pedra da Cruz onde vire à dir.)
    Queijada (passa em Empregada e Qta. do Baganheiro, onde conflui com a EN201 e segue até ao rio Trovela junto à necrópole da Qta. do Outeiro)
    Travessia do rio Trovela (algures perto do lugar da Ponte Nova; para leste apareceu um miliário anepígrafo da Qta. das Fontes na beira do caminho para a igreja paroquial, já em Souto de Rebordões, se não foi deslocado poderá indicar uma travessia mais a jusante)
    Fornelos (200 m depois da ponte segue à esquerda para Cercal, Silvosa e Ermida de S. Brás até à rib. de Sandilhão; miliário anepígrafo no caminho de acesso à Qta. da Torre; miliário no lugar do Passal; miliário a Maximino e Máximo talvez da milha XVII 17 que hoje está no pátio da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira)
    Travessia da rib. de Sandilhão (segue por Lage; miliário a Delmacio encontrado deslocado no lugar da Posa)
    St. Amaro, Fornelos (estaria na capela o miliário a Maximino e Máximo da milha XVIII 18 que hoje está no jardim do Solar de Bertiandos como pelourinho; uma inscrição posterior revela reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt)
    Qta. das Pias, Feitosa
    Vila Nova de Gaia, Arca (possível localização da mansio LIMIA junto ao Castro da Madalena na milha XIX)
    Bustelo, Arca (por Cruzeiro, Graciosa, Av. António Feijó, Qta. da Lapa, Quartéis e Portas de Braga onde entra na vila)

    Ponte de Lima (ponte da mansio LIMIA na milha 21; a via entrava pela já demolida Porta de Braga e seguia pela Rua do Souto, depois por detrás da Igreja Matriz, pela Rua Direita e Rua Fonte da Vila; poderia ser daqui o miliário a Maximino e Máximo da milha XXI, duas mais que a mansio, encontrado deslocado para SE na Qta. da Agra, Correlhã, n.º 7 da série Capela, que está hoje no acervo do MNA partido em dois)
    Ponte Romana sobre o rio Lima (LAETHES) (reconstrução medieval; só os primeiros 5 arcos da margem direita são romanos)

    Qta. do Antepaço, Alémponte (o miliário que está no pátio da quinta é o único que resta de um grupo de 4 miliários com os n.º 1,2,3 e 4 da série Capela que foram deslocados para a Qta. de Faldejães; segue à direita pelo Caminho das Tojeiras, EM523, passa a nascente das Qtas. de Sabadão e Pomarchão, atravessa a EN e segue até)
    Cancelinhas, Arcozelo (na bifurcação segue à dir., no lugar da Igreja segue à esquerda e passa na Igreja de Santa Marinha, onde apareceu um miliário)
    • Na Qta. de Faldejães estão vários miliários do troço entre Ponte de Lima e Ponte do Arco da Geia; além dos 3 miliários provenientes da Qta. do Antepaço, miliário a Adriano, o miliário a Caracala, o miliário a Constàncio Cloro?, todos da milha XX, existem mais 2 miliários, um deles proveniente da Capela de S. Sebastião)
    Arcozelo (a calçada descreve um arco pela Rua Lima Bezerra e Largo Freiria até à)
    Ponte Romano-Medieval do Arco da Geia, Boa Vista, sobre o rio Labruja (1 arco, pedras almofadas; depois da ponte segue a margem esquerda do rio por um caminho agrícola, passando em Coutada, Riba Rio, Borrelho, Cerdeira, Carvalho Mouco e Moinho do Folão)
    Paredes, Cepões (possível miliário no adro da capela de S. Pedro de Cepões; daqui tem que subir à EN306 e logo depois à esquerda para a)
    Ponte Romano?-Medieval do Arco, nova travessia do rio Labruja (segue a EN até Revolta, onde vira à esquerda por Portelinha, Valinhos e Igreja)
    Labruja (segue pelos lugares de Freita, one apareceu um fragmento miliário talvez a Magnêncio, continua por Vinhó de Baixo, Casa Branca, Eiras, Fonte da Três Bicas e Espinheiros, onde apareceu um miliário a Constantino I aparecido numa casa rural que embora já só se leia XVI seria da milha XXVI desde Braga e que tal como anterior está hoje na antiga JAE em Viana do Castelo; outro possível miliário apareceu junto da capela de S. Sebastião; a partir daqui o caminho divide-se em medieval e romano; o medieval segue pela Portela Grande enquanto que a via romana segue pela Portela Pequena; possível miliário convertido em pia baptismal na Capela de S. João Baptista ou da Grova; continua por Portela de Câmboa onde estaria o miliário n.º 11 da série Capela que foi partido em 4 e desapareceu)
    Romarigães (vem pela Portela Pequena e desce por Veiga do Monte, Capela do Pico, Portela, Venda, Cascalhal e Capela de S. Roque, nas traseiras da Casa Grande de Romarigães onde há dois miliários anepígrafos relacionados com a milha XXVIII; algures numa casa rural de Romarigães apareceu um miliário a Valentiano I já transformado em pia de porcos que está hoje no Museu Pio XII, que seria a milha XXVIII embora já só se leia XX...)
    • A Portela de Romarigães corresponde assim à milha XXVIII desde Braga junto ao do importante Castro Romanizado do Couto de Ouro pelo deveria existir uma mutacio; A partir daqui são possíveis duas alternativas para o percurso da VIA XIX que se voltam a encontrar em Fontoura, um mais a poente, atendendo aos miliários em Barreiros, Fonte de Olho e Sapardos, e outro mais a nascente atendendo aos miliários em Pereiros, Monte da Costa e uma ponte com eventual origem romana sobre o rio Coura.
    Variante por Rubiães:
    Portela de Romarigães (rumava a norte pela vertente leste do castro até Azenha do Ribeiro)
    Ponte Romano?-Medieval da Codeceira sobre a rib. da Codeceira
    Agualonga (segue por Monte da Gândara e Covelo)
    Pereiros, Rubiães (seria daqui o miliário a Magnêncio da milha XXXI 31 que está em de S. Bartolomeu das Antas)
    Rubiães (ver mapa; da Capela de S. Roque toma o caminho paralelo à EN201 que sehue pela vertente poente do Monte da Costa passando nas traseiras da Igreja Românica de S. Pedro, onde no adro está um miliário a Caracala convertido em sepultura talvez da milha XXX e segue até ao lugar da Escola onde desvia à esquerda para descer ao rio Coura)
    Crasto, Rubiães (na Qta. do Crasto há 3 miliários deslocados, na entrada da quinta está o miliário a Augusto e no seu interior, um fragmento de um possível miliário e o miliário a Valentiano I como esteio duma ramada, ambos indicando a milha XXX pelo que poderiam ter sido deslocados desde a Azenha do Ribeiro em Romarigães)
    Ponte Romano?-Medieval de Rubiães sobre o rio Coura (milha 33; calçada antes da ponte; 3 arcos, um romano?; seria daqui o miliário da milha 33 que está na Capela de S. Bartolomeu das Antas?)
    Cossourado (da ponte segue à direita até à EN201 que atravessa e segue por caminho estreito, contornando o magnífico Castro do Coussorado por nascente)
    Couto da Cabras, Cossourado (talvez a milha XXXIV 34, no km 11 da EN201)
    S. Bento da Porta Aberta, Cossourado (talvez a milha XXXV 35)
    Fontoura

    Variante por S. Martinho de Coura:
    Portela de Romarigães (rumava para noroeste por Telhada)
    Barreiros, S. Martinho de Coura ( miliário a Constante I da milha XXIX num largo por detrás da Capela N. Sra. da Conceição)
    Fonte de Olho, S. Martinho de Coura ( miliário a Magnêncio reutilizado como suporte de uma parra numa casa rural)
    Ponte dos Caniços
    S. Bartolomeu das Antas (continua por Espinheiral e Carreira)
    Ramalhal ( fragmento de miliário junto à entrada lateral da Capela de S. Brás)
    Ranhadoura ( miliário a Constâncio II com a milha ilegível que hoje está hoje na antiga JAE em Viana do Castelo)
    Monte da Gândara ( miliário a Maximino Daia da milha XXXIIII 34 que apareceu enterrado in situ e que hoje está junto com o anterior)
    Raso, São Julião do Freixo (200 m de calçada paralela à estrada actual, seguindo depois em alcatrão até Pousada; no Largo da Feira em S. Julião apareceu um miliário anepígrafo deslocado talvez da milha XXXVI 36 que está hoje no adro da Igreja dos Terceiros em Ponte de Lima)
    Fontoura (milha 37; segue por Reguengo, junto ao campo de futebol até S. Gabriel)
    Continuação da via a partir de Fontoura:
    Fontoura (de S. Gabriel continua por Portela, Cortinhas, Casa Gonçalo, Boriz até à rib. do mesmo nome; segue por Rio Torto, por caminho de terra batida com 100 m, até Monte Chão, restando da antiga via uma lomba no terreno com 500m, em propriedade privada; em alternativa poderia seguir pela capela de S. Bento)
    Cerdal (por Bouça da Gândara, Paços seguindo por caminho de terra batida até à)
    Ponte Romano-Medieval da Pedreira sobre a rib. da Pedreira ou de Fervença (calçada antes da ponte)
    Pedreira, Cerdal (a seguir à ponte segue sempre em frente, cruza uma estrada asfaltada e segue por Corgas para atravessar a rib. de Mira)
    Gandra (da ribeira segue a direito por Tuído, Albergaria e Senra até entroncar na EN13 ao km 116)
    Arão (segue por uma paralela à EN13 que começa junto ao café Arcádia e passa no centro da povoação até reencontrar a EN13)
    Valença (dois miliários provenientes do lugar das Lojas na «estrada do cais» para o Cais de Arinhos: o miliário a Cláudio da milha XLII 42, hoje deslocado para dentro da fortaleza e o miliário anepígrafo que está hoje nos jardins da antiga JAE em Viana do Castelo)
    Travessia do rio Minho (MINIUS)
    Tui (TUDAE) (mansio da milha XLIII 43; 2 miliários em Sta. Eufemia)

    No seu percurso de cerca de 400 km até Astorga, a via sáida de Tui por Madalena, Ponte Romana? de Orbenlle, Guizan, Louredo (miliário em Santiaguiño de Antas), Saxamonde em Redondela (5 miliários), continuando para Astorga pelas mansiones referidas no Itinerário: BURBIDA, TUROQUA, AQUIS CELENIS, TRIA, ASSEGONIA, BREVIS, MARCIE, LUCUS, TIMALINO, PONTE NEVIAE, UTTARIS, BERGIDO, INTERAMNIO FLUVIO e finalmente
    Astorga (ASTURICA) (total de CCXCVIIII milhas, ou seja, 443 Km)

    Itinerário XVII (17)





























































































    Var. norte








    Valpaços
    Aguiar











    Braga (BRACARA) - Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Astorga (ASTURICA)   CCXLVII milhas - 364.4 km
    Item a BRACARA ASTURICAM m.p. CCXLVII 
    SALACIA
    PRAESIDIO
    CALADUNO
    AD AQUAS
    PINETUM
    REBORETUM
    COMPLEUTICA
    VENIATIA
    PETAVONIUM
    ARGENTIOLUM
    ASTURICA
    XX
    XXVI
    XVI
    XVIII
    XX
    XXXVI
    XXVIIII
    XV
    XXVIII
    XV
    XXIIII
    Apesar dos muitos miliários existentes, o traçado principal da via ainda suscita muitas dúvidas devido tanto às variantes equacionadas como à incerteza sobre as localizações das mansiones referidas no Itinerário. O recente levantamento da via no âmbito do projecto "Vias Augustas" irá trazer novas informações sobre o trajecto. Entretanto esta rota tenta interligar os imensos vestígios existentes. Ver os 13 miliários da série Capela referentes a esta via de um total de 32 e na bibliografia Barradas:1956, Maciel:2004 e Colmenero:1987.
    MRF - Museu da Região Flaviense || MAB - Museu Abade de Baçal

    Braga (BRACARA) (nos alicerces da enfermaria do Hospital de S. Marcos apareceu um miliário talvez relacionado com esta via, assim como a necrópole de S. Lázaro que fica nos terrenos da Sta. Casa da Misericórdia na mesma zona; talvez partisse do Largo S. Paulo Orósio, antigo Forum, seguindo pela Rua do Alcaide, Rua do Anjo, passando depois pela grande Necrópole da Via XVII que compreendia todo a àrea do actual Largo Carlos Amarante, Igreja de S. Vítor, Rua dos Congregados, antiga Cangosta da Palha e Av. da Liberdade onde recentemente foi escavado um troço da via sob antigo edifício dos CTT; hoje é preciso seguir pela Rua de S. Marcos, Av. Central, Rua de S. Vítor; Rua Padre Manuel Alaio/Largo do Orfeão, onde apareceu um miliário a Tibério talvez da milha I e daí acompanharia a margem direita do rio Este pela estrada velha paralela à EN103)
    Areias, Gualtar (miliário a Heliogábalo da milha III; apareceu junto à EN103)
    Este de S. Mamede (calçada passa em Pidre contornando pelo sul a Serra dos Carvalhos onde existe o Povoado Romano do Monte das Eiras Velhas)
    Covelas (pelo Alto da Rita)
    Ferreiros
    Lanhoso (Estação Luso-Romana a meio do acesso ao Castelo de Póvoa do Lanhoso; + vestígios em Cima de Vila e Vila Cova)
    Calvos (calçada; Castro Romanizado do Monte Castelo)
    Frades
    Serzedelo (calçada; segue por Igreja Nova, Chapadas, Botica de Cima, Pousadouros e Cerdeirinhas)
    Louredo (segue pela encosta poente da Serra da Cabreira talvez sob a actual EN103)
    Salamonde
    Ponte Velha da Rês sobre a rib. de Saltadouro
    Ruivães (em Boticas de Ruivães apareceu um miliário anepígrafo já desaparecido; segue por S. Cristovão e Sta. Leocádia talvez sempre pela EN103)
    Ponte Romana? do Arco sobre a rib. da Borralha (hoje submersa pela barragem do Rabagão)
    Campos
    Linharelhos, Salto (calçada; pode ser só um desvio)
    Padrões, Montalegre (antiga Vilarinho dos Padrões, local da milha XX a Braga donde se conhece 3 miliários; um anepígrafo, um miliário a Tibério da milha XX... a Braga, está hoje no MNA, e um miliário a Trajano da milha XLII talvez a Chaves, hoje no MRF, ARC431, foto ao lado, mas descoberto na Venda Nova)
    Sanguinhedo, Venda Nova (4 miliários; um miliário a Cláudio da milha ?XXV a Braga, talvez falta o X de 35 milhas, ARC396, e os restantes dois estavam na parede de um forno, , um a Adriano e o ARC431 a Trajano que estaria em Vilarinho; estão todos no MRF; outro miliário que indicava XXXIII 33 milhas está hoje desaparecido)
    Venda Nova (antiga Venda dos Padrões)
    Codeçoso do Arco (segue até ao Castro do Codeçoso, possível localização da mansio PRAESIDIO; miliário a Cláudio da milha XXXVIII 38 já destruído)

    a Chaves pela variante norte pelo concelho de Montalegre, talvez a principal:
    (há um miliário deslocado a Tibério no pátio do Castelo de Montalegre)
    Travessia do rio Rabagão em Sanfins, Pondras (Argote refere uma Ponte Romana já então em ruínas e existe um miliário embutido numa casa; em alternativa poderia passar na Vila da Ponte)
    Borrageiro (Argote refere um miliário a Tibério da milha XXXVIII na Lama do Carvalho hoje desaparecido) Currais, Reigoso (calçada; miliário anepígrafo como suporte de varanda, foto)
    Vila da Ponte (calçada na margem dir.)
    Cruz de Leiranque, Pisões, Viade (calçada submersa pela barragem; o miliário da Cantina de Leiranco, está hoje na praça da aldeia de Viade)
    S. Vicente da Chã (a calçada segue por Parafita e Penedones)
    Travassos, S. Vicente da Chã (miliário anepígrafo convertido em cruzeiro na foto ao lado; segue por Peirezes)
    Ponte Romana de Peirezes sobre o rio Rabagão (só resta o arco e um troço de calçada)
    Gralhós, S. Vicente da Chã (calçada)

    Para a travessia do rio Beça existem duas hipóteses com reencontro em Ardãos:
    • seguir por Cortiço (miliário sustendo uma varanda dentro da aldeia), pela calçada até à Ponte Romano?-Medieval de Cortiço, continuando para Vilarinho de Arcos (calçada) e a aldeia de Arcos (possível localização da mansio CALADUNO; na rua principal, perto da Sra. do Campo, apareceu o miliário a Cláudio da milha L..., talvez a milha 50, hoje no MRF com o n.º ARC398)

    • ou seguir para Zebral (onde terá aparecido um miliário a Adriano), continuando por Antigo de Arcos (outra possível localização da mansio CALADUNO; miliário a Tibério da milha LIX (59), apareceu suportando a varanda da casa de Manuel Moreno e hoje está no MRF com o n.º ARC394) e pelo Alto da Serra do Pindo; a calçada de Pedrário em Serraquinhos, indicia uma ligação para a raia)
    Ardãos (calçada entre Sangrinheira e Fragão do Fojo)
    Seara Velha (calçada até Soutelo atravessando a rib. de Calvão)
    Soutelo (segue por Noval, no lugar da Pipa e no sítio do Cavalo dos Mouros, onde há inscrições em penedos talvez relacionadas com a via e continua pela calçada do Alto da Mortiça)
    Vale de Anta (miliário a Treboniano Galo na Igreja; calçada em Campo da Via; Barragem Romana da Abobeleira; Minas romanas em Outeiro Machado e no Campo Queimado; ver abaixo reencontro com a variante Sul)

    a Chaves pela variante sul por Boticas:
    A derivação poderia partir de Codeçoso do Arco em direcção a Alturas do Barroso
    Atilhó
    Carvalhelhos (Castro Romanizado Castelo de Mouros) Ponte Romano?-Medieval da Pedrinha sobre o rio Beça (4 arcos)
    Carreira da Lebre, Beça (contorna pelo sul o Alto da Esculca e segue por Quintas)
    Boticas (possível localização de PRAESIDIO; miliário a Adriano da milha XLIII a Braga próximo do Castro da Nogueira, talvez deslocado)
    Granja (Castro do Cabeço)
    Sapiões (o miliário a Augusto? da milha LXV a Braga foi descoberto na Ribeira da Costa perto da capela da Sra. das Neves já convertido em sarcófago e por isso chamado de Pedra do Caixão, hoje no MRF)
    Ponte Pedrinha sobre o rio Terva
    Sapelos, Boticas (a norte importantes Minas de Ouro Romanas do Poço das Freitas; preservação urgente!)
    Serra da Pastoria, Redondelo (um miliário a Trajano da milha V contadas a partir de Chaves, hoje no MRF com o n.º ARC401)
    Vale de Anta (miliário anepígrafo desaparecido; possível ligação ao Castro Luso-Romano da Curalha e à villa da Granjinha, ambas junto ao Tâmega)
    Casas dos Montes, Chaves (miliário anepígrafo na esquina da casa do Sr. Castro)
    Ponte Romano-Medieval de Ribelas ou das Caldas, Chaves

    Chaves (AQUAE FLAVIAE) (milha LXXX; miliário a Décio da milha V; miliário do Postigo das Manas já desaparecido; Argote refere ainda mais 4 miliários: um a Licínio, entretanto relocalizado em 2006, um outro a Constantino, um a Caro encontrado em Sta. Cruz e dois a Adriano, o da milha II que estaria no actual Campo da Aliança e o da milha V que estaria junto à Capela do Anjo no actual Largo 8 de Julho, onde estaria outro miliário também desaparecido; estão em curso as escavações do balneário termal no Largo do Arrabalde; existem pelo menos 6 miliários em exposição no Museu da Região Flaviense - MRF: um fragmento de um miliário a Caracala, o miliário a Tibério proveniente de Antigo dos Arcos, o miliário a Claudio proveniente de Arcos, os dois miliários a Trajano de Venda dos Padrões, o miliário a Trajano da Pastoria e um fragmento proveniente de Vilarandelo)
    • Outras vias a partir de Chaves: daqui partiriam também duas rotas para a Galiza; uma saía de Chaves pela Rua da Paz (EM507) passando em Seara e na calçada da Portagem que liga Sanjurge a Bustelo, chamada "Estrada Velha de Montalegre", continuando por Calvão e o seu vicus no Outeiro da Torre, como atesta o miliário anepígrafo do Facho dos Castelões à entrada da aldeia, seguindo depois para Iria Flaviae, talvez em Padrón, perto de Compostela. Outra seguiria a margem esquerda do rio Tâmega, designada por "Calçada das Minas" por R. Colmenero, derivando da variante norte da Via XVII em St. Estevão passando na Ponte do Arquinho sobre a rib. de Arcossó, Vila Verde da Raia, Vila de Frade, onde apareceu um miliário anepígrafo e um miliário a Carino como suporte do alpendre da Capela de Sta. Marta, seguindo depois para a Galiza, por Feces, Mandím, Mourazos, Cabreiroa até Verín; de Chaves partia também uma outra via para sul em direcção ao rio Douro.
    PINETUM
    REBORETUM
    COMPLEUTICA
    VENIATIA
    PETAVONIUM
    ARGENTIOLUM
    ASTURICA
    XX
    XXXVI
    XXVIIII
    XV
    XXVIII
    XV
    XXIIII

    Continuando para Asturica
    Atendendo ao grande número de miliários e pontes romanas encontradas é hoje consensual que a Via XVII seguia por Valpaços. No entanto, ainda não é possível descartar a origem romana de uma variante que segue mais a norte por Vinhais, reencontrando-se em Castro de Avelãs, talvez a capital do povo Zoelae, às portas de Bragança, eventualmente na mansio COMPLEUTICA.

    Ponte Romana de Trajano sobre o rio Tâmega (uma das poucas pontes romanas sobreviventes que mantém o desenho original; obra monumental e surpreendente; ver na parte seca as grandes marcas de forféx e a construção modular; sobre a ponte estão as cópias de duas colunas honoríficas; uma delas, chamada Padrão dos Aquiflavienses, assinalaria a construção da ponte e está desaparecida; a outra, chamada Padrão dos Povos foi encontrada em 1980 no leito do rio e está hoje no hall do MRF).

    A Castro de Avelãs por Valpaços, na rota da Via XVII
    Madalena, Chaves (depois de atravessar o Tâmega, segue a direito pela EN103, na capela continua em frente por terra, na bifurcação segue à direita para Qta. de S. Germano;
    após o canal segue à esquerda e 50 m depois segue à direita onde passa a calçada que ascende ao Alto de S. Lourenço)
    Eiras (miliário a Constancio I)
    S. Lourenço (ver magnífico troço da Calçada de S. Lourenço subindo a encosta; miliário anepígrafo já desaparecido; o acesso à calçada faz-se no miradouro de S. Lourenço continuando depois pela Casa dos Ferradores, Largo do Cruzeiro, Rua da Travessa, até à EN213; ao chegar ao chafariz segue para Juncal)
    Ponte Romana de S. Lourenço sobre a rib. de S. Julião (1 arco, a 500 m da povoação e segue para Arco e Lama)
    S. Julião de Montenegro (na Igreja paroquial apareceram 4 miliários, miliário Macrino e miliário a Décio, este da milha VI, expostos dentro da igreja, um miliário anepígrafo no adro da igreja e ainda um fragmento na casa do Pe. Fernando Pereira; segue por Falgueira, Poças, Alto da Gesta e Barracão)
    Travessia do rib. de Limãos
    Sá (apareceram dois miliários nas obras de demolição da capela de Sta. Luzia; um miliário a Macrino está no terreiro da casa de Hermínio Quintino e outro nas fundações da mesma)
    Vilarandelo (miliário a Macrino, apareceu na Capela do Espírito Santo dentro do cemitério e está hoje no jardim junto ao mercado junto com um outro miliário a Caracala que apareceu no pátio duma casa particular em Vilarandelo; um fragmento de miliário foi para o MRF em Chaves)
    Lagoas, Valpaços (calçada e miliários deslocados no Solar e Capela dos Morgados Pinto Leite, Casa do Arco)
    Possacos (calçada com 2 km desvia à direita da EN206 e desce à ponte; 4 miliários, o miliário a Magnêncio indicando as milhas a Braga apareceu junto à Igreja e está hoje numa casa particular em Carlão, Alijó, um miliário a Macrino estaria na Qta. do Padre António de Sousa, um miliário talvez a Delmácio aparecido no Largo das duas Fontes e um talvez a Carino, todos desaparecidos; no lugar do Bairro existia um miliário também desaparecido no muro de uma fonte)
    Ponte Romana do Arquinho ou de Possacos sobre o rio Calvo (1 arco; daqui provém o miliário a Maximino e Máximo, deslocado depois para a ponte de Vale de Telhas, acabando junto à capela de N. Sra. de Fátima em Vale de Telhas onde está hoje; indica reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt curante; a calçada continua até à EN206)
    Ponte Romano-Medieval de Vale de Telhas, sobre o rio Rabaçal, Fornos do Pinhal (EN206; reconstrução medieval com elementos romanos, como blocos de pedra com marcas de fórfex; existiam 6 miliários; um miliário a Maximino e Máximo, está hoje no Museu de Vila Real; um miliário a Numeriano e outro a Maximiano já desaparecidos)

    PINETUM, mansio a XX milhas (29,6 km) de Chaves, talvez no Castro do Cabeço em Vale de Telhas.
    Vale de Telhas (existe um miliário junto à fonte romana e o miliário a Maximino e Máximo junto à capela de N. Sra. de Fátima)
    Bouça (miliário da milha XXII contadas a partir de Chaves, está hoje junto ao café 'Estrela do Norte' na Ferradosa; também na casa da família Verdelho, em Vale de Gouvinhas, há um miliário a Maximiano proveniente do leito do rio Rabaçal junto à Ponte de Vale de Telhas; topónimo Estalagem)
    Ferradosa, Fraziela (3 fragmentos anepígrafos, talvez da milha XXIV um dos quais na berma da estrada junto à casa do Sr. Manuel Maia; segue pela Qta. da Calçada, Padrões, Redonda, Cabeço da Mós, Qta. do Ermidão e Estalagem)
    Ponte Romano?-Medieval do Arquinho ou de Ermidão sobre a rib. do Arquinho, Fradizela (indicada na EN206; 1 arco)
    Ponte Romana da Pedra, Torre de Dona Chama sobre o rio Tuela (ao km 6 da EN206; 6 arcos)
    Torre de Dona Chama (ver projecto VIAS AVGVSTAS no concelho de Macedo de Cavaleiros)
    Vila Nova da Rainha (calçada com 900 m, começa a 1 km da povoação, segue paralela à EN206; fragmento de miliário na berma da EN206, 600 m antes da povoação; miliário anepígrafo no centro da povoação suportando uma varanda)
    N. Sra. das Dores, Lamalonga (calçada com 1500 m ladeia a capela)
    Lamalonga (no adro da Capela de S. João apareceu um miliário a Constâncio Cloro que está hoje no MAB com o nº 1565 e um outro anepígrafo entretanto destruído)
    • Ligação às minas de de Ervedosa: saindo da capela de S. João em Lamalonga, segue pelo "Caminho de Pombal" até Argana, onde existe um fragmento de miliário junto a um tanque, e depois pelo "Caminho do Bugio" acedia a Ervedosa, onde também existe um fragmento de miliário suportando uma varanda e dqui às minas junto ao rio Tuela.
    Carvalhal, Lamalonga (miliário anepígrafo na berma da EN206; estaria defronte da Igreja de Lamalonga)
    Agrochão (em Amoreira, na berma da Estrada Velha que passa no sopé do monte, existem dois fragmentos de miliários; segue por Cabeço do Marco e Alto dos Malhões, eventuais referências a miliários)
    Falgueiras, Ervedosa
    Penhas Juntas
    Edrosa (pela EN206 ou, mais directo por Melhe)
    Portela, Zoio
    Carrazedo (miliário a Caro; calçada contorna o Cabeço Carro, desce ao vale pelo lugar de Além rio e atravessa o rib. de Carrazedo para)
    Alimonde, Carrazedo (calçada sobe pelo Caminho dos Mortos até ao Alto da Ferradosa e desce pelo Caminho da Vila ao Castro de Formil ou Feira dos Mouros)
    Formil, Gostei (segue junto à Capela de S. Cláudio onde apareceu um miliário a Maximiano, hoje no MAB com o nº 1580 e uma inscrição honorífica a Cláudio embutida na parede)
    Gostei/Gustei
    Ponte Romano?-Medieval de Ariães sobre a rib. de Castro (na EM518 Gostei-Bragança)

    REBORETUM, mansio a XXXVI milhas (53,3 km) de Pinetum, talvez em Castro de Avelãs.
    Castro de Avelãs (civitas ZOELARUM?) (junto à villa Romana da Torre Velha apareceram dois miliários no exterior das ruínas da capela de S. Sebastião, transformados em sarcófagos, um a miliário Augusto da milha CLX? ou ou XIX?, e um outro miliário a Caracala, hoje no MAB com o nº 1584 e 1583)

    a Castro de Avelãs por Vinhais; variante norte (4 miliários em Bouçoães e 1 em Soeira):
    Faiões
    Ponte Romano?-Medieval de Faiões sobre a rib. de Avelelas
    St. Estevão (por nascente)
    Ponte do Arquinho
    Assureiras, Águas Frias (segue pela calçada do Souto Bravo e pelo sopé do Castelo de Monforte, talvez uma statione; continua pelo planalto por Breia, Jaguintas, Calhelhas das Presas e Baixinha das Presas)
    Bobadela (da Igreja paroquial segue pela chamada Estrada que atravessa a povoação e segue por Souto das Almas, Sítio da Estrada e Fraga das Antas até)
    Nozelos (segue a norte da povoação e atravessando os ribs. de Cima e da Pulga e sobe a)
    Lebução (daqui deriva a via para a região mineira de Três Minas em Vila Pouca de Aguiar)
    • A partir de Lebução, a via seguiria para a Ponte de Picões, mas não é claro se segue por Vilartão ou por Bouçoães; os miliários encontrados poderão pertencer à via para Três Minas, a saber: dois miliários anepígrafos provenientes da Casa da Abadia, hoje na J. F. e mais dois miliários embutidos nas ruínas da casa paroquial de Bouçoães. Por Vilartão seguia pelo Terreiro do Marco (referência a um miliário?), Fraga do Clero, Lombinho das Cruzes e desce à Qta. dos Picões. Por Bouçoães, seguia pot Tortamil, Lampaça, povoado da Sra. da Ribeirinha e Bouçoães.
    Ponte Romano?-Medieval de Picões sobre o rio Rabaçal, Bouçoães (estava em ruínas e hoje está submersa)
    Valpaço, Curopos (seguia por Fonte do Mau Nome, Breia, Pedra Mourisca, Estalagem de Baixo e de Cima e Souto Escuro onde terá existido um miliário)
    Sobreiró de Baixo (vem pelo Monte da Forca e Cruz das Cortes, e segue pelo sopé do Monte da Circa)
    Travessia da rib. das Trutas no Pontão (segue entre os Altos da Portela e do Pinheiro)
    Vinhais (miliário a Maximino e Máximo da milha C... só existe a transcrição; segue por calçada já destruída na encosta do Castro da Cidadelha)
    Vila Verde (provável statione no Forte de Modorra de apoio à via)
    Ponte Romano?-Medieval de D. Marinha sobre a rib. de Padornelo
    Ponte Romano?-Medieval da Soeira ou Ponte Velha sobre o rio Tuela, (18 m, 2 arcos; segue pelo sopé do Castro da Ponte)
    Soeira (provável mutatio; a via sobe 1 Km até à Capela de S. Sebastião em Vilar onde apareceu um miliário a Augusto?, transformado em sarcófago, hoje no MAB com o nº 1566; segue pela Igreja Velha, sítio das Prainas e desce ao rio)
    Travessia do rio Baceiro (sobe a Castromil por calçada e daí desce pela Calçada de Dossãos a)
    (em alternativa poderia passar na Ponte de Castrelos e daqui a Castro de Avelãs)
    Gondesende (necrópole e calçada; continua por Oleiros da Breia)
    Donai (segue para Grandais)
    Castro de Avelãs (nas Terras de S. Sebastião)

    Continuando para leste a partir de Castro de Avelãs:
    Bragança (o Museu Abade de Baçal guarda 8 miliários; necrópole dos Quatro Caminhos e necrópole do Couto, ambas em Vale de S. Francisco)
    Ponte Romano?-Medieval das Carvas, S. Lázaro sobre o rio Sabor (segue pela Qta. das Carvas)
    Gimonde
    Ponte Romano?-Medieval de Gimonde sobre o rio Onor (a 100 m da ponte nova)
    Cruz do Marrão, Gimonde (miliário a Caro no caminho velho para Babe, está hoje no MAB com o nº 1575)

    COMPLEUTICA, mansio a XXVIIII milhas (43 km) de Reboretum, talvez em Babe ou já em Espanha.
    Babe (provável statione no lugar do Sagrado, de onde serão os dois miliários da milha XX..., um a Caracala encontrado na capela S. Pedro Velho e outro a Adriano da milha XX encontrado na Igreja Matriz; no MAB nº 1572 e 1570)
    São Julião de Palácios (Fonte Romana; calçada chamada Caminho das Duenas segue por Lameiros da Calçada)
    Travessia do rio Maçãs de Porto Calçado para Vale de Perdizes (fronteira luso-espanhola; ruma para NE em calçada por Moldones)

    VENIATIA XV (em Figueruela de Arriba ou em Peña del Castillo, Boya)
    Figueruela de Arriba (travessia da Sierra de la Culebra)
    • Variantes até Calzada de Tera:
      Variante norte: por S. Pedro de las Herrerías, Boya, Villanueva de Valrojo, Olleros de Tera e Calzada de Tera.
      Variante sul: por Gallegos del Campo (miliário a Macrino), San Vitero (miliário a Trajano), Rabanales (ligação a Zamora?), Bercianos de Aliste, Sarracín de Aliste, Ferreras de Arriba, Otero de Bodas e Calzada de Tera.
    Calzada de Tera (atravessa o rio Tera e segue por San Juanico el Bueno, Brime de Sog e Rosinos de Vidriales)
    PETAVONIUM XXVIII (no Castro/Ciudadeja de Sansueña?, Rosinos de Vidriales, Zamora)
    ARGENTIOLUM XV (a norte de Herreros de Jamuz?, Quintana y Congosto, Leon)
    ASTURICA XXIIII (actual Astorga; total percorrido CCXLVII milhas, ou seja, 365,5 Km desde Braga)

    Via nordeste-sudoeste de Valpaços em direcção a Vila Pouca de Aguiar (4/5? miliários)
    Atendendo a alguns miliários na região de Valpaços, poderia existir uma transversal às duas variantes descritas acima, que derivando em Lebução da variante norte, seguia para sudoeste até Sá, onde cruzava com a Via XVII, continuando depois na direcção da região mineira de Três Minas.
    Lebução (deriva da variante norte da Via XVII talvez por Tartomil e Alto da Fraga do Marco)
    Fiães (possível miliário aparecido no vicus de Muradelhas, antiga Lavagornia?)
    Tinhela (calçada e Ponte Romana?)
    Alvarelhos (calçada)
    Lama de Ouriço ( miliário a Magnêncio, hoje desaparecido)
    Sá (onde cruza com a Via XVII)
    Valelongo (miliário anepígrafo; hoje está no exterior dum armazém em Vilarandelo)
    Ervões
    Lamas
    Monsalvarga (miliário anepígrafo na berma da estrada que passa na aldeia; calçada)
    Vassal (fragmento de miliário numa casa particular)
    Argeriz (calçada entre o Castro de Ribas e o santuário de rupestre de Pias de Mouros, passando na Ponte Romana? do Regato do Pereiro)
    Carrazeda de Montenegro
    Vila Pouca de Aguiar


    Itinerário XVIII (18)






































    Braga (BRACARA) - Gerês - Astorga (ASTURICA) - Via Nova   CCXV milhas - 318.5 Km
    Item alio itinere a BRACARA ASTURICA m.p. CCXV 
    SALANIANA
    AQUIS ORIGINIS
    AQUIS QUERQUERNNIS
    GEMINAS
    SALIENTIBUS
    PRAESIDIO
    NEMETOBRIGA
    FORO
    GEMESTARIO
    BELGIDO
    INTERERACONIO FLAVIO
    ASTURICA
    XXI
    XVIII
    XIIII
    XVI
    XVIII
    XVIII
    XIII
    XVIIII
    XVIII
    XIII
    XX
    XXX
    A Geira ou Via Nova, é a via romana melhor preservada em Portugal e, caso único no mundo, conta com mais de 230 miliários ao longo do seu percurso até Astorga. No Itinerário de Antonino apenas é referida a mansio SALANIANA em território nacional que será a aldeia de Travassos na freguesia de Vilar, Terras de Bouro já que aí foi encontrado um miliário precisamente indicando a milha XXI. A Via Nova é referida na Cosmografia do Anónimo de Ravena como Augusta Bracaria, obra escrita já no século VII dc por um desconhecido monge do Mosteiro de Ravena.
    + info

    Está em marcha um projecto de reabilitação e promoção turística da via que inclui a sua promoção a Património Mundial.
    Ver aqui os 35 miliários da série do Padre Martins Capela.
    Ver aqui uma descrição do trajecto.

    Braga (BRACARA) (existem vários miliários provenientes do centro urbano que poderão estar realcionados com esta via como é o caso do miliário encontrado na Rua de N. Sra. do Leite, ou o da Casa do Passadiço na Rua Francisco Sanches; a via saía pelo extremo NE da cidade, talvez no largo de S. João do Souto, seguindo junto à Necrópole da Via Nova, no ínicio da Av. Central, onde apareceu também um ara dedicada aos Lares Viales, e seguia pela actual Rua de Chãs em direcção a Amares pela EN 205-4, passando por Montariol e Pinheiro)
    Adaúfe (segue pelo lugar da Estrada)
    Sta. Lucrécia de Algeriz
    Ponte Romano?-Medieval do Porto sobre o rio Cávado (CELADUS) (ou por barca mais a jusante no lugar da Barca)
    Prozelo (da ponte vira na 1ª à esquerda e logo em frente fica o inicio da subida já em calçada; hoje tem que passar debaixo na nova ponte; a calçada sobe até à capela do Anjo da Guarda, onde está o miliário de S. Miguel-o-Anjo convertido em cruzeiro)
    Ferreiros, Amares (próximo há 3 miliários deslocados, o miliário do Pilar em Fiscal, que marca hoje a divisão com a freguesia de Carrazedo e os miliários da Qta. do Agrolongo e da Qta. da Pena)
    Caires (da EN205 virar à direita para Caldelas, e pouco depois desviar para Caires, contornando o Monte de S. Fins; passa nos lugares da Sobreira, Paço Velho, Castro, Tornadouro e Lugar da Geira)

    Paredes Secas, Amares
    (a Via Romana começa no enfiamento da estrada moderna antes da descida para a povoação e ascende por patamares suaves, contornando pelo lado nascente o Monte de Sta. Cruz até desembocar na povoação da Portela de Sta. Cruz; Deste troço restam o miliário a Maximino e Máximo da milha XII, hoje no adro da igreja paroquial de Paredes Secas e os dois miliários, um a Tito e Domiciano, da milha XIII, hoje no adro da igreja paroquial de Vilela.)

    Portela de Sta. Cruz, Souto (passa num primeiro largo com um miliário anepígrafo muito danificado e logo a seguir vira à esquerda pelo estradão de terra onde está a placa de término do concelho de Amares, entrando no vale do rio Homem; logo a seguir aparecem os 8 miliários da milha XIV)
    Cantos da Geira, Lampaças, Balança (miliário a Maximiano da milha XV; quando passa a asfalto a via desvia para a direita para Chão de Cima e Reboredo, enquanto que a estrada asfaltada segue por Balança e Emaús, onde sobe à direita por Chorense até reencontrar a via em S. Sebastião da Geira)
    Teixugos, Chorense (miliário da milha XVI)
    Cabaninhas, Chorense (3 miliários da milha XVII a Caracala, Décio e Caro; recentemente apareceu mais um miliário a Maximiano)
    Lagedos, Chorense (miliário a Caracala da milha XVIII e dois miliários a Tito e Caracala da milha XIX)
    S. Sebastião da Geira, Chorense (entronca na estrada que vem de Chorense e segue por Candelo, Chã de Vilar, rib. do Urzal, Alto do Falanco, Barreiros, Alto do Bustelo, Podrigueiras, passa a rib. da Pala da Porca, Geira e Insuas)
    Valfoios, Vilar (miliário)
    Travassos (SALANIANA), Vilar (mansio na Milha XXI; a mansio SALANIANA mencionada no Itinerário a 21 milhas de Braga devido ao miliário a Heliogábalo indicando precisamente XXI milhas; daqui segue por Espigão e passa o rib. do Fojo)
    Ervosa, Santa Comba, Chamoim (Milha XXII; dois miliários, um a Adriano; segue pelo lugar da Geira)
    Esporões, Chamoim (Milha XXIII; dois miliários, um a Tácito; atravessa a EN307 e segue entre esta e a rib. da Roda até Sá onde reencontra a EN307)
    Cabaninhas, Carvalheira (Milha XXIV; Miliário a Maximino e Máximo; referência a mais 4 miliários já desaparecidos)
    Sá, Covide (milha XXV; miliário a Décio transformado em cruzeiro à entrada da povoação; daqui perde-se a via dentro da povoação)
    Covide (milha XXV; miliário a Décio na Rua da Carreira como pilar de um alpendre, e outro miliário na base do cruzeiro; pelo caminho da Junceda acede-se ao Castro da Calcedónia)
    Costa do Cruzeiro, no limite entre Covide e Campo do Gerês (milha XXVI; miliário a Licínio na berma esquerda da estrada)
    Cruzeiro de S. João do Campo, Campo do Gerês (milha XXVII; a base do cruzeiro é um Miliário a Décio; um pouco mais à frente aparece outro miliário na berma direita da estrada)
    Veiga de S. João, Campo do Gerês (milha XXVIII; um miliário no lugar da Leira dos Padrões, dentro do jardim de uma casa particular junto à estrada; o antigo povoado fica no lugar do Sagrado ou Adro Velho na Veiga de S. João; segue na direcção de Vilarinho das Furnas e antes de descer à barragem segue à dir; o estradão de terra actual foi construída numa cota superior já que a via ficou submersa pela barragem)
    Bouça do Gavião (Milha XXIX; 13 miliários, um a Maximino e Máximo; como foi submersa, foram deslocados para a estrada actual em Sarilhão)
    Bouça da Mó (Milha XXX; mutatio na margem esquerda da rib. da Mó; dois miliários e recentemente apareceu mais um miliário a Maximiano)
    Bico da Geira (Milha XXXI; 21 miliários, a Adriano, Caro e Décio, junto à rib. do Pedredo; pedreira para fabrico de miliários)
    Volta do Covo (Milha XXXII; 22 miliários, a Maximino e Máximo, Adriano, Caro, Decêncio e Magnêncio)
    Ponte Romana sobre a rib. de Maceira (só vestígios)
    Ponte Romana sobre a rib. do Forno (só vestígios)
    Albergaria (milha XXXIII; 20 miliários, a Carino, Caro, Décio e Tácito; poderia partir daqui uma variante para leste atendendo ao miliário da milha XXXVIII aparecido no Borrageiro correspondente à distância actual entre estes lugares)
    Ponte Romana de Albergaria, Ponte Feia, sobre a rib. de Leonte (da ponte em ruínas segue entre o rio Homem e a estrada actual)
    Ponte Romana sobre a rib. de Monsão (vestígios)
    Ponte Romana de S. Miguel sobre o rio Homem (a via segue até à estrada nova na Cruz do Pinheiro)
    Portela do Homem (milha XXXIV; 9 miliários, a Caracala, Tito, Décio, Domiciano, Magnêncio, Maximino e Máximo, Nerva e Adriano, um dos quais indica reparações da via na frase vias et pontes temporis vetustate conlapsos restituerunt; talvez fosse a fronteira entre os Braccari e os Quarquerni; segue o vale do rio Caldo)
    Torneiros, Galiza
    Vila Meã, Galiza
    Segue pela margem esquerda do rio Lima

    Continua para Astorga pelas estações referidas no Itinerário:
    Banos del rio Caldo (AQUIS ORIGINIS) (miliário da milha XXXIX, 39)
    Baños de Bande (AQUIS QUERQUERNNIS) (miliário da milha LIII, 53; o miliário da milha 51 está na Igreja Visigótica de Sta. Comba de Bande como pia baptismal)
    Sandiás (GEMINAS) (milha LXIX; miliários em Vilariño das Poldras e Zadagos)
    Xinzo da Costa, Xinzo (SALIENTIBUS) (milha LXXXVII, 87)
    Vilamaior, Castro Caldelas(possível localização de PRAESIDIO) (junto à Igreja; milha CV)
    Mendoia (NEMETOBRIGA) (milha CXVIII, 118)
    Ponte Romana de Bibei (magnífica construção romana; os miliários indicam 84 milhas a Astorga, ou seja, 131 milhas a Braga; segue para Larouco)
    Pobra, Valdeorras (FORO) (milha CXXXVII, 137)
    Portela de Aguiar (GEMESTARIO) (Vale do rio Sil; milha CLV, 155)
    Cacabelos (BERGIDO), El Bierzo (junto ao cemitério; milha CLXVIII, 168)
    Bembibre (INTERERACONIO FLAVIO) (atravessa os Montes de León; milha CLXXXVIII, 188)
    Astorga (ASTURICA) (total percorrido CCXVmilhas, ou seja, 318 Km desde Braga)



    Itinerário XX (20)









    Braga (BRACARA) - Lugo (LUCUS) - Astorga (ASTURICA) chamada per loca maritima
    Item per loca maritima a BRACARA ASTURICAM usque
    AQUIS CELENIS
    VICO SPACORUM
    AD DUOS PONTES
    GLANDIMIRO
    TRIGONDO
    BRIGANTIUM
    CARANICO
    LUCO AUGUSTI
    TIMALINO
    PONTE NEVIAE
    UTTARI
    BERGIDO
    ASTURICA
    CLXV
    stadia CXCV
    stadia CL
    stadia CLXXX
    XXII
    XXX
    XVIII
    XVII
    XXII
    XII
    XX
    XVI
    L
    Ao cognominar este itinerário de per loca maritima, o Itinerário de Antonino sugere uma rota próxima do mar ou mesmo por via marítima. Para além do nome, há outra pista neste Itinerário que reforça esta teoria quando indica as distâncias das primeiras estações, não em milhas ou MILIA PASSUM, mas em STADIA (um estádio equivale a 184.7 m) que era uma unidade habitualmente usada em trajectos marítimos ou fluviais (Mantas, 1997). Este itinerário seria assim uma alternativa por via marítima à Via Romana XIX que também seguia para Lugo, mas por via terrestre, passando em Ponte de Lima, Valença e Tui, BURBIDA, TOROQUA e AQUIS CELENIS onde se voltavam a reunir. A partir de AQUIS CELENIS que seria em Caldas dos Reis na Galiza, os dois itinerários voltavam a separar-se, a Via Romana XIX continuava para Lugo por via terrestre, enquanto que a per loca maritima continuava por via marítima com paragens nos portos de VICO SPACORUM, AD DUOS PONTES e de GLANDIMIRO. Daqui seguia por via terrestre até Lugo, onde voltava a reunir-se com com a Via Romana XIX. A partir de Lugo (LUCUS AUGUSTI), estes dois itinerários seguiriam um traçado comum até Astorga.
    Seria muito provavelmente uma via comercial, para transporte de mercadorias pesadas, o que é uma demonstração notável da organização económica da era romana. A parte do percurso em território português está ainda por definir porque a distância entre Braga e AQUIS CELENIS não coincidem nos dois itinerários. No itinerário da via terrestre, Via Romana XIX, contamos 99 milhas (cerca de 147 Km) desde Braga enquanto que neste itinerário per loca maritima aparecem 165 milhas (cerca de 244 Km). É claro que esta tão grande diferença poderia ser explicada por um erro na transcrição do número de milhas, mas é mais provável a diferença se deva a trajectos diferentes;

    Algumas pontes antigas e troços de calçada com eventual origem romana são os poucos vestígios existentes pelo que não existem provas concludentes da existência da via. Muitos autores referem o miliário de Chamosinhos que foi encontrado num quinteiro da Igreja de S. Pedro da Torre como a prova da passagem da via junto ao litoral, mas de facto este miliário pertenceria ao troço Braga-Valença do Itinerário XIX, proveniente da Capela de S. Miguel em Fontoura a 6 km, até porque o número de milhas indicados, XXXVI milhas, corresponde à zona de Fontoura.

    Assim, o itinerário a partir de Braga é apenas hipotético, não se sabendo se a seguia por via terrestre ou por via fluvial até um porto marítimo na costa Portuguesa, pois não existem miliários nem outros vestígios seguros que indiquem o seu traçado. Uma hipótese é seguir até Ponte de Lima pela Via Romana XIX e daí por via fluvial até à Foz do Lima, mas é mais provável que se dirigisse para Areias de Vilar (antigo Areal de Caíde), talvez o porto fluvial de Bracara Augusta, onde poderia seguir por três alternativas:
    • Rumar a Noroeste atravessando o rio Cávado e seguir para Caminha pela Ponte de Tourim.
    • Seguir por via fluvial pelo curso navegável do rio Cávado até à sua foz entre Esposende e Fão, para depois rumar à Galiza por mar.
    • Seguir por via terrestre ao longo do rio Cávado até à Barca do Lago em Barcelos onde entroncaria na via proveniente do Porto.

    De Braga a Areias de Vilar
    Braga (sai pela Rua Padre Cruz em direcção a poente)
    Ferreiros (pela Rua de Naia, antiga calçada)
    Porto Martim, Cabreiros
    Martim
    Encourados
    Areias de Vilar, Barcelos (calçada)

    De Areias de Vilar a Vila Nova de Cerveira pela Ponte de Tourim
    Em Areias de Vilar poderia atravessar o rio Cávado (CELADUS) para Manhente e daí a Vila Nova de Cerveira pela Ponte de Tourim:
    Manhente
    Pena Grande, Sta. Maria de Galegos (forno romano a norte da Igreja paroquial)
    Roriz (citânia)
    Subportela (a poente, já em Vila Franca, fica o Castro romanizado do Santinho ou de Roques; calçada de acesso ao local)
    Travessia do rio Lima (LAETHES) (talvez entre Subportela e S. Salvador da Torre ou mais a montante entre Sta. Maria de Geraz do Lima e o Monte da Cividade em Vila Mou)
    Nogueira (a poente em Romãe, Outeiro há uma calçada)
    Vale da Murteira
    Amonde
    Ponte Romano?-Medieval de Tourim, Amonde sobre o rio Âncora (1 arco)
    Orbacém, Caminha
    Talvez por Gondar, Azevedo, Venade e Corredoura
    Caminha (Castro Romanizado do Alto do Coto da Pena em Vilarelho, sobre a cidade)
    Argela (volta atrás para ir passar o rio Coura na zona da Ponte Medieval de Vilar de Mouros sobre o rio Coura)
    Vila Nova de Cerveira
    Lovelhe, Vila Nova de Cerveira (Castro Romanizado do Forte de Lobelhe,
    provável porto romano de escoamento do minério da mina romana do Couço do Monte Furado em Covas; espólio na C. M. de Cerveira)

    De Vila Nova de Cerveira a Valença
    Eventual continuação até Valença pelo itinerário medieval mas que poderá ter origem romana, entroncando na Via XIX Braga-Valença.
    Chamosinhos, S. Pedro da Torre (num quinteiro junto à igreja, foi descoberto o miliário de Chamosinhos que no entanto deverá pertencer ao Itinerário XIX)
    Ponte Medieval sobre a rib. de Insuas, no lugar da Ponte
    S. Pedro da Torre
    Ponte Medieval da Veiga da Mira sobre a rib. de Mira (1 arco; junto à linha CF)
    Cristêlo-Côvo
    Valença

    De Ponte de Lima a Vila Nova de Cerveira pela Ponte de Estorãos
    A travessia na interessante Ponte Romano?-Medieval de Estorãos, pode indicar uma via secundária que rumaria para NO de Ponte de Lima, atravessando a Serra d'Arga (Monte Medúlio?), por Agra de Baixo até Caminha onde entroncaria nas vias anteriores.


    Itinerário Braga-Mérida




































    Braga (BRACARA) - Freixo (TONGOBRIGA) - Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA) - Mérida (EMERITA)
    Percurso não referenciado nos Itinerários de Antonino pelo que ainda é pouco conhecido. O problema começa logo depois de Braga na passagem do rio Vizela com 3 pontes eventualmente de origem romana e complica-se ainda mais na travessia do Douro que sendo uma zona intensamente romanizada e num terreno difícil, contém uma grande diversidade de itinerários, não se sabendo se uma delas poderia ser chamada de via principal, caso existisse essa distinção. Existem 4 miliários a norte do Douro relacionados com esta via, um em S. Martinho de Sande indicando o ponto de passagem da via na zona de Guimarães, e os miliários relacionados com a cidade romana de TONGOBRIGA em Marco de Canaveses, com dois miliários junto à civitas, em Tuías e na aldeia do Freixo, e os miliários de Soalhães e da Carreirinha que marcam o trajecto em direcção rio Douro. A partir do rio Douro, o traçado da via é ainda mais obscuro. Deveria seguir por Castro de Daire até á civitas de Viseu, o principal caput viarum das Beiras, mas destes caminhos só se conhecem vestígios já próximo de Viseu. Já a partir de Viseu, o traçado é pontuado por alguns miliários, seguindo por Mangualde para depois ultrapassar a Serra da Estrela pelo caminho que vai de Folgosinho até Famalicão da Serra, já na vertente leste da serra. Uma alternativa a este itinerário seria uma ligação directa entre entre Lamego e Celorico da Beira, transpondo a Serra da Estrela por NE até Famalicão da Serra. A partir daqui a abundância de calçadas e miliários torna o percurso mais claro, seguindo na direcção da Ponte Romana de Alcantara, o grande monumento viário da Hispânia romana ainda de pé, onde atravessa o rio Tejo, seguindo depois para Mérida.

    Braga (BRACARA AUGUSTA) (talvez saia pela Necrópole da Rodovia, a SE)
    Fraião
    Serra da Falperra (Castro Romanizado do Monte de Sta. Marta das Cortiças)
    Longos
    S. Martinho de Sande (na casa paroquial apareceu o miliário a Trajano ??III talvez a milha XVIII, hoje no Museu Martins Sarmento com o n.º 78)
    Caldas das Taipas, Caldelas (calçada; Ara de Trajano)
    Travessia do rio Ave (Avo) na zona da Ponte das Taipas ou mais a jusante na Ponte de Campelos; segue a EN101)
    S. João da Ponte (calçada no Monte da Insua)
    Ponte Romano?-Medieval de Roldes, Caneiros, Fermentões sobre a rib. do Selho (a montante da ponte nova na EN101)

    Guimarães
    (além do referido miliário de S. Martinho de Sande, o Museu Martins Sarmento guarda mais 5 miliários encontrados perto de Braga, 3 de incerta via e os 2 miliários do Prado e da Qta. de Germil em Panoias pertencenetes à Via XIX - Braga-Valença )

    A partir de Guimarães o traçado da via principal para Mérida não está identificado devido à complexidade da rede viária nesta região.
    A existência de 3 pontes sobre o rio Vizela com provável origem romana (S. Martinho do Campo, Caldas de Vizela e Vila Fria), indiciam 3 possíveis traçados para Sul, mas atendendo à importância da civitas de Tongobriga em Marco de Canaveses, é mais plausível que a via principal seguisse por aí em direcção ao rio Douro, trajecto aliás pontuado por alguns miliários.

    De Guimarães para o Porto pela Ponte de Negrelos em S. Martinho do Campo:
    De Guimarães seguir para sul pela EN105, para Moreira de Cónegos
    Ponte Romana de Negrelos, São Martinho do Campo, Santo Tirso, sobre o rio Vizela (3 arcos; ver alerta)
    (da ponte também poderia rumar à esquerda para Vilarinho por Burreiros, Costeira, Mosteiro, Estrada e Paradela)
    S. Tomé de Negrelos (em alternativa poderia seguir por Roriz)
    Sanfins de Ferreira (Citânia Romanizada de Sanfins; espólio no Museu Arqueológico de Paços de Ferreira; próximo fica o Castro do Monte Padrão em Monte Córdova)
    Eiriz
    Bouçós, Meixomil (necrópole)
    Paços de Ferreira
    Frazão (calçada e necrópole)
    Lordelo (EN209)
    Ponte das Penhas Altas, Lordelo, Paredes sobre o rio Ferreira (2 arcos)
    Rebordosa
    Aboím
    Portela (entronca na EN15)
    Granja (segue pela EN15)
    Valongo (onde entronca com a via proveniente do Porto para Tongobriga)

    De Guimarães para MAGNETUM em Meinedo e daí a Entre-os-Rios onde atravessa o rio Douro:
    De Guimarães seguir para sul pela EN105 e depois desviar para Vizela
    Caldas de Vizela (OCCULIS CALIDARUM?), S. Miguel de Vizela
    Ponte Romano-Medieval de Vizela sobre o rio Vizela (31 m, 2 arcos; segue pela Rua Joaquim Sousa Oliveira)
    Daqui seguiria para Meinedo por percurso desconhecido podendo passar por: Sta. Eulália de Barrosas, Vizela (necrópole no lugar da Senra), Sto. Estevão de Barrosas, Lousada (calçada no lugar da Venda, junto à Casa do Carmo)
    ou por Casais e Nespereira. A passagem sobre o rio Sousa poderia ser em Aveleda na Ponte Romana? de Barrimau, tem pedras almofadadas, ou na Ponte Romano?-Medieval de Vilela ou ainda na Ponte de Espindo
    Meinedo (MAGNETUM), Lousada (o vicus fica na Qta. do Padrão)
    Penafiel
    Ponte de Rans sobre um afluente do rio Cavalum
    Oldrões (calçada no sopé do Castro Romanizado do Monte Mozinho cujo espólio está no Museu de Penafiel)
    Valpedre
    Pinheiro (Termas Romanas de S. Vicente)
    Portela
    Eja (povoado da Sra. da Cividade, onde há calçada, talvez fosse Anégia)
    Travessia do rio Douro em Entre-os-Rios (foz do rio Tâmega)
    Castelo de Paiva (necrópoles romanas em Folgoso/Picoto na Raiva, em Cruz da Carreira, Sobrado, em Valbeirô e Campo da Torre , Sta. Maria de Sardoura e já no concelho de Arouca em Alvariça, Espiunca)
    Eventual ligação a Fermedo onde entronca na via Porto-Viseu ou continuação para Viseu pelo vale do rio Paiva.

    Via principal para Mérida, passando em Felgueiras e TONGOBRIGA:
    Guimarães (seguiria o actual percurso da EN101)
    Mesão Frio, Guimarães (mansio frigidae?)
    Infantas, Guimarães
    Serzedo (passa por Leiros, Leirinhos, Outeiro e desce por Segoira, Penedos, Bouças do Arco e finalmente Arco)
    Ponte Romano-Medieval do Arco em Vila Fria, Felgueiras, sobre o rio Vizela (reconstrução medieval com materiais romanos, como pedras almofadas; a calçada começa à direita da saída da ponte e sobe ao Monte da Boavista, passa a asfalto até à EM563 no Sardoal, segue à direita até ao lugar da Rua onde vira à esquerda para a Rua do Burgo, EM1160-1, junto à Casa do Paço e segue junto ao seminário até ao cemitério.)
    Pombeiro de Ribavizela, Felgueiras (sobe pelo troço de calçada que ladeia o muro do Mosteiro, até confluir com EM1175 que segue para os lugares de Ribeiro, Chã e Cascalheira, no sopé do Castro do Monte Picoto, até confluir com a EN101-3)
    Água Empregada (em Campas, sai da EN101-3 à esquerda por Estrada, onde atravessa a EM562, continuando por Corvas, Taco, Forca, Barreiras e Venda)
    Travessia do rio Sousa em Ameal (segue até Souto por calçada com 350 m)
    Refontoura (continua pela base do Castro de S. Simão, passando em Souto, Pereira, Lama e Estrada, onde segue à dir.; existe uma calçada de acesso ao Mosteiro de Caramos a 100 m)
    Caramos (a via segue para Borlido, Mouta, passa por dois troços de calçada que ligam a Espíuca, seguindo depois por Cerdeira das Ervas, Quintela e Santo onde conflui com a EN101)
    Lixa (pelo Alto da Lixa, Castro/Monte do Ladário, natural cruzamento de caminhos; ver a ligação Braga-Amarante-Vila Real)
    Santiago de Figueiró (à esquerda na EN15, passa no Paço na EN565-1)
    Mancelos (segue por Pidre, contorna por poente o Castro de Banho)
    Banho e Carvalhosa (segue por Pimpinela, Carreira Chã e Torre)
    Vila Caiz (eventual desvio por Retorta até à villa de Vilarinho debaixo da Estação CF)
    St. Isidoro (segue indefinido até ao rio Odres no lugar de Quintã)
    Ponte Romano?-Medieval do Bairro sobre o rio Odres (1 arco)
    Constance (por Forcado)
    Caldas de Canaveses (Aquae Tamacanae), Sobretâmega (referência a um miliário; segue até à Igreja de Sta. Maria; antes da Barragem do Torrão submergir esta área, a via seguia em direcção ao Cruzeiro do Sr. da Boa Passagem e dirigia-se pela Rua de Canaveses, aldeia de Pisão, até à ponte)
    Ponte Romana sobre o rio Tâmega (seria uma das maiores pontes romanas do norte de Portugal; na idade média foi reconstruída mantendo os pilares originais, posteriormente destruídos na reconstrução de 1941; hoje está tudo submerso)
    Lugar da Quinta, S. Nicolau, Marco de Canaveses (referência a um miliário no lugar do Outeiro)
    Tuías, Marco de Canaveses (miliário a Valentiano I e Valente, encontrado in situ na Qta. de Baixo, lugar da Herdade, a última milha antes de TONGOBRIGA , está hoje no Jardim da Biblioteca Municipal)
    Freixo (TONGOBRIGA), Marco de Canaveses (Martins Capela refere um miliário junto à Igreja entretanto destruído; parte dele reapareceu em 1992 nas obras da Escola Profissional de Arqueologia, onde se encontra; a 3 milhas da ponte)

    De TONGOBRIGA partiam várias vias (Dias, 1987,1997,1998):
      Para Noroeste, em direcção a Magnetum em Meinedo:
      Travessia do rio Tâmega na desaparecida Ponte Romana
      Sobretâmega (segue por Rua, S. Pedro, Penides e Avessada)
      Vila Boa de Quires (segue por Torre, Arvio, Pedras, Boriz e continua em calçada pelo Alto de Vide Basta, junto à capela)
      Ponte de Santa Marta sobre o rio Cavalum (na EN589 ao lado da ponte nova)
      Santa Marta
      Meinedo (MAGNETUM)

      Para Nordeste em direcção a Panóias por Amarante e Vila Real:
      Traçado hipotético ao longo do rio Ovelha; pela margem esquerda poderia seguir por Quelha e Chão da Igreja em Tabuado até Folhada, enquanto que pela margem direita poderia seguir por:
      Várzea da Ovelha e Aliviada (passando em Légua, Aldeia, Senra, Torre, Valadares e Fraga descendo até à)
      Ponte Romano?-Medieval do Arco, Folhada (só parte do arco parece antigo)
      Folhada (passa em Moura e Igreja Velha)
      Amarante (onde conflui com a via proveniente de Braga; passa a nascente e segue por Ataúdes)
      Madalena
      Lufrei (por Gatiães, Marancinho, onde há calçada que desce pela margem direita da rib. de Marancinho)
      Cruzeiro, Gondar
      Sanche (junto ao Castro Oresbi e o lugar de Paredinhas e Paraíso)
      Ponte Medieval do Fundo da Rua, Aboadela (entre Sanche e lugar da Rua)
      Ponte Medieval da Tornada sobre o rio Ovelha, Aboadela (entre o lugar da Eira e Carregal)
      Deveria continuar pela Serra do Marão por Lameira até Vila Real.

      Para Sul em direcção à Várzea do Douro no Foz do Tâmega:
      Esta via poderia desviar a rota principal em Tuías ou no Freixo até confluirem no lugar do Bairral, onde há necrópole.
    • vinda de Tuías seguiria a EN210 por Vilar, Cobreira, Ponte, Talegre, Tenrais e Bairral.
    • vinda do Freixo passava nos lugares de Covas, Esmoriz, Rosém de Cima, Alto do Monte Confurco, Chentadiços e Bairral.

    • Vila Boa do Bispo (juntas em Bairral seguiam a EN210 pelo lugar da Estrada e Lamoso)
      Favões (continua pela EN210 por Golas, Vila, Requim de Cima e Requim de Baixo)
      Alpendurada e Matos (no sopé do Castro de Arados no Alto de Santiago, passando em Mondim, Memorial, Vista Alegre, Ventosela e Bitetos)
      Várzea do Douro (vicus e provável mansio hoje submersa pela barragem de Crestuma)
      Travessia do rio Douro entre o cais de Bitetos de Baixo e o Outeiro do Castelo)
      Souzelo (segue pela "Carraria Antiqua", em calçada, passando na Capela de Escamarão, e segue até à EN222 no lugar do Couto, onde há a necrópole da Concelhôa; uma inscrição de S. Paio de Fornos faz uma referência viária)
      Talvez continue para Viseu pelo vale do rio Paiva. Ver Itinerários a norte de Viseu

      Para Nordeste para Mesão Frio:
      Baião (o Museu Municipal de Baião guarda o miliário da Carreirinha)
      Ovil (necrópole de Giesta)
      Loivos do Monte
      Alto do Carneiro (daqui poderia rumar a Amarante; ligação entre Carvalho de Rei e Bustelo, atravessando o rio Teixeira)
      Padrões da Teixeira, Teixeira
      Teixeiró
      Castro de Cidadelhe, Mesão Frio (mansio frigidae?) (no lugar do Marco apareceu um miliário a Numeriano talvez da milha 18, entretanto desaparecido)
      Alguns vestígios permitem equacionar uma ligação a S. Marta de Penaguião pela Ponte de Cavalar sobre o rio Sermanha em Nostim, Mouramorta e Medrões)
      Eventual travessia do rio Douro e acesso a Lamego pela Portela de Cambras

    Rota principal para Mérida em direcção ao rio Douro (ver mapa):
    De Tongobriga atravessa o rio Galinhas talvez na confluência da rib. do Juncal com a rib. da Lardosa
    Soalhães (calçada e miliário a Constantino II da milha VIII desde TONGOBRIGA, hoje armazenado no Museu Soares dos Reis no Porto)
    Outeiro, Soalhães
    Lugar do Crasto, Soalhães (calçada e miliário da milha VIII, contadas a partir do rio Douro ou de Tongobriga)
    Mesquinhata (segue por Casal e Geguintes)
    Carreirinha, Mesquinhata (miliário a Galieno encontrado in situ junto ao Alto dos Encambalados, está hoje no Museu Municipal de Baião)
    Grilo (segue por Passadouro e o Alto do Loureiro)
    Gôve (Castro Romanizado do Cuito; Ponte de Gove)
      A partir de Gôve a travessia do rio Douro podia fazer-se em três pontos diferentes,
      com eventual continuação na margem esquerda.

      Até às Caldas de Aregos por (continuaria para Cárquere, Resende):
      Sta. Cruz do Douro (passava em Portela do Gôve, Vale de Coelho, Sra. das Boas Novas em Sequeiros)
      Travessia do rio Douro em Venda das Caldas
      Caldas de Aregos
      S. Romão de Aregos
      Cárquere (possível capital dos PAESURI, povo referido na Ponte de Alcântara)

      Até Porto de Rei (continuaria para Lamego):
      Sta. Cruz do Douro (segue a EN108 até Vila Monim, sai à direita para Cedofeita, Senra, Tomé de Covelas,
      Sta. Marinha do Zêzere (continua por Outeiro, Lama Susa e Barreiro)
      Frende
      Travessia do rio Douro em Porto de Rei
      S. João de Fontoura
      S. Martinho de Mouros, Resende (calçada no alto de Vila Verde e perto do Castro da Mogueira)
      Penude (Castro de Penude)
      Lamego (possível capital dos COILARNI, povo referido na Ponte de Alcântara)

      Até Porto Manso por (continuaria para S. Cristóvão de Nogueira, Cinfães):
      Ancede (percurso assinalado em ladeia em calçada o Castro de Porto Manso e desce pela margem esquerda do rio Ovil)
      Porto Manso, Ribadouro (possível mansio na Qta. de Mosteirô para apoio à travessia do rio Douro)
      Travessia do rio Douro
      Porto Antigo, Cinfães (vicus no Castelo de Sampaio, S. Cristóvão de Nogueira e villa de Passos, Tarouquela)
      Poderia continuar até Viseu por Castro Daire, atravessando a Serra de Montemuro pelo vale do rio Bestança
      (calçada em Gafanhão, Gralheira, junto à Ponte de Panchorra sobre o rio Cabrum e em Cotelo).
    Ligação a Viseu: é muito provável que a partir de uma destas passagens do rio Douro a via romana rumasse à civitas de Viseu, e daqui seguisse o Itinerário entre Viseu e Famalicão da Serra para transpôr a Serra da Estrela. Dada a indefinição dos traçados a partir do Douro, optei por descrever estes itinerários a partir de Viseu, onde os vários vestígios de calçada permitem equacionar várias alternativas em direcção ao Douro. Ver aqui os Itinerários a norte de Viseu.










    Viseu - Famalicão da Serra
    Esta itinerário atravessa a Serra da Estrela, talvez integrado na via principal para Mérida, seguindo por Mangualde, Abrunhosa-a-Velha, Folgosinho e Famalicão da Serra, onde 4 miliários atestam a passagem via.
    Ver também os outros itinerários da região de Viseu.

    Viseu (sai da civitas pela necrópole, na antiga porta da cidade, junto à capela de S. Miguel e segue pelo Viso)
    Prime
    Travessia do rio Dão
    Fagilde (coluna, possível miliário)
    Roda (calçada e miliário anepígrafo)
    Mangualde (miliário da milha XI; dois troços de calçada junto à villa romana da Qta. da Raposeira, no sopé do Castro da Sra. do Castelo, cujo espólio está na Assoc. Cultural Azurara da Beira; daqui também derivava a via para a civitas da Bobadela)

    Provável ligação a Gouveia, atravessando o Mondego na Ponte de Palhez:
    Mangualde (segue pela Qta. da Calçada com vestígios da via)
    Mesquitela (segue pela Qta. da Lavandeira)
    Mourilhe (onde há 50 m de calçada romana em excelente estado; indicada na EN232)
    Contenças de Baixo (calçada no caminho para a ponte)
    Ponte de Palhez sobre o rio Mondego (segue pela calçada de Safail; villa em Aljão)
    Póvoa da Rainha, Cativelos ( Ponte do Aljão e Ponte das Cantinas com calçada)
    Vila Nova de Tazem (vestígios entre Freixial e Safail; calçada da Texugueira-Parigueira)
    Rio Torto
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Torto
    Gouveia (cruza com a estrada norte-sul entre Coimbra e Celorico da Beira pelo vale do rio Mondego)

    A via principal segue para Folgosinho, atravessando o Mondego em Poço Moirão/Qta. dos Padres:
    Almeidinha, Mangualde (calçada em Moita da Oliveira)
    Casal de Cima, Santiago de Cassurrães (atravessa a Serra da Baralha por Tapada)
    Santiago de Cassurrães (possível miliário anepígrafo junto à capela de S. Sebastião, Gomes, 1985; possível miliário reutilizado nas alminhas da capela da Sra. de Cervães; possível ligação ao Mondego por Sta. Marinha onde há habitat e calçada)
    Abrunhosa-a-Velha (na povoação existiam quatro miliários que foram transferidos para Viseu, dois anepígrafos e um a Numeriano já desaparecidos, e um miliário dedicado a Adriano da milha XVIII contadas a partir de Viseu que está hoje na Colecção da Assembleia Distrital de Viseu com o n.º 605)
    Travessia do rio Mondego de Poço Moirão para Qta. dos Padres (segue por Risado EN506)
    Arcozelo
    Nespereira (Ponte Romana? em Chorido; calçada; Cadeiral Romano no Bairro de St. António)
    S. Paio
    Nabais
    Melo
    Freixo da Serra
    Folgosinho (seria provavelmente a última mansio antes da travessia da serra)

    De Folgosinho a via romana seguia para Famalicão da Serra pela calçada dos Galhardos:
    Calçada dos Galhardos, com 1,5 Km, passando na Portela de Folgosinho, Cantarinhos, Casa das Pias, Reigoso, atravessando o Mondego na Qta. da Taberna e daí pela Lomba de Saimão, Tapada/Quinta da Eira, onde existe calçada e apareceu um miliário a Constâncio, Qta. do Cadouço, com calçada e miliário a Tácito, até atingir
    Famalicão da Serra


























    Lamego - Famalicão da Serra
    Em alternativa, esta rota segue uma via hipotética que ligaria Lamego a Famalicão da Serra, contornando a Serra da Estrela pelo NE, reunido-se com a via que vinha de Viseu em Famalicão da Serra. Os únicos miliários conhecidos nesta rota situam-se todos na zona de Moimenta da Beira, tradicionalmente associados a uma provável via entre o rio Douro e Marialva, a provável capital dos Aravi. No entanto a insistência neste itinerário tem a virtude de interligar vários troços que de outra forma estariam "perdidos" na complexa rede viária romana do Douro e Beiras. Esta solução também permite dar continuidade a uma série de outras travessias do rio Douro mais a montante que poderiam entroncar nesta rota como por exemplo o Itinerário Chaves-Rio Douro.

    Lamego (LAMECUM?) (em Balsemão apareceu um Terminus Augustalis sem indicação dos povos que demarca)
    Ponte Romana? de Recião sobre a rib. de Recião, Várzea de Abrunhais
    Gouviães (calçada parte junto ao cemitério e desce até à)
    Ponte Medieval de Ucanha
    Ucanha
    Granja Nova
    Passô, Moimenta da Beira (próximo fica o castro luso-romano de Sanfins)
    Sarzedo
    Beira Valente, Leomil (a calçada passa pelos topónimos Cabeça, Carguencho e Cidade de Mouraria)
    Moimenta da Beira (eventual localização da capital dos ARABRIGENSES no sítio de S. João; ver eventual derivação para Viseu)
    Vide, Rua (miliário a Numeriano da milha XVIII, CIL II 4641, talvez contadas a partir do rio Douro ou de Marialva; referência a outro miliário, o CIL II 4643 , na frontaria da capela do Espírito Santo; contorna o Alto da Ranhã)
    Faia, Rua (calçada em Ladário; base de miliário junto à Igreja)
    Qta. da Lagoa, Rua ( miliário a Constantino? da milha ?IX, CIL II 4642, como suporte de uma varanda, talvez a milha XIX na sequência de Vide)
    Prados de Cima, Rua (provável miliário transformado em cruzeiro junto à Capela de S. Domingos)
    Travessia do rio Távora talvez na Ponte do Freixinho hoje submersa pela Barragem de Vilar (CORTEZ em 1951 refere poldras)
    Freixinho
    Vila da Ponte, Sernancelhe (calçada)
    Sernancelhe (outra possível localização da capital dos ARABRIGENSES; sai pela Rua do Curral, Entre-Vinhas e Veiga)
  • Daqui partiria uma via para Freixo do Numão por Sarzeda, Beselga, Antas, Ourozinho, Ranhados, Cedovim e Sebadelhe

  • Ligação à civitas ARAVORUM em Marialva:
    Ponte Românica sobre a rib. do Medreiro (talvez com fundamentos romanos)
    Sarzeda
    Guilheiro
  • a calçada que parte do Cruzeiro segue para o vicus luso-romano do Monte Muragos em Arnas.
  • eventual ligação a Sebadelhe da Serra, onde há calçada
  • Torre do Terrenho
    Casteição
    Marialva (civitas ARAVORUM)

    Ligação a Famalicão da Serra por Trancoso e Celorico da Beira:
    Cunha
    Sintrão, Trancoso (calçada na chamada Via do Sintrão; acesso pela EN226; parte junto ao cemitério e segue pela Fraga do Ladrão até)
    Trancoso
  • Eventual ligação à Guarda por Carnicães, Freches, Ponte do Ladrão, Rapa e Ramalhosa.
  • Fiães (calçada em Vale Longo; talvez siga a cota alta pelo Alto da Silva)
    Qta. do Salgueiro (a leste por Barreiros, Murça)
    Forno Telheiro (calçada na Pedra da Atalaia e necrópole de S. Gens)
    Lameiras
    Ponte Romano?-Medieval da Lavandeira sobre o rio Mondego (daqui parte a 500 m de calçada até Celorico)
    Celorico da Beira (calçada entra pelo norte do Bairro de Sta. Luzia)
    Porto da Carne
    Cavadoude (Calçada do Tintinolho percorre o Monte do Tintinolho)
    Faia, Guarda (ponte; calçada medieval da Ramalhosa liga à Guarda)
    Mizarela (calçada com largura média de 5 m)
    Ponte Romano?-Medieval da Mizarela sobre o rio Mondego
    Pêro Soares (calçada)
    Maçaínhas de Baixo (calçadas de Cubo e Gulifar)
    Trinta
    Meios
    Fernão Joanes
    Famalicão da Serra


























    Famalicão da Serra - Mérida (EMERITA) (ver Belo:1960)
    Este troço está bem definido pelos 9 miliários existentes ao longo do seu percurso até Caria embora se desconheça a origem das milhas marcadas.

    Famalicão da Serra (miliário a Constantino I; calçada e miliário a Constâncio da Tapada/Quinta da Eira, calçada e miliário a Tácito da Qta. do Cadouço, hoje no Museu do Carmo em Lisboa)
    Barrelas, Valhelhas (o miliário a Tácito da milha IV e o miliário a Constantino Magno foram levados para o Museu da Guarda)
    Valhelhas (vem pela Qta. do Sendão e junto à capela de St. Antão; o miliário a Maximiniano, estava junto ao Zêzere, esteve na Igreja Matriz, hoje na J. F.)
    Várzea do Vale Formoso (calçada ao longo da margem esquerda do rio Zêzere; na Lameira apareceram, um miliário a Tácito e outro anepígrafo, estão hoje no Castelo de Belmonte)
    Ponte Romana sobre a rib. da Gaia na Qta. do Galvão (defronte fica uma provável mansio na Torre Romana de Centum Cellae)
    Catraia da Torre, Colmeal da Torre (contorna a Torre, cerca de 30 m da face norte)
    Travessia da rib. do Colmeal (na margem direita apareceram, um miliário a Constâncio Cloro e um miliário anepígrafo hoje no Castelo de Belmonte)
    Belmonte (miliário no portão de uma cada particular junto à Igreja de Santiago;
    a via contornava por nascente o esporão de Belmonte, junto à villa do Muro na Qta. do Bouzieiro e segue paralela à Serra da Esperança e a poente da estação C.F.)
    Malpique (calçada passa a leste junto à villa da Qta. da Fórnea)
    Travessia da rib. das Inguias talvez na Catraia da Caria
    Caria (existiam vestígios da calçada em Barcinho e junto à igreja paroquial no caminho prá Fontinha; provável mutatio e caput viarum onde confluiria a via Alvega-Salamanca)
    Pontão sobre a rib. de Caria, Laje do Freixo (calçada)

    Variante por Capinha:
    Capinha (calçada junto à capela de S. Marcos e no Sítio das Lajens)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Meimoa
    Quintas da Torre (Torre dos Namorados; aqui aparaceu um miliário que está hoje no Museu Arqueológico do Fundão)
    Pedrogão
    Ponte Romana? sobre a rib. das Taliscas (em risco de ruína; 20 m de calçada)
    Bemposta
    Medelim (onde reencontra a variante por Meimoa)

    Variante por Meimoa:
    Casteleiro (vestígios no Convento de S. Francisco do Anascer, junto Ribeira do Casteleiro, e no Coito de Cima)
    Salgueiro (em Vale do Canto apareceu um miliário a Licínio)
    Ponte Romano?-Filipina sobre a rib. de Meimoa, Penamacor (70 m, 7 arcos)
    Meimoa, Penamacor (vicus no Cabeço do Lameirão ou na Canadinha)
    Penamacor (mina de ouro da Presa)
    Ponte Romana? sobre a rib. das Taliscas (2 arcos, 1 destruído; vestígios no sítio da Saibreira)
    Aranhas
    Salvador (aqui apareceu o Terminus Augustalis demarcando a divisão territorial entre os IGAEDITANI e os LANCIENSES OPPIDANI)
    Medelim (no acampamento romano em Oliveira das Almas)

    Continuação para Idanha:
    Monsanto (via passava a poente junto à villa de S. Lourenço, em Monsatela, Relva)
    (daqui talvez partisse um desvio para as Termas de Monfortinho com passagem na Ponte Romana? da Ribeira das Rasas sobre a rib. do Ameal em Penha Garcia, 4 arcos)
    Carroqueiro, Monsanto
    Vale da Portela, Serrinha, Idanha-a-Velha (calçada e um fragmento de miliário)
    Serrinha, Idanha-a-Velha
    Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA) (civitas; ruínas muito interessantes de visitar)
    Ponte Romano-Medieval de Idanha-a-Velha sobre o rio Pônsul (4 arcos, só 2 serão romanos)
    Alcafozes (referência a um miliário a Augusto)
    Toulões
    Segura (calçada desce ao rio)
    Ponte Romana de Segura sobre o rio Erges (5 arcos; pela EN355 faz fronteira; arco central e tabuleiro reconstruídos)
    Piedras Albas (Estorninos)
    Ponte Romana de Alcantara sobre o rio Tejo (Tagi) (ex-libris das pontes romanas na Hispânia)
    Alcantara (ver traçado)
    Cáceres (NORBA CAESARINA) (onde entronca na chamada "Via de la Plata" que ligava Astorga a Cádiz no sentido norte-Sul)
    Mérida (EMERITA)

    Itinerário XIV (14)






















    ITINERARIO XIV - Lisboa (OLISIPO) - Alter do Chão (ABELTERIUM) - Mérida (EMERITA)   CLIIII milhas - 228 Km
    Alio itinere ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CLIIII 
    ARITIO PRAETORIO
    ABELTERIO
    MATUSARO
    AD SEPTEM ARAS
    BUDUA
    PLAGIARIA
    EMERITA
    XXXVIII
    XXVIII
    XXIIII
    VIII ?
    XII
    VIII
    XXX
    Apesar de ser a principal rota entre OLISIPO a EMERITA, o seu percurso inicial não é muito claro pois não é clara a localização da primeira estação referida no Itinerário de Antonino, ARITIUM PRAETORIUM. A partir daí, o traçado torna-se mais claro seguindo na direcção de Ponte de Sor e da magnífica Ponte Romana da Vila Formosa, que ainda hoje serve a moderna EN369 (!), até Alter do Chão, onde ficaria a segunda estação referida no itinerário, ABELTERIUM, a 28 milhas (41, 4 Km). A estação seguinte, MATUSARO a 24 milhas (35,5 km) também é desconhecida, seguindo-se a estação AD SEPTEM ARAS, onde conflui com o outro Itinerário entre Lisboa e Mérida, a Via XV, estação que se deveria situar na região de Campo Maior.
    Na sua parte inicial, o itinerário não refere nenhuma estação intermédia pelo que é possível que a travessia do rio Tejo se fizesse mais a sul, seguindo depois para Almeirim e Alpiarça, onde inflectia para leste. No entanto, devido à dificuldade de acertar as distâncias, é provável que o itinerário tenha omitido as duas primeiras estações do Itinerário XVI entre Lisboa e Braga, IERABRIGA e SCALLABIN, pelo que as 38 milhas indicadas para atingir a mansio ARITIUM PRAETORIO tivessem origem não em Lisboa, mas em SCALABIN, a actual cidade de Santarém que está sensivelmente a 66 milhas (98 km) de ABELTERIUM, Alter do Chão. Assim ARITIUM PRAETORIO estaria localizado na zona de Semideiro/Tamazim, com miliários e outros vestígios, ou um pouco depois, na Herdade de Água Branca de Cima, atendendo a que a este ponto está a 28 milhas de Alter do Chão e a 38 milhas de Almeirim, confome o indicado no itinerário. Ver Carta Arqueológica de Abrantes.

    Travesssia do Tejo a jusante de Santarém:
    Esta travessia poderia ser entre Reguengo na freguesia de Valada, Cartaxo, onde existem vestígios de calçada, e Escaroupim na freguesia de Marinhais em Salvaterra de Magos, ou um pouco mais a norte entre o Porto de Muge na margem direita e a povoação de Muge na margem esquerda no Porto Romano do Sabugueiro; Daqui rumaria para norte, passando na Ponte Romana? de Muge), Benfica do Ribatejo (villa da Azeitada e villa em Alqueva da Branca) até Almeirim onde conclui com o traçado proveniente de Santarém

    Travessia do Tejo entre Santarém e Almeirim:
    O percurso entre Lisboa e Santarém era comum tanto à via XVI (entre Lisboa e Braga) como ao outro itinerário XV entre Lisboa e Mérida que seguia mais a norte.
    Almeirim (ver detalhes no Itinerário XV)
    Alpiarça (aqui a via inflecte para leste, por Casalinho, seguindo depois pelos altos do Sartel, do Ameixial, dos Sete Sobreiros, do Canavial, da Perna Seca até Tamazim)
    Semideiro ( miliário a Constantino Magno, partido em dois e deslocados para a extrema do concelho como marcos divisórios; o base encontra-se entre os lugares de Azenhas de Baixo e Vale da Lama, miliário de Vale da Lama I, e a parte superior, miliário de Vale da Lama II num cabeço a 130 m)
    Tamazim (possível localização da mansio de Aritium Praetorium; dois miliários deslocados; um está derrubado num cabeço por detrás da capela e o outro nas redondezas partido em dois fragmentos; a via passa entre a capela e o casal)
    Poiso, Lagoa Seca (mutatio; miliário a Tácito e outro talvez a Maximo; provável cruzamento vial com a estrada proveniente de Tomar)
    Alto de Rapazes (André de Resende refere 3 miliários aqui, uma Trajano e outro a Aureliano e mais 4 no Poiso; continua pelo altos das Águas Negras, da Abegoria e de Vale do Zebro onde entronca na EN2)
    Venda das Mestas / Cevo de Muge / Sete Azinheiras (mutatio a 600 m da EN576 e a meio caminho entre Poiso e Água Branca de Cima; Francisco de Holanda refere aqui "calçadas" nas chamadas "Mestas")
    Lagoa da Extrema do Copeir0 / dos Barreiros (provável mutatio a meio caminho (4,5 km) entre Venda das Mestas e Água Branca de Cima)
    Água Branca, Bemposta (mutatio?; no desvio para a Herdade da Água Branca de Cima, outra possível localização da mansio de Aritium Praetorium, segue pelo caminho de terra oposto e que faz de fronteira entre os concelhos de Abrantes e Ponte de Sôr, seguindo pelos Altos de Bufão e Padrãozinho, onde reencontra a EN2)
    Ponte de Sor (miliário a Probo, hoje no acervo do MNA em Lisboa; miliário a Tácito)
    Ponte Romana sobre o rio Sor (deveria existir aqui uma ponte, mas a actual é de 1822; a via segue a rota da actual EN119)
    Monte de Cabeceiros, Ponte de Sor (a norte; miliário anepígrafo)
    Monte do Freixial, Vale do Açor (miliários em Vale do Contador, Camoa e N. Sra. dos Prazeres)
    Monte de S. Marcos, Vale de Açor (miliário epigráfico)
    Fonte da Cruz, Vale de Açor (6 miliários, um anepígrafo, 4 fragmentados e um miliário a Maximiano?)
    Chancelaria, Vale de Açor (miliário)
    Rascão, Vale de Açor (miliário)
    Monte da Coreia, Vale de Açor (miliário anepígrafo)
    Vale do Gato, Seda (miliário anepígrafo)
    Ponte Romana da Vila Formosa, sobre a rib. de Seda (6 arcos, ex-libris das Pontes Romanas em Portugal; na EN369 ao km 8,9)
    Monte da Selada, Seda (miliário anepígrafo)
    Vale de Perlim, Alter do Chão (miliário anepígrafo; a 2 km de Alter do Chão)
    Alter do Chão (ABELTERIUM) (a 28 milhas de ARITIUM PRAETORIUM segundo o Itinerário; 2 miliários numa casa particular; passa na Rua da Misericórdia; villa de Ferragial d'El Rei no topo SE do campo de futebol; cruzamento de caminhos)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Sarrazada, Alter do Chão
    Assumar, Monforte ( calçada na Canada do Alicerce, junto à estação C.F., no sentido NO-SE)
    Arronches (possível localização de MATUSARO a 24 milhas de ABELTERIUM; calçada em Porto Mane; Ponte Romano?-Medieval do Monte Pisão; dois miliários e calçada entre Monte Figueira e Sra. do Rosário; vicus no Monte Baldio)
    N. Sra. da Graça dos Degolados (possível localização de AD SEPTEM ARAS a a 8 milhas de MATUSARO, na confluência com o Itinerário XV entre Lisboa e Mérida; troços de calçada)
    Ouguela, Campo Maior (talvez próximo das villae da Cabecinha da Lebre e da Herdade da Lapagueira; ver mapa)
    Ponte Romano?-Medieval da N. Sra. da Enxara sobre o rio Xévora (em ruína; troço de calçada)
    Bótoa (possível localização de BUDUA a 12 milhas de AD SEPTEM ARAS segundo o Itinerário)
    Novelda del Guadiana (possível localização de PLAGIARIA a 8 milhas de BUDUA segundo o Itinerário)
    Mérida (EMERITA) (a 30 milhas de PLAGIARIA correspondendo ao total de 154 milhas desde Lisboa segundo o Itinerário)

    Variante de Alter do Chão para Cabeço de Vide pela Estrada de S. Domingos (Carneiro, 2004)
    Alter Pedroso, Alter do Chão (estradão com vários troços de calçada; passa a 500 m a NE da villa da Qta. do Pião, Horta do Fonte de Vide, a poente do marco geodésico do Monte das Ferrarias e junto à Tapada de Vaz)
    Cabeço de Vide, Fronteira (ligação às Termas da Sulfúrea pela Rua de Santo Mártir seguindo depois em calçada com 700 m)

    Variante de Cabeço de Vide para Elvas? pela Estrada dos Castelhanos (Carneiro, 2004)
    Travessia da Ribeira de Vide na zona da Arrociada ou da Qta. da Ponte e passa para a Horta da Calçadinha)
    Monte dos Merouços, Cabeço de Vide (provável mutatio; continua atravessando a rib. do Carrascal, Monte das Laranjeiras, rib. do Juncal, a poente do Monte Fidalgo, Monte dos Caliços de Cima, Monte dos Caliços, rib. de Pau e Monte do Gracho )
    Vaiamonte (segue a poente da importante villa de Torre da Palma; acesso pela EN369, a 4 km, num desvio à dir.)
    Ponte Romano-Medieval da Vila, Monforte sobre a rib. Grande ou de Aviz (7 arcos)
    (há mais dois locais para leste de provável travessia: uma na zona da actual Ponte Medieval de Fronteira para Sousel e Estremoz
    e outra, ainda mais a leste, em Porto dos Melões que ligaria por Vale de Amoreira à villa da Herdade da Palhinha onde teria aparecido um miliário segundo Batata, 2000)
    Monforte (na região existem as Pontes do rio Almur e do Cubo)
    Ponte Romana? da Ribeira Leca, Monforte (segue a sul do Cabeço do Raio e do Monte de Vale de Cortiços; mais a sul fica a Herdade da Torre do Curvo, onde está um miliário a Maximino e Máximo) Monte da Esquilas, Monforte (inscrição Lares Viales)
    Herdade dos Campos ou de Genemigo, Barbacena (miliário a Caracala)
    Barbacena (miliário a Heliogábalo da milha XXII a Évora e outro a Caracala já desaparecidos)
    São Vicente e Ventosa, Elvas (calçada no Monte da Silveira e villa na Qta. das Longas)
    Elvas

    Itinerário XV (15)














    Lisboa (OLISIPO) - Alvega (ARITIUM VETUS) - Mérida (EMERITA)   CCXX milhas - 326 Km
    Item alio itinere ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CCXX 
    IERABRIGA
    SCALLABIN
    TABUCCI
    FRAXINUM
    MONTOBRIGA
    AD SEPTEM ARAS
    PLAGIARIA
    EMERITA
    XXX
    XXXII
    XXXII
    XXXII
    XXX
    XIIII
    XX
    XXX
    Este itinerário deveria seguir o percurso do ITINERARIO XVI entre Lisboa e Braga até Santarém, onde atravessava o rio Tejo para Almeirim. A partir daqui a via acompanhava a margem esquerda do rio seguindo o traçado da actual EN118 para Alpiarça. Neste troço estão referenciados 6 miliários a Trajano já desaparecidos e Hübner refere no CIL dois miliários a Tácito, CIL II 4635 e 4636. A partir daqui a via dirigia-se para a estação Tabucci que J. Alarcão situa na Herdade do Carvalhal em Sta. Margarida da Coutada, já próximo do Tramagal, ou em alternativa próximo da travessia de Tejo entre Tancos e Arrepiado. A partir daí pouco se sabe quanto à localização das mansiones seguintes, Fraxinum e Montobriga, pelo que o verdadeiro traçado da via ainda está por desvendar. Nesta proposta para o trajecto a via acompanhava a margem esquerda do Tejo até à região de Alvega, onde Alarcão situa a importante civitas de Aritium Vetus, apesar do itinerário não mencionar esta como estação da estrada, rumando depois para o interior em direcção a Ad Septem Aras onde confluía com outro itinerário entre Lisboa e Mérida, o Itinerário XIV descrito acima.

    Lisboa (OLISIPO)
    Alenquer (IERABRIGA a 30 milhas)
    Santarém (SCALLABIN a 32 milhas)
    Travessia do rio Tejo (teria existido ponte?)
    Ponte Romano?-Medieval da Terrugem sobre a Vala Velha, Tapada
    Almeirim (a via seguia o traçado da EN118, com vestígios na Qta. do Casal Branco, villa de Vale de Tijolos e Eira da Alorna)
    Alpiarça (passaria próximo das Qtas. da Goucha e dos Patudos)
    Vale de Cavalos (miliário a Tácito; vestígios no Alto das Obras e na Qta. do Meirinho, a poente da povoação, na confluência da rib. de Vale de Carros com a Vala do Paúl)
    Chamusca
    Pinheiro Grande
    Carregueira, Pinheiro Grande
    Arrepiado, Pinheiro Grande (aqui confluía a estrada proveniente de Tomar, atravessando o Tejo em Tancos; outra hipótese seria mais a montante no Castelo de Almourol de origem romana)
    Santa Margarida da Coutada (Villa na Herdade do Carvalhal junto à ribeira de Alcolobre; provável localização da estação
    TABUCCI a 32 milhas de Santarém)
    Tramagal (calçada com 25 m)
    S. Miguel do Rio Torto ("Estrada Velha" passaria junto à villa do Casal do Moinho do Meio e à Villa em Vale da Vila) Rossio ao Sul do Tejo (talvez próximo da importante villa da Qta. da Baeta)
    Pego (talvez por Coalhos e Calça Torta)
    Concavada (pelo caminho entre Galhoufa, Casal Cortido, Estercada e Monte Morgado; eventual travessia do Tejo em Sra. da Guia)
    Alvega (em Monte Galego, no cruzamento das Rua das Flores e 25 de Abril, existe um possível miliário conhecido como 'marcão' ou 'polícia' que seria proveniente da Qta. de S. João)
    Casa Branca (ARITIUM VETUS) (vestígios da cidade no sítio do Casal da Várzea; embora não mencionada nos Itinerários, é provável a sua inclusão nesta rota, até porque nesta zona seria a travessia do Tejo, rumando depois para NE numa via para Salamanca)
    Ponte-Represa Romana de Casal da Várzea, Casa Branca, Alvega (em ruínas)
    Gavião
    Ponte Romana? da Atalaia, Gavião
    Atalaia, Gavião
    Ponte Romana? da rib. da Venda, Comenda (3 arcos; na praia fluvial do parque de merendas, junto à confluência com a rib. da Cabeça Cimeira)
    Comenda (calçada; villa em Vale do Grou)
    • A partir daqui o traçado da via principal é muito duvidoso dado o desconhecimento actual sobre a localização das estações seguintes, FRAXINUM e MONTOBRIGA, e a existência de ligações tanto à civitas de AMMAIA em S. Salvador da Aramenha, passando em Alpalhão (ver o sistema viário em torno de AMMAIA), como uma ligação em direcção ao Crato, passando no Monte da Pedra.
    Variante pelo Crato
    Monte da Pedra, Crato (possível localização de FRAXINUM, a XXXII milhas de TABUCCI e a XXX milhas de MONTOBRIGA segundo o Itinerário; villa em Fonte Santa e vicus em Monte de Biscaia)
    Ponte Romano?-Medieval do Sorinho, Monte da Pedra (só vestígios)
    Flor da Rosa (balneário; villa em Couto dos Coldes)
    Crato (necrópole da Lage do Ouro; sai pelo cemitério atravessa a estrada e segue por calçada)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Chocanol
    Monte do Chocanol, Crato (o antigo vicus Camolocensis)
    Ponte Romano?-Medieval do Crato sobre a rib. de Seda
    Granja, Crato (villa, 500 m a sul da estação CF; eventual ligação a Alter do Chão)
    Assumar, Monforte ( calçada na Canada do Alicerce, junto à estação C.F., no sentido NO-SE)
    Arronches (possível localização de MONTOBRIGA, a XXX milhas de FRAXINUM segundo Itinerário; villa no Monte da Capela em Mosteiros)
    Monte Custódio, N. Sra. da Graça dos Degolados (calçada e villa)
    N. Sra. da Graça dos Degolados (possível localização da estação AD SEPTEM ARAS, a XIIII milhas de MONTOBRIGA, na confluência com a Via XIV vinda de Alter do Chão; troços de calçada; seguia próximo da villa e Termas da Herdade das Argamassas)
    Campo Maior ( miliário encontrado no vicus de S. Pedro sob o Hospital da Misericórdia e o Bairro Novo; seguia para leste, talvez próximo das villae da Defesa de S. Pedro, Monte do Muro, Monte dos Castros, Monte dos Peguinhos, Monte das Ilhas, atravessando o rio Xévora junto ao Monte de S. Salvador; Barragens Romanas em Mourinha, Muro e Olivá)
    Novelda del Guadiana (possível localização de PLAGIARIA a 20 milhas de AD SEPTEM ARAS segundo o Itinerário)
    Mérida (EMERITA) (a 30 milhas de PLAGIARIA correspondendo ao total de 220 milhas desde Lisboa segundo o Itinerário)

    Itinerário XII (12)







    Variante por Montemor









    Variante por Torrão






    Lisboa (OLISIPO) - Alcácer do Sal (SALACIA) - Évora (EBORA) - Mérida (EMERITA)   CLXI milhas - 238.5 Km
    Item ab OLISIPONE EMERITAM m.p. CLXI 
    AQUABONA
    CAETOBRIGA
    CAECILIANA
    MALATECA
    SALACIA
    EBORA
    AD ADRUM FLUMEM
    DIPONE
    EVANDRIANA
    EMERITA
    XII
    XII
    VIII
    XXVI
    XII
    XLIIII
    VIIII
    XII
    XVII
    VIIII
    Apesar a sua importância, o Itinerário XII de Antonino continua cheio de incógnitas e incertezas, não sendo possível definir o seu traçado principal. Partindo de Lisboa, atravessava o rio Tejo e seguia em direcção a SALACIA hoje Alcácer do Sal com três estações intermédias com localização bastante complicada. Aos poucos vestígios existentes acresce a dificuldade em acertar as distâncias no terreno com as indicadas no Itinerário. Se os vestígios romanos recentemente encontrados em Setúbal reafirmam a localização de CAETOBRIGA nesta cidade, por outro lado, nas outras estações intermédias, AQUABONA, CAECILIANA, MALATECA, subsistem as dúvidas. O troço seguinte entre SALACIA e EBORA é bem mais conhecido com duas prováveis variantes, uma mais directa por Montemor-o-Novo que seria a via principal para Évora e e outra mais a Sul que deveria corresponder ao trajecto da via que ligava Alcácer do Sal a Beja e Faro passando no Torrão, mas que a partir daqui ligaria também a Évora passando por Alcáçovas e N. Sra. da Tourega. Depois de passar em Évora, a via passaria pelas três estações referidas no Itinerário em direcção a Mérida, AD FLUMEN, EVANDRIANA e DIPONE cujas localizações são ainda desconhecidas.

    Lisboa (OLISIPO) Travessia do rio Tejo (Tagi) para Cacilhas ou Porto Brandão
    Seixal
    AQUABONA (mansio na milha XII talvez na zona de Coina-a-Velha, S. Lourenço)
    Palmela
    Setúbal (CAETOBRIGA) (milha XXIV; calçada na chamada "Estrada do Viso" e atravessava a serra de S. Luís, seguindo por Grelhal, onde há vestígios de calçada, entrando na cidade pelo Bairro de Tróino)
    CAECILIANA (mansio na milha XXXII algures por Águas de Moura; não há vestígios talvez porque seria apenas um albergue)
    MALATECA (mansio na milha LVIII ficaria na zona de Marateca; vestígios ao longo da rib. de Marateca, entre Landeira e Cabrela)
    Seixola?
    Vale de Reis? (villa)
    Alcácer do Sal (SALACIA) (civitas na milha LXX; forum dentro do castelo)
    (via entra na cidade pela necrópole de S. Francisco de Frades, junto ao Convento de St. António; villa no Bairro dos Crespos; ver Museu Pedro Nunes)
    • Variante por Montemor: Depois de Alcácer, a via principal deveria seguir pela margem direita da ribeira de Sítimos, atravessando o concelho de Montemor-o-Novo até Valverde e daqui a Évora, percorrendo as 44 milhas indicadas no Itinerário de Antonino, o que corresponde à distância actual entre as duas cidades.

    • Variante pelo Torrão: A parte inicial este itinerário seria comum à via romana que rumava a sul em direcção a Beja e Faro, derivando desta no Torrão que era assim cruzamento viário, rumando para NE em direcção a Évora e passando próximo de Alcáçovas até confluir com a via principal já próximo de Évora. O miliário a encontrado junto à villa de Porto da Lama (junto ao campo de aviação), indicia uma travessia da ribeira de Sítimos mais a montante, próximo de S. Catarina de Sítimos.

    • Via fluvial pelo Sado: O rio Sado era navegável na era romana, ligando o importante Porto Romano de Alcácer do Sal ao hinterland alentejano, atendendo aos imensos vestígios de villae e portos fluviais ao longo das suas margens relacionados com o comércio fluvial, a saber: Herdade da Barrosinha (villa), Porto de Rei (villa e porto fluvial), Monte da Casa Branca (villa e calçada com 200 m), Portinho (villa), Benagazil, S. Romão, Porto Carro (porto fluvial), Herdade dos Frades (villa), Portancho (villa) e Monte da Qta. de D. Rodrigo (calçada), na foz do rio Xarrama, rio que subia até ao Torrão passando ao lado da capela de S. João dos Azinhais na Herdade de Arranas (Templo a Júpiter) e em Passadeiras. A via fluvial pelo Sado continuava para montante passando na villa na Herdade da Qta. de Cima e seguindo talvez até S. Margarida do Sado.
    Variante pelo concelho de Montemor-o-Novo (via principal; 5 miliários)
    Alcácer do Sal (sai para NE pela villa do Bairro dos Crespos e acompanhando a rib. de Sta. Catarina de Sítimos e EN253)
    Monte do Olival
    Monte dos Carvalhos de Baixo, Pego do Altar (possível miliário anepígrafo)
    Sta. Susana (André de Resende refere um miliário junto ao rio Mourinho, actual rib. de Remourinho; seguiria pela calçada da Herdade da Biscainha e não longe das villa da Portagem e de Pedrões)
    Foros de Pinheiro, S. Cristovão (continua pelo Poço Novo, Outeiro Caído, Monte da Barbosa e Monte das Canas)
    Monte da Prata, Casa Branca, Santiago do Escoural (continua por Álamo)
    Monte da Venda, S. Brissos (provável mutatio onde existem dois fragmentos de um miliário anepígrafo; miliário anepígrafo deslocado para junto da Igreja paroquial de S. Brissos)
    Travessia da rib. de S. Brissos (continua por calçada até ao Monte dos Andrades, onde existe um miliário anepígrafo, e daqui ao Monte do Freixo)
    Valverde (depois da aldeia, atravessa a rib. de Valverde, 800 m depois, na Herdade da Mitra, a 150 m do desvio para a Anta Grande do Zambujeiro aparece um miliário anepígrafo [milha VII?] [ver foto]; segue junto ao monumento comemorativo chamado "Pedra da Pinha", milha VI?, [ver foto] e a norte do Monte da Alfarrobeira; referência de Mário Saa a um "viaduto" na Herdade da Murteira)
    Travessia da rib. da Viscossa (segue talvez pelo caminho rural pelas Qtas. das Tacinhas de Fora, Carranca, Cabeça da Guarda e Silveirinha)
    Esparragosa (passa próximo do marco geodésico, onde, a 50 m poente do moinho, apareceu parte do fuste de um miliário anepígrafo e segue para Évora)

    Variante por Torrão e Alcáçovas (6 miliários)
    Alcácer do Sal (o miliário de Porto da Lama está no Museu Pedro Nunes; seguia a via principal até ao Monte da Arcebispa)
    S. Catarina de Sítimos (depois de atravessar a ribeira para o sítio da Torre, entre as villae do Porto da Lama e de S. Catarina de Sítimos, continua por percurso incerto, talvez com passagem pelo Alto de Valongo até ao Torrão)
    Ponte sobre o rio Xarrama ( Calçadinha Romana, com 300 metros)
    Torrão (provável mansio; daqui derivam as vias para Faro e para Beja)
    Alcáçovas (será daqui o miliário que está no Museu Arqueológico de Montemor-o-Novo?)
    Monte dos Tabuleiros de Baixo (Mário Saa fotografou aqui um miliário, hoje desaparecido; seria da milha VII?)
    Monte do Zambujeiro, N. Sra. da Tourega
    N. Sra. da Tourega (junto à importante villa romana das Martas e ao Porto da Calçadinha; a 120 m aparece um miliário a Maximino e Máximo [milha VIII?])
    Herdade do Barrocal (1.5 km à frente, existe um miliário anepígrafo deitado[milha VII?])
    Travessia da rib. da Viscossa ou de Peramanca (vestígios de calçada na margem esq.; o caminho continua para NE)
    Cabida (pouco depois do caminho cruzar o acesso à Qta. do Pomarinho existe um fragmento de miliário [milha VI?], cujo fuste epigráfico, aparece pouco mais à frente, junto ao caminho que deriva da EN para o Monte das Flores; eventual derivação para a travessia do rio Xarrama a vau na Moita da Carne entroncando na via romana Évora-Beja)
    • Existe uma antiga estrada proveniente da N. Sra. da Boa Fé com vestígios de calçada em Monte do Escrivão, Monte da Ponte, atravessava a rib. de Peramanca em Alcamizes e iria confluir com estas variantes em Esparragosa.

    Comum até Évora
    As duas variantes confluem a seguir ao marco geodésico da Esparragosa, junto à rotunda do parque de campismo e entram na cidade pela Porta do Raimundo e segue pela Rua do Raimundo, Praça do Giraldo, Rua 5 de Outubro até à acrópole.
    Évora (EBORA) (civitas a CXIII milhas de OLISIPO e XLIII de SALACIA; decumanus maximus na Rua Vasco da Gama; Templo de Diana; Termas)
    • A partir de Évora a via passaria pelas três estações referidas no Itinerário XII, AD ADRUM FLUMEN, EVANDRIANA e DIPONE cujas localizações são ainda desconhecidas na sua rota para EMERITA; Como nenhuma destas estações é comum aos outros dois itinerários Lisboa-Mérida (o Itinerário XIV e o Itinerário XV) é provável que este Itinerário XII seguisse mais a sul eventualmente pela margem esquerda do Guadiana até Mérida. Seguramente que existem erros no itinerário porque as 47 milhas indicadas entre Évora e Mérida (70 Km) não correspondem à distância actual entre estas cidades que ronda os 190 Km Para a primeira estação depois de Évora, AD ADRUM FLUMEN, literalmente 'junto ao rio ADRUM', o itinerário indica apenas 9 milhas (13,2 km) pelo que é possível que fosse uma mansio junto à travessia de um rio, talvez a ribeira de Machede ou da Pardiela. As localizações das estações seguintes, DIPONE e EVANDRIANA colocam ainda mais interrogações pelo que na ausência de novos dados, apresentam-se várias possíveis variantes da região. (ver F. Bilou: 2000a).
    Variante norte por Évora Monte e Estremoz (7 miliários)
    Évora (sai pela Porta de Machede e segue por caminho rural pela Qta. da Nogueiras)
    Travessia do rio Xarrama no sítio do Porto (continua próximo da Qta. do Sande, Qta. da Retorta e Qta. da Lagardona em Garraia)
    Montinho da Piedade (4 possíveis miliários reaproveitados como suporte duma laje, no caminho de acesso ao Monte; continuaria junto ao CF)
    Travessia do rio Degebe (da ponte nova segue à direita por um caminho rural paralelo ao CF, para Vale de Figueira até à)
    Herdade da Sousa da Sé (um miliário anepígrafo à entrada do largo, fragmentado em duas partes, e um monólito, possível miliário, em forma de menir; continua pelo caminho rural paralelo ao CF, atravessa a rib. da Fonte Boa ou do Freixo até ao)
    Monte do Freixo (daqui segue o caminho rural para Casal Ventoso, existindo calçada 2.5 km antes desse local)
    Azaruja, S. Bento do Mato (do Solar do Castelo Ventoso continua pelo Monte do Almo e Monte da Venda, onde existem dois miliários anepígrafos em 3 fragmentos)
    S. Bento do Mato (passa próximo da igreja paroquial)
    Évora Monte ( na Igreja Matriz de Sta. Maria de Evoramonte, antiga N. Sra. da Conceição, existe um miliário a Constantino, reaproveitado para pia baptismal; provável localização de DIPO)
    Estremoz (importante villa Romana em Sta. Vitória do Ameixial)
    • A partir de Estremoz, o traçado poderia seguir várias direcções em função dos vestígios existentes: seguir para norte por Silveirona, St. Estevão, talvez em direcção a Abelterio em Alter do Chão ou Ammaia em S. Salvador da Aramenha, ou dirigir-se a Elvas por Arcos ou Orada, onde apareceu um possível miliário e há referência a uma ponte eventualmente romana e daí a Terrugem.
    Variante sul por S. Miguel de Machede e Redondo (2 miliários)
    Évora (saindo Porta de Machede, seguia a variante anterior, desviando na Qta. da Retorta para leste, pelo Bairro do Degebe, calçada da Qta. dos Altos e da Qta. Velha, atravessando o rio Degebe no sítio do "porto" onde há calçada ou, em alternativa, saía de Évora pela Qta. da Comenda, onde atravessava o Xarrama, seguia pela EN254 junto da capela de Sta. Bárbara do Degebe e pela pela calçada da Qta. do Lobo, atravessando o rio Degebe no vau lajeado junto ao Monte de Mauriz e segue pela calçada da Qta. das Rosas, reencontrando-se em Fonte Boa; também é possível um desvio por Câmaras onde há calçada)
    Herdade da Fonte Boa do Degebe (continua próximo do marco geodésico das Pedras Brancas)
    Travessia da rib. de Machede (provável localização de AD ADRUM FLUMEN a 9 milhas de Évora)
    Monte da Amendoeira, S. Miguel de Machede
    Monte da Barrosinha, S. Miguel de Machede (ao km 41 da EN254, junto ao caminho de acesso ao Monte estava um fragmento de miliário anepígrafo, hoje já desaparecido; continua pela EN254)
    S. Miguel de Machede (segue a norte pelo Monte da Aldeia, onde apareceu um miliário anepígrafo)
    Travessia da rib. da Pardiela (algures entre o Monte da Teixeira e os Foros do Queimado; entroncaria depois na EN254 por ondesegue)
    Redondo (passa a norte da vila; ao km 27 da EN254, 500 m depois do lugar da Venda desvia à esquerda em estradão de terra pelo Monte do Hospital, travessia da rib. de S. Bento, passa Monte Real e segue a direito para o Monte da Fonte da Cal, Herdade da Amendoeira, Monte Rial, atravessa a EN381 e segue para Horta da Velinha até entroncar na EN254 ao km13, seguindo por esta para Bencatel)
    Travessia da ribeira de Lucefecit
    Bencatel
    Vila Viçosa
    Terrugem (miliário a Diocleciano e Maximiano na Herdade de Alcobaça indicando 65 milhas talvez contadas a partir de Mérida; hoje no acervo do MNA em Lisboa)
    Vila Boim
    Elvas
    Mérida

    Itinerário XIII (13)










    Alcácer do Sal (SALACIA) - Faro (OSSONOBA)
    A SALACIA OSSONOBA m.p. XVI  

    O Itinerário XIII (13) de Antonino é bastante intrigante porque não menciona estações intermédias e indica apenas 16 milhas de distância entre os dois pontos. Se por um lado é lógico pensar nesta rota como uma derivação do itinerário XII (12) entre Lisboa e Mérida, ligando SALACIA, actual Alcácer do Sal, a OSSONOBA, actual Faro, até porque surge na sequência da anterior, por outro lado, não se percebe qual o sentido de indicar este troço quando ele já está descrito no itinerário XXI (21). Atendendo também às 16 milhas indicadas, é bem provável a existência de um erro na transcrição do original feito na idade média. Supondo que há erro na distância, talvez tenha sido omitido o «C» de 100 milhas, o que colocaria a distância em CXVI (116) milhas, cerca de 174 km, ou seja, já da mesma ordem de grandeza da distância actual entre as duas cidades que é de 185 km.

    No entanto não podemos descartar outras hipóteses, como seja uma ligação entre Faro e o Porto Romano do Cerro da Vila em Vilamoura que se localiza precisamente a 16 milhas, indicando a distância da civitas ao seu porto de mar, passando por Marchil, Pontal, Ludo, Fonte Santa, Passil e Quarteira.

    O Itinerário que liga directamente Faro a Alcácer do Sal está descrito no Itinerário XXI, passando a ocidente de Beja, enquanto que aqui apresentam-se as outras vias prováveis da região, como sejam as ligações de Alcácer do Sal a Beja, Santiago do Cacém e Portimão.


    Alcácer do Sal (SALACIA) - Beja (PACE IULIA)
    Apesar de não ser mencionado nos Itinerários de Antonino, é muito provável a existência de uma ligação directa a Beja, de onde poderia rumar ao Algarve por uma das variantes apresentadas no itinerário XXI.

    Alcácer do Sal (SALACIA) (segue a variante do ITINERARIO XII até ao Torrão continuando para sul)
    Torrão (segue pela Fonte Santa, conduta romana com 100m, e próximo das villae do Penedo Minhoto e das Fontaínhas; EN2)
    Odivelas, Ferreira do Alentejo (André de Resende refere um miliário; villa em Casal Ventoso)
    Ponte Romano?-Medieval de Alfundão, Ferreira do Alentejo
    Peroguarda, Ferreira do Alentejo (segue pela EM1029, passando na villa do Monte da Chaminé e na necrópole do Monte da Zambujeira)
    Ponte Romana? de Lisboa, Beringel sobre o rio Galejo (1 arco; calçada)
    Beringel, Beja
    S. Brissos (referências bibliográficas a um miliário de Valentino I e Valente na villa romana no Monte da Fonte dos Cântaros, hoje destruída)
    Beja (PACE IULIA)

    Eventual ligação à travessia do Sado em Panóias da via Alcácer-Portimão, passando por Aljustrel, onde cruza com a via Alcácer-Faro, continuando por Messejana, Ponte Romano?-Medieval da Horta do Cabo até Messajana e daí a Panóias


    Alcácer do Sal (SALACIA) - Santiago do Cacém (MIROBRIGA),
    Hipotética ligação entre as duas civitas, embora sem vestígios concludentes.
    Alcácer do Sal (SALACIA) (parte da margem esquerda do Sado)
    Grândola (provável mansio nas Termas do Cerrado do Castelo, na escola primária e 2 Km a sul a Barragem Romana do Pego da Moura)
    Santiago do Cacém (MIROBRIGA) ( Ponte Romana dentro da civitas; foto ao lado)


    Santiago do Cacém(MIROBRIGA) - Beja (PACE IULIA)
    Hipotética ligação entre as duas civitas passando nas minas romanas de Aljustrel
    Santiago do Cacém (MIROBRIGA) (provável ligação ao Porto Romano de Sines e da Ilha do Pessegueiro; tanques de salga)
    Herdade do Carvalhal, São Domingos
    Ponte Romano?-Medieval de Alvalade sobre a rib. de Campilhas (reconstruída no séc. XVI)
    Alvalade (villae nas herdades de Conqueiros, Roxo, Ameira, Retorta e Defesa; minas do Montinho e do Canal Caveira)
    S. João de Negrilhos
    Ervidel
    Santa Vitória
    Penedo Gordo (acesso à importante villa romana de Pisões, na Herdade de Algramaça)
    Beja (PACE IULIA)


    Alcácer do Sal (SALACIA) - Monchique - Portimão
    Variante das ligações ao Algarve que se dirigia a Portimão, seguindo por S. Margarida do Sado, Garvão e Serra de Monchique até Estômbar, onde entronca nas outras vias do Algarve.

    Alcácer do Sal (SALACIA) (segue o percurso da via XII até o Torrão, onde ruma para SE pelo Alto da Corte da Venda)
    Travessia da ribeira de Odivelas (na Herdade do Pinheiro e segue pelo Altos dos Pintos e da Mina)
    Santa Margarida do Sado (segue pelos Altos de Penedrão e Atalaia)
    Travessia da ribeira de Figueiras (talvez no Porto de Mouros)
    Ermidas (topónimo Monte do Marco; segue por Santa Ana do Roxo)
    Alvalade (cruzamento com a via Santiago do Cacém-Beja)
    Panóias (segue por Torre Vã, junto à villa da Horta de S. Romão, Monte Alto, Ermida de S. Romão de Panóias)
    Travessia do rio Sado (segue por Boizona, Vale de Fomeira, Monte Ruivo do Ameixial, Funcheira de Baixo, Horta da Saúde e Igrejinha de São Pedro)
    Garvão, Ourique
    Ponte Romano?-Medieval sobre a ribeira de Garvão (junto à estação; segue por Furadouro e Franciscos onde seria o povoado romano)
    Aldeia das Amoreiras (EN123)
    S. Martinho das Amoreiras (continua pela En123, ao km 32 desvia para Monte do Geraldo, Monte do Caldeirão, Portela das Estaquinhas, Corte de Brique e Corte de Lã)
    S. Clara-a-Velha (segue por Viradouro, EN266)
    Travessia do rio Mira (talvez por barca porque a Ponte de D. Maria, hoje em ruinas, é do séc. XVIII)
    Sabóia (segue por Corte Sevilha)
    Nave Redonda (calçada; segue a EN266 pelo Alto do Embarradouro)
    Monchique (calçada em Nave, Rencovo e Cerro da Vigia; desce às Caldas pela calçada do Pé da Cruz e pela calçada de Palmeira)
    Caldas de Monchique
    Porto de Lagos
    Silves (o antigo núcleo seria no Cerro da Rocha Branca ou da Guerrilha, 1km para poente, hoje destruído; villa em Vila Fria)
    Estômbar, Lagoa (onde entronca na via pelo barrocal algarvio)
    Portimão (onde entronca na via pelo litoral algarvio)


    Itinerário XXII (22)








    Castro Marim (ESURI / BAESURIS) - Mértola (MYRTILIS) - Beja (PACE IULIA)    LXXVI milhas - 101 Km
    Item ab ESURI per compendium PACE IULIA m.p. LXXVI  
    MYRTILIS
    PACE IULIA
    XL
    XXXVI
    No Itinerário XXII de Antonino esta rota é chamada de 'Per compendium Pace', ou seja pelo caminho mais curto, indicando um total de 76 milhas até Beja, cerca de 101 Km, o que corresponde à actual distância entre Castro Marim e Beja, distinguindo assim do Itinerário XXI que também seguia para Beja, mas por uma rota mais longa, interligando as cidades do litoral Algarvio, BALSA e OSSONOBA, antes de rumar ao Alentejo.

    A ligação entre Castro Marim e Mértola, a única estação referida no itinerário, deveria ser efectuada por via fluvial, subindo o rio Guadiana, mas não se pode excluir uma alternativa terrestre pela margem direita do rio, apesar do terreno ser aqui muito acidentado e da ausência de provas consistentes da passagem dessa via. Os vestígios encontrados nesta rota, nomeadamente as villae que bordejam o Guadiana, poderiam não estar ligadas à via terrestre, mas antes à via fluvial, constituindo assim pequenos portos comerciais ao longo do percurso. (ver Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Lopes, 2006)

    Hipotética Via Terrestre:
    Castro Marim (BAESURIS ou ESURI) (calçada com 50 m na base do Castelo; segue para norte +- paralela à EN122)
    Horta dos Quartos (eventual referência à milha IV desde BAESURIS; talvez por Varanda, Fronteirinha e Calçada)
    Ponte de Beliche sobre a Ribeira de Beliche (calçada)
    Travessia da Ribeira de Odeleite a vau
    Ponte Romana? de Álamo, Alcoutim (só vestígios; villa e Barragem Romana de Álamo)
    Montinho das Laranjeiras, Alcoutim (villa aberta ao público, ligada ao tráfego fluvial)
    Alcoutim
    Mértola (MYRTILIS) (civitas; núcleo romano na cave da CM de Mértola)

    Ligação às Minas de S. Domingos: travessia do rio Guadiana (ANAE) na
    Ponte Romana? de Mértola (apenas restam uns pilares de uma ponte antiga)
    Fernandes, Mértola (calçada parte do Porto de Mértola no Guadiana, junto aos celeiros da EPAC, e segue durante 2,2 km pela chamada Estrada Velha até Casa Branca, reaparecendo depois no sopé do Cerro do Calcolítico e mais à frente no Monte Alto)
    Minas de S. Domingos (villa no Cerro da Mina)
    Corte do Pinto (esta via poderia continuar para Serpa passando em Sta. Iria ou seguir para território espanhol)

    Mérida a Beja pela Via Principal:
    Corte Gafo de Baixo
    Travessia da rib. de Terges e Cobres numa das seguintes alternativas:
    uma por Amendoeira da Serra, Monte da Lapa, Alto de Vasco Martins, atravessando a rib. entre Porto de Salvada e Monte do Pica Milho.
    outra descendo à rib. pelo Monte do Mosteiro, atravessando para Demangas e Herdade de Barbas de Gaio
    Vale de Rucins (talvez seguindo a EM511, evitando a travessia de linhas de água)
    Salvada (seguindo talvez próximo da Herdade do Carrascalão, villa do Monte da Azinheira e por Pisão)
    Beja (PACE IULIA) (chega pela Porta de Mértola, demolida em 1876)


    Itinerário XXI (21)





    Castro Marim (ESURI) - Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Évora (EBORA) - Beja (PACE IULIA)
    Item de ESURI PACE IULIA m.p. CCLXVII 
    BALSA
    OSSONOBA
    ARANNIS
    Sarapia?
    SALACIA
    EBORA
    SERPA
    FINES
    ARUCCI
    PACE IULIA
    XXIIII
    XVI
    LX
    XXXV?
    XXXV
    XLIIII
    XIII
    XX
    XXV
    XXX
    Este Itinerário XXI percorre quase todo o território do Alentejo e do Algarve num percurso circular, parecendo mais um agrupamento de várias vias de ligação entre os principais povoados da região. A via partia então de ESURI actual Castro Marim, seguindo pelo litoral algarvio até à civitas de BALSA na Qta. de Torre de Aires (Luz de Tavira) e logo depois atingia a civitas de OSSONOBA, a actual cidade de Faro. Daqui rumaria a norte, passando pela estação de ARANNIS, sem localização definitiva, em direcção a SALACIA, hoje Alcácer do Sal, onde inflectia para leste em direcção a Évora. De SALACIA a EBORA, o itinerário indica 44 milhas, o que está de acordo com a distância actual e corresponde à distância indicada no mesmo troço incluido no Itinerário XII entre Lisboa e Mérida. A partir de Évora, em vez de ligar directamente a Beja, através da via romana entre Évora e Beja pelo caminho mais curto cujo percurso está atestada por vários miliários, este itinerário, indica um percurso mais extenso (cerca de mais 38 milhas ou seja mais 56,2 km ) que inclui mais três estações intermédias, SERPA, FINES e ARUCCI, cujas localizações continuam envoltas em incertezas, até finalmente atingir Beja.

    Sobre o Algarve Romano ver o excelente trabalho de Luís Fraga da Silva em www.arkeotavira.com e no seu blog Impronto.

    Como ainda subsistem muitas dúvidas sobre a localização das estações intermédias, o itinerário é apresentado por troços:











    Castro Marim (ESURI) - Torre de Aires (BALSA) - Faro (OSSONOBA)

    BALSA
    OSSONOBA
    XXIIII
    XVI
    O primeiro troço do Itinerário XXI liga ESURI, actual Castro Marim, a OSSONOBA, a actual Faro, passando na civitas de BALSA, estação intermédia situada em Torre de Aires, Luz de Tavira. A partir de Faro, o itinerário ruma a norte na direcção de Beja, mas aqui apresenta-se a sua provável continuação até ao Cabo de São Vicente. Esta rota segue mais ou menos o percurso da EN125, tendo uma variante mais a norte que percorre o barrocal algarvio. (ver Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Maia 2006).

    Castro Marim (ESURI) (sai por Horta de D. Maria, Sobral de Cima até à linha férrea, seguindo paralela a esta por Alcaria e Portela, Cruz do Morto, Buraco e Torrão)
    Cacela Velha, Vila Real de St. António (villa na Quinta do Muro; continua por Qta. de Baixo, Baleeira e Morgado)
    Conceição, Tavira (passa em Canada junto à necrópole da Horta da Canada)
    Ponte Romano?-Medieval do Almargem sobre a rib. de Almargem, Conceição (3 arcos; calçada)
    Tavira
    Ponte Medieval de Tavira sobre o rio Gilão (sem vestígios romanos; talvez a travessia fosse a vau 130 m a montante; Silva 2005)
    Terras d'El Rei, Luz de Tavira (vem pelo "Caminho do Concelho" em terra, passa na Qta. de St. António, e passa a calçada junto ao aldeamento turístico)

    Torre de Aires (BALSA), Luz de Tavira (a civitas abrangia a Qta. das Antas e estaria a XXIIII milhas de ESURI; a via romana entrava na cidade pela Qta. do Arroio, onde há calçada e seguia quase recto até)
    Livramento, Luz de Tavira (aqui conflui com a EN125 e continua sob esta por Arroteia e Alfandanga)
    Bias do Sul, Olhão (em Canada do sul, na foz da rib. de Bias, apareceu in situ, o único miliário encontrado no Algarve, indicando a milha X contadas a partir de Faro e marcaria também a fronteira entre as civitas de BALSA e OSSONOBA ; está hoje no Museu Paroquial de Moncarapacho)
    Ohão (a via segue a norte da EN125 próximo do Templo Romano de Qta. do Marim, onde seria a Statio Sacra mencionada na Cosmographia do Anónimo de Ravena (Graen: 2007) e talvez seguisse próximo da villa de Torrejão Velho)

    Faro (OSSONOBA) (civitas a XVI milhas de BALSA; entrava na cidade pela necrópole de Lethes, na direcção da Rua Dr. João Lúcio, e seguia pela Rua Conselheiro Bivar, antiga Rua da Carreira, passando junto à necrópole Horta dos Fumeiros, até Pontes de Marchil já na EN125)
    S. João da Venda, Almansil
    Almansil (provável mansio onde deriva o caminho para Loulé; segue a sul e paralela à EN125 por Marchil, Pontal, Ludo, Fonte Santa, Passil e Quarteira)

    Via litoral até ao Cabo de São Vicente (Promontorium Sacrum):
    Vilamoura (Porto e vicus do Cerro da Vila; mansio; Alfândaga)
    Ponte Romano-Medieval do Barão, Albufeira sobre a rib. da Quarteira (fundações romanas; perto fica a villa Romana da Retorta cujo espólio está no Museu Municipal de Albufeira; segue por Vale de Carros e Lajeado)
    Mosqueira, Albufeira
    Guia (segue paralela e a sul da EN125)
    Pêra
    Ponte Romano?-Medieval de Alcantarilha (talvez com fundações romanas)
    Alcantarilha (calçada por debaixo da ponte em betão na Rua das Muralhas)
    Porches (talvez pelo lugar da Torre)
    Lagoa
    Estômbar, Lagoa (calçada; continua por Corredoura, Passagem, junto à Qta. de S. Pedro e Calçada da Barca)
    Travessia do rio Arade no lugar do Parchal
    Portimão (PORTUS HANNIBALIS) (é possível uma derivação para Vila Velha do Alvor, sítio romano)
    Meixilhoeira Grande (villa da Qta. da Abicada em Figueira, desvio a partir da EN125 para o apeadeiro)
    Lagos (LACCOBRIGA) (talvez no Monte Molião em Telheiro, junto à Ponte sobre o rio de Lagos na EN125; Barragem romana da Fonte Coberta)
    Luz, Lagos (na Rua da Igreja existiu uma estação romana já desaparecida)
    Budens (talvez seguisse junto à costa por Burgau, Boca do Rio na foz da rib. de Budens, Figueira)
    Vila do Bispo (é possível uma ligação daqui a MIROBRIGA, perto de Santiago do Cacém, passando em Aljezur)
    Cabo de São Vicente (Promontorium Sacrum?)

    e a sua variante norte pelo barrocal algarvio:
    Esta variante derivava da via litoral talvez no lugar da Cruz do Morto em Cacela Velha e seguia por
    Ribeira de Almargem
    Vale da Asseca
    Sta. Catarina da Fonte do Bispo (poderia seguir entre Desbarato ou Bengado, onde há calçada medieval, e Cerro da Mesquita)
    São Brás de Alportel (entra por Hortas e Moinhos, onde cruza com a via proveniente de Faro, e segue a sul da EN270, por Calçada, Fonte do Mouro, Fonte do Touro, Vilarinhos, onde cruza para norte da EN270 por Carrascal, S. Romão, Poço Largo e Fonte de Apra)
    Torres de Apra, Loulé (villa; segue a sul da EN270 próximo de Betunes)
    Loulé (passa a sul da cidade, onde cruza com a via Faro-Beja por Loulé)
    • Ligação à via litoral: (descendo até Almansil, onde entrona na via litoral)
    • Continuação para Albufeira: descendo para sul por Benfarras até à Ponte do Barão, onde entronca na via litoral.


















    Faro (OSSONOBA) - ARANNIS - Alcácer do Sal (SALACIA) e Beja (PACE IULIA)
    OSSONOBA
    ARANNIS
    Sarapia?
    SALACIA
    EBORA
    XVI
    LX
    XXXV?
    XXXV
    XLIIII
    A partir de OSSONOBA o Itinerário XXI rumava a norte em direcção a ARANNIS percorrendo 60 milhas, ou seja, cerca de 89 Km. O itinerário sugere assim uma localização de ARANNIS na região de Castro Verde, talvez em Sta. Bárbara de Padrões, onde se localizam importantes ruínas de um grande povoado romano e cuja distância actual a Faro concorda com o itinerário. Para atingir a estação seguinte, SALACIA, o itinerário indica apenas 35 milhas, o que é insuficiente para atingir Alcácer do Sal, motivando assim várias propostas de correcção do itinerário quer alterando o número de milhas, quer introduzindo uma estação intermédia entre as duas civitas. Como existe uma diferença no itinerário entre a distância total (247 milhas) e o somatório das distâncias entre estações (212 milhas), ou seja, uma diferença de 35 milhas, é provável a existência de uma estação intermédia, muito provavelmente no povoado de SARAPIA referido por Plínio no seu Naturalis Historiae. SARAPIA estaria assim a 35 milhas quer de ARANNIS quer de SALACIA porque é essa a distância parcial indicada e porque perfaz 70 milhas (104 km), o que correponde à distância actual entre S. Bárbara dos Padrões e Alcácer do Sal que é de 108 km. Por sua vez o troço de ligação entre SALACIA e EBORA está descrito no Itinerário XII entre Lisboa e Mérida.

    Devido a estas incertezas são apresentadas diversas possibilidades de ligação a partir de OSSONOBA para norte, nomeadamente a mais que provável ligação directa a Beja. Partindo de OSSONOBA, a via teria que ultrapassar a Serra do Caldeirão, existindo três prováveis variantes, uma mais ocidental por Loulé, talvez a mais importante, uma central por S. Brás de Alportel, reunindo-se em Salir, e uma oriental por Sta. Catarina da Fonte do Bispo que se reúne com as anteriores em S. Pedro de Solis.
    (ver Silva, 2002/2005; Rodrigues, 2004; Maia 2006).

    Variante de Faro a Salir por S. Brás de Alportel:
    Faro (OSSONOBA) (saía pela Rua de Portugal e área de Lethes, comum à estrada para Balsa, e rumava a norte pela Rua de S. Luís, Estrada da Penha até Vale Carneiros)
    Conceição (talvez próximo dos Montes da Meia Légua e de Porto Carro)
    Estoi (villa de Milreu; segue pela margem esquerda do rio Seco até Cancela)
    Travessia do rio Seco em Porto Velho
    Vale do Joio, Machados (villa; atravessa a Serra de Monte Figo)
    Hortas e Moinhos, S. Brás de Alportel (calçadinha)
    S. Brás de Alportel (a calçadinha, talvez de origem romana, entra na vila pela Rua Dr. Vítorino Passos Pinto; a via seguiria pelo Vale da Rib. das Mercês, Alcaria, Juncais, Corte e Almarjão, desviando por calçada para Amendoeira e Portela)
    Touriz, Querença (entronca na estrada para Salir à esquerda ou segue à direita para Barranco do Cão para atravessar a Serra do Caldeirão)
    Salir (nó rodoviário, onde entronca a variante ocidental por Faro-Loulé-Salir)

    Variante de Faro a Salir por Loulé:
    Faro (OSSONOBA) (seguia a via litoral até Almansil, onde desviava para norte para Loulé por Quartos e Fazenda do Cotovio pela margem esquerda da rib. de Cadouço)
    Ponte Romano?-Medieval de Álamos, Loulé (2 arcos; continua para Loulé)
    Loulé (segue pela estrada de Salir que sai pela Rua de Portugal por Vale da Rosa e cruz da Assumada)
    Ponte Romano?-Medieval de Tôr sobre a rib. de Algibre, Querença, Loulé (5 arcos; 2 visíveis; calçada a 2 km chamada "Estrada de Portugal")
    Salir
      Ligação de Salir a S. Bartolomeu de Messines por Sta. Margarida, podendo daí:
    • rumar a norte para a travessia da serra por Alte (passando em Torre, Messines de Baixo, Portela e Castelo), S. Marcos da Serra e Santa Clara, onde entronca na via que vinha de Portimão por Monchique.
    • ou continuar para Silves: por Calçada, Amorosa, Corte, Torre, Cumeada e St. Estevão com a sua mina de cobre, rumando depois ao litoral por Estômbar, onde entronca na via do litoral algarvio
      ou seguindo por Qta. do Arge até Porto de Lagos, onde cruza com a via que vinha de Portimão ou IPSESpara Monchique, e daqui ruma a Lagos (LACOBRIGA).

    Variante de Salir para norte até S. Pedro de Solis
    A provável via principal rumaria a leste para transpôr a Serra do Caldeirão.
    Maxieira (segue +- o percurso da EN2 até)
    Barranco do Velho (desvia pela EN124 para Montes Novos e segue o caminho rural para Vale da Rosa por Cortiçadas onde reencontra a EN2, saindo pouco depois para Figueirinha)
    Figueirinha (eventual ligação a Ameixial e daí a Almodôvar)
    Santa Cruz (por Castelejo; rencontro com a variante que vem de Faro por St. Catarina da Fonte do Bispo)
    S. Pedro de Solis

    Variante de Faro a S. Pedro de Solis por Sta. Catarina da Fonte do Bispo (Via XX1?):
    A parte incial do percurso até Moncarapacho está algo indefinido podendo rumar primeiro a Alfandanga pela via litoral, onde recebia o tráfego de BALSA e rumava a norte para atingir Moncarapacho pelo lugar do Marco. Em alternativa poderia existir um caminho mais directo entre Faro e Moncarapacho pela Ponte de Quelfes no "caminho de que vae de quelfes pera porttugal" (LOURO, 1929 p.60) (ver também Manuel Maia, 2006, Fraga da Silva, 2000/2005 e Sandra Rodrigues, 2004)

    Faro (seguia o percurso da EM522 por Vale de Rei e Quatrim)
    Ponte de Quelfes sobre a rib. de Marim (próximo do Cerro de S. Miguel)
    Moncarapacho (possível localização da Statio Sacra referida pelo Anónimo de Ravena)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Tronco, Moncarapacho (1 arco; aqui começa o caminho com vários troços de calçada)
    Caliços (no Vale da Serra há calçada intermitente com 1300 m)
    Ponte dos Caliços (a via continua com troços empedrados e em terra batida por Vale da Serra)
    Foupana, Moncarapacho
    Ponte da Torre sobre a rib. de Arroio
    Montes e Lagares, Sta. Catarina da Fonte do Bispo (calçada do Ribeiro do Lagar; cruzaria com a variante norte da via litoral)
    Travessia da ribeira de Alportel em Porto Carvalhoso (continua para norte por Bem Parece e Água de Fusos)
    Travessia da ribeira de Fronteira no Corxo (continua por Cabeça do Velho e Cerro Alto)
    Travessia da ribeira de Odeleite no Cercado da Lagoa (continua por Castelão até)
    Feiteira (segue para Corte João Velho ou segue à esquerda pela EN124 e logo a seguir na Fonte da Rata à direita por Figueirinha, Valeira e Ginêta)
    Mealha, Cachopo (segue por Alcarias Pedro Guerreiro, atravessa a rib. da Corte no Monte da Estrada e segue para o Moinho do Pereirão e Zorrinho de Cima)
    Pessegueiro (segue por Zambujeiro)
    Travessia da ribeira do Vascão (talvez no Moinho da Vargem)
    Santa Cruz (por Casa Nova e Monte do Castelejo, onde reencontra a variante por Mealha)
    S. Pedro de Solis

    A partir de S. Pedro de Solis seguem juntas para Sta. Bárbara de Padrões:
    S. Pedro de Solis (segue em calçada por Alcaria das Bichas e Minas do Barrigão, Miguenzes, Caiada, Herdade da Espanca)
    S. Miguel do Pinheiro (Forte Romano Manuel Galo)
    Travessia da Rib. de Carreiras
    Caiada ou Sra. da Graça de Padrões
    Travessia da Rib. de Cobres
    Sete
    Sta. Bárbara de Padrões (ARANNIS), Castro Verde (referência a dois miliários)

    Ligação de ARANNIS a Alcácel do Sal (SALACIA):
    Sta. Bárbara de Padrões
    Castro Verde
    Carregueiro, Aljustrel ( calçada e villa do Monte do Gavião seguindo depois para a calçada do Monte do Mau Ladrão no sentido este-oeste)
    Aljustrel (VIPASCA) (Minas Romanas Metallum Vipascensis; villa de Alcarias)
    SARAPIA (possíveis localizações: Sta. Margarida do Sado, Figueira dos Cavaleiros e Peroguarda)
    Torrão (ver Itinerário XII)
    Odivelas
    Alcácer do Sal (SALACIA)

    Ligação de ARANNIS a Beja (PACE IULIA):
    Sta. Bárbara de Padrões
    Namorados
    Travessia da rib. de Cobres entre Cabeças e Pereira
    Travessia da rib. de Maria Delgada junto ao alto de S. Pedro das Cabeças
    Castro Verde (entra junto ao cemitério e segue por Portela, Monte Tacanho, Monte da Perdigoa e Alto do Monte Branco)
    Entradas (segue a poente da povoação pelo Monte do Canal, onde atravessa a Rib. Cinceira, segue pelo Alto da Lapa, Alto da Malhada Nova, Lagoa de Pedra, onde inflecte para o Monte da Charnequinha; próximo fica o Castelo Velho de Cobres/Castelo de Montel)
    Albernoa (segue na EM1092 pelos limites do Monte da Marzalonas, Monte Linhares, Monte das Marzalonas, Alto do Cerro, Rib. de Rascas e Balhamim)
    Santa Clara do Louredo, Beja (miliário a Galério e Constâncio da milha XXXVI, 36, talvez contadas a partir de Arannis)
    Beja (PACE IULIA)






    Évora a
    Moura





    Moura
    a Serpa




    Évora (EBORA) - FINES - ARUCCI - Serpa (SERPA) - Beja (PACE IULIA)

    EBORA
    SERPA
    FINES
    ARUCCI
    PACE IULIA
    XLIIII
    XIII
    XX
    XXV
    XXX
    Este troço é o que coloca mais questões no o Itinerário XXI de Antonino devido à incerteza que rodeia a localização das estações intermédias no seu percurso até Beja. Depois de atravessar Évora, o itinerário indica a estação de SERPA que a ser situada na actual cidade de Serpa, nunca poderia estar somente a 13 milhas (19,2 km) de Évora como é indicado no itinerário. O facto de não existirem vestígios romanos de monta em Serpa e de ser improvável um percurso entre Serpa e Beja com duas estações de permeio, levaram a supôr a existência de uma outra "Serpa" próximo de Évora. Assim, as estações seguintes, FINES e ARUCCI, estariam respectivamente a 33 milhas (48,8 km) e a 58 milhas (85,8 km) de Évora, o que colocaria FINES na região de Monsaraz ou de Portel e ARUCCI na região de Moura. A localização desta última estação na actual cidade de Moura é ainda suportado pelo facto de a distância de 30 milhas (44,4 km) indicada no itinerário para este último troço corresponder sensivelmente à actual distância pelo caminho mais curto entre as duas povoações.
    Também é provável que a transcrição do itinerário feita na idade média tenha introduzido correções ao original, pelo que tanto as milhas indicadas como a própria sequência de estações poderão estar erradas. Sendo assim, seria possível localizar SERPA na actual cidade de Serpa, passando a ser FINES e ARUCCI as estações intermédias da rota entre Évora e Serpa, de onde seguia para Beja que era caput via deste itinerário. Assim, os traçados apresentados são hipotéticos e tentam ligar os vários troços dispersos da região.

    de Évora (EBORA) a Moura pela região de Portel
    Traçado de uma via pelo caminho mais curto que passa na região de Portel, chegando a Moura pela Ponte das Brenhas. A Ponte Antiga do Xarrama e os possíveis fragmentos de miliários em Sitima e S. Marcos da Abóbada marcam a passagem da via.

    Horta do Bispo, Horta das Figueiras (troço de calçada segundo Pereira: 1948, 296-335; desvia no Monte da Barbarrala Nova pelas traseiras das instalações da EDIA)
    Ponte Antiga do Xarrama sobre o rio Xarrama (22 m, 3 arcos, 1 desabou; calçada debaixo do actual caminho)
    Monte da Chaminé (talvez siga a poente do monte pelo Alto da Vigia e Alto da Barroqueira; novos vestígios da via junto ao aeródromo)
    Sitima ( possível miliário e mais 3 fragmentos no Monte da Sitima)
    Travessia da Ribeira de Souséis (calçada; continua talvez por Maceda e Alto do Marco)
    S. Marcos da Abóbada, Torre de Coelheiros (4 fragmentos de miliários anepígrafos; villa; talvez pelos Altos do Seixo, do Casqueiro, do Outeirão, de Ferros e pelo Monte de Matraque)
    Portel
    Alqueva (villa do Outeiro do Castelinho)
    Travessia do rio Guadiana no Porto de Évora junto à foz do rio Degebe (segue pelo Monte do Ratinho até Porto Mourão)
    Travessia do rio Ardila (calçada segue 1 km pela Qta. da Esperança, Qta. da Pardouqueira, Qta. de S. Lourenço e calçada de Forca)
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Brenhas (1 arco; sobe até à EN255 e entra em Moura)
    Moura (ARUCCI?)

    de Évora (EBORA) a Moura pela região de Reguengos de Monsaraz

    Alternativa por S. Manços (EN256)
    Horta do Albardão, S. Manços (Castelos de Monte Novo / Cidade de Cuncos junto à barragem do Monte Novo)
    Travessia do rio Degebe em Porto Calçado (vau lajeado, continuando pela calçada do Moinho da Ponte)
    S. Vicente do Pigeiro (Vendinha)
    Monsaraz

    Alternativa por N. Sra. de Machede
    Évora (sai da cidade pela Qta. do Forno da Cal)
    N. Sra. de Machede (calçada em Vale Melhorado; villa no Monte da Fonte Coberta)
    Ponte sobre a rib. de Machede ( possível miliário à saída da ponte)
    S. Vicente de Valongo (antes do medieval Castelo Real existiria um Castelo Velho de origem romana na outra margem em Alcorovisca; outra possível localização de FINES)
    Montoito
    Falcoeiras
    Monsaraz

    de Monsaraz a Moura
    O percurso é desconhecido mas é possível duas alternaativas, uma seria rumar a sul para atravessar o rio Guadina já próximo de Moura e outra seria fazer a travessia do rio junto ao Castelo Romano da Lousa, na freguesia da Luz, hoje submerso pela Barragem do Alqueva, rumando depois para Moura.

    de Moura a Beja
    Moura (segue pelos lugares de Ladeirinha Branca, Ponte de Pisões, Mata Sete, calçada de Farelos)
    Travessia do rio Guadiana em Porto de Moura (Minas de Orada)
    Pedrogão (segue por Monte das Aldeias)
    Travessia da rib. de Odearce em Rabadoa
    Monte da Rabadoa, Barbas da Lebre
    Horta do Bacelo
    Travessia das ribeiras da Cardeira e do Canal
    Beja (PACE IULIA) (entrava pela Carreira dos Seguros)

    de Moura a Aroche (Espanha)
    Moura (do Rossio do Carmo segue pela EN255 desviando à esquerda para descer à Ponte de Brenhas, seguia depois por Encosta do Brenhas, Calçadinha, Coutada e St. Amador)
    Monte da Coroada, Sobral da Adiça (referência a um miliário ilegível no Cabeço Redondo junto à Ribeira de Toutelga)
    Rosal de la Fronteira (entronca na via Beja-Sevilha e daqui seguem para Aroche)

    de Moura a Mértola
    Herdade dos Machados, Moura (calçada com vários km)
    Belmeque, Vale de Vargo (villa em Poço das Sapateiras/ Barranco da Amoreira)
    Monte da Chilra, Pias (miliário anepígrafo delimitando os Montes da Chilra e dos Lagares de Alpendre)
    Corte do Alho, Vale de Vargo/Pias, Serpa (miliário a Adriano da milha VIII, contadas talvez a partir da fronteira com a Baetica ou de Moura; a 5 km para leste de Pias pelo CM1049; hoje está no Museu Municipal de Moura)
    Borralho, Vale de Vargo (villa)
    Messangil, Vale de Vargo (provável mutatio em Fonte de São Miguel Finis)
    Travessia da ribeira de Enxoé




    Beja (PACE IULIA) - Huelva (ONUBA - Sevilha (HISPALIS)

    Sendo Beja capital de um Conventus deveria ligar pelo caminho mais curto à província romana da Baética que corresponde grosso-modo à actual Andaluzia, entroncando no itinerário de Antonino, Item ab Ostio fluminis Anae Emeritam usque , em Santiponce, a antiga via romana que ligava a foz do rio Guadiana a Mérida, ligando a ONOBA e (HISPALIS). O percurso é apenas hipotético devido às incertezas ainda existentes.

    Beja (PACE IULIA) (sai talvez pela Rua Bento Jesus Caraça, passa na Qta. da Abóbada, entra na EM1045 até ao lugar do Padrão)
    Quintos (calçada na Herdade das Carretas; talvez seguisse próximo dos vestígios do Monte da Azinheira, Herdade de Gil Vaz, Monte do Montinho, Herdade do Zambujal e Pisões, onde atravessava a rib. da Cardeira pela Ponte Romana, continuando pelo Monte da Corte Piorno)
    Travessia do rio Guadiana (ANAE) no Vau de Quintos
    Monte da Salsa, Brinches
    Serpa
    Aldeia Nova de S. Bento, Serpa (talvez junto ao Monte do Facho/Outeiro dos Púcaros)
    Herdade da Bemposta, Vila Verde de Ficalho (calçada; Escola Profissional de Desenvolvimento Rural)
    Vila Verde de Ficalho (FINES ?) (villa no Jardim do Museu de Ficalho; segue pelo Barranco de Penalva)
    Rosal de la Frontera (conflui com a via proveniente de Moura)
    Aroche (TUROBRIGA em San Mamés?)
    • Ligação a Huelva: Derivando da anterior em Aroche, esta via rumava a sul por Rio Tinto (URIUM) até Huelva (ONUBA)
    Cortegana
    Almonaster la Real
    Aracena
    Santiponce (ITALICA) (magníficas ruínas da cidade)
    Sevilha (HISPALIS)





















    Évora (EBORA) - Beja (PACE IULIA) (ver F. Bilou: 2000a)
    Apesar de não ser mencionada nos Itinerários de Antonino, a via romana que ligava a importante civitas de Évora a Beja, capital do conventus pacencis pelo caminho mais curto, cerca de L milhas ou 74 km, tem imensos vestígios ao longo do caminho que atestam a sua existência, contando-se actualmente 16 miliários, na sua maioria anepigrafos, e alguns troços de calçada ao longo do seu traçado. Urge estabelecer medidas de protecção para esta via cujos vestígios estão ao abandono e sujeitos a progressivas destruições. A identificação do traçado da via está praticamente completo pelo que se torna evidente a sua utilização turística.

    Évora (EBORA) (a via sai pela Porta do Raimundo)
    Horta do Bispo, Horta das Figueiras (troço de calçada segundo Pereira: 1948, 296-335; segue pelo Bairro da N. Sra. do Carmo
    Travessia da rib. da Torregela junto à Herdade da Barbarrala Nova (lajeado no vau da ribeira)
    Monte das Flores (miliário; a via segue pela margem direita do rio Xarrama; miliário 3 e 4 de Fontalva)
    Porto de Zambujal do Conde (2 miliários 800 m a montante, 1 e 2 de Fontalva, um epigráfico e outro no leito do rio)
    Monte do Seixo (referência a um miliário)
    Porto da Magalhoa (referência a um miliário; o "Endovélico" refere 3 miliários entre a Herdade da Zambujeira e a Herdade da Magalhoa; um deles seria o miliário referenciado por Mário Saa como Marca do Diabo)
    Torre/Solar da Camoeira (provável mutatio de onde provém o miliário da milha XI que está hoje à entrada dos serviços administrativos da EP, antiga JAE, em Évora)
    Travessia do rio Xarrama no Porto da Camoeira (existe um miliário tombado no leito do rio que corresponderá à milha XII)
    Aguilhão, Torre de Coelheiros (segue 200 m paralela ao rio até à Azenha do Silveira onde existe calçada; continua pelo Porto da Calçadinha onde reaparece a calçada durante 300 m até chegar a um miliário in situ correspondente à milha XIII na Herdade da Ovelheira; a calçada continua por 1500 m, próximo do marco geodésico na divisão das Herdades da Falcoeira e Camoeira)
    Ponte Romana sobre a rib. da Murteira ou do Aguilhão na Horta do Vinagre (só vestígios; fuste e base de miliário anepígrafo na margem esquerda e a sua base no leito do rio correspondente à milha XIV)
    Aguiar (passa a poente da povoação pelo Monte Lindim onde há calçada e miliário ilegível correspondente à milha XV)
    Travessia da rib. de Alpracá (continua por Serrado)
    N. Sra. d'Aires, Viana do Alentejo (vicus; calçada e 2 miliários inseridos nas colunas do adro do santuário, um dos quais indica a milha XVII que corresponde à distancia a Évora)
    Viana do Alentejo (segue pela EN257 junto a Horta de Tomes e Horta do Espanadeiro, onde sai da EN257 a direito por estradão por Sarnado)
    Água de Peixe (onde conflui com o CM1004 em asfalto)
    Albergaria dos Fusos, Vila Ruiva (segue pela EN258-1)
    Ponte Romano-Medieval de Vila Ruiva sobre a rib. de Odivelas (120 m; 20 arcos, só 3 pilares são romanos)
    Vila Ruiva, Cuba (segue a EN258-1, passa ao lado da ermida da N. Sra. da Represa, defronte da barragem romana que servia a villa do Monte do Outeiro a NE; continua pelo Monte da Delicada e pela villa do Monte da Panasqueira)
    (possível ligação à importante villa de S. Cucufate em Vila de Frades e mais a sul à villa do Monte da Cegonha já em Selmes)
    Travessia da rib. de Mac Abraão junto ao Monte da Palheta e seguindo pelo Monte das Figueiras e Assentins
    Cuba (sai pela Fonte dos Leões e segue junto à linha férrea pelo Monte da Torre do Pinto, até Pombalinho e Qta. da Saúde; a villa da Qta. de Suratesta fica próximo)
    Beja (PACE IULIA) (chegava pelas traseiras do Convento de Sta. Clara, entrando na cidade pela Porta de Évora com o seu arco romano e calçada)


    OUTROS ITINERÁRIOS - de Norte para Sul

















    Valença - Melgaço

    Traçado hipotético de uma via secundária que partindo de Valença percorria a margem esquerda do rio Minho até Melgaço, de onde poderia ligar a Espanha ou seguir para Sul em direcção a Castro Laboreiro. Com poucos vestígios romanos é mais provável que seja uma via medieval.

    Valença
    Ganfei (Ponte Romana?; calçada com 300 m acompanhando a cerca do Convento de Ganfei)
    Verdoejo (o miliário aqui referenciado pode ser o actual fuste do pelourinho e talvez pertencesse ao Itinerário XIX entre Braga e Valença)
    Friestas (vizinho, em Gondomil existe uma necrópole no lugar da Cruz)
    Troporiz (do lugar da Lapela parte para sul uma derivação por Gadanha e Pinheiros, até à Calçada da Catelinha em Moreira, onde entronca com outra que vem de Monção e juntas seguiam para Braga por Arcos de Valdevez)
    Ponte Romano?-Medieval de Troporiz sobre o rio da Gadanha (2 arcos)
    Monção
    Bela
    Barbeita (no sopé da Citânia do Monte da Assunção)
    Ponte Romano?-Medieval de Mouro sobre o rio Mouro, Barbeita (1 arco)
    Ceivães
    Valadares

    Penso
    Paderne (Termas do Peso e Cividade de Paderne)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Folia, Remoães (nas Termas do Peso)
    Remoães
    Melgaço

    Ligação a Castro Laboreiro:
    Lamas de Mouro (Ponte Medieval de Porto Ribeiro)
    Castro Laboreiro (segue pelo CM1160 por Laceiras, Assureira, Ponte Medieval da Cava Velha, sobre o rio Laboreiro, com pedras almofadadas, Ponte Medieval de São Brás sobre o rib. de Barreiro, com pedras almofadadas do lado nascente, Assureira, Dorna, Ponte Medieval de Dorna, sobre a rib. de Dorna; também de Ameijoeira saíria uma via para NE pelo CM1159 por Bago de Baixo, Bago de Cima, Curveira, Bico, Cainheiras Ponte Medieval das Cainheiras, sobre a rib. das Cainheiras, Portas, Barreira e Bande já na Galiza.)








    Porto (CALE) - Ovar

    Traçado hipotético de uma via secundária que partindo de Cale seguiria pelo litoral, acompanhando a linha de costa para servir os castros e as comunidades piscatórias espalhadas ao longo da frente marítima até entroncar na via Braga-Lisboa. Apesar dos poucos vestígios no terreno é muito provável que a estrada (seria pré-romana?) seguisse próximo dos castros da Madalena e Valadares, depois junto do vicus do Alto da Vela em Gulpilhares, por Brito em S. Félix da Marinha, próximo do Castro de Ovil em Paramos até à região de Ovar onde flectia para o interior devido à configuração da Ria de Aveiro na época, até entroncar na importante Via XVI Braga-Lisboa.

    Sta. Marinha (do cais de Gaia ascendia até ao Candal ou Coimbrões ou derivava da Porto-Lisboa pelo lugar do Marco, Barrosa)
    Coimbrões, Sta. Marinha (Igreja e Monte de Sta. Bárbara; talvez pela Rua Sr. de Matosinhos, cortada pela AE1, continua na Rua Velha dos Lagos)
    Madalena (Largo da Oliveiras, onde está um marco divisório entre freguesias; talvez pelo sopé do Castro do Cerro/Coteiro do Castro/da Madalena, ao lado da Rua do Castro)
    Valadares ( necrópole romana do Monte Sameiro; na foz da rib. de Valverde/do Paço, em Tartomil, Praia de Valadares, foi encontrado uma pedra epigráfica, possível fragmento de miliário, hoje no Solar dos Condes de Resende em Canelas; se não foi deslocado, pode indiciar uma rota mais a poente; esta rota atravessa a EN109 da Rua Nova do Paço para a Rua do Paço, passa junto à Casa do Paço)
    Chamorra, Vilar do Paraíso (sobe pela Rua do Rio do Paço, Rua da Chamorra, Rua Salvador Brandão/EN15)
    Gulpilhares (sai da EN15 pela Rua do Pereirinho, junto ao cemitério, Rua Nuno Álvares, atravessando a Rib. de Canelas, Rua João Ovarense até à destruída necrópole do Alto da Vela onde apareceu a coluna de mármore rosa que hoje serve de base ao Cristo do Padrão em Pedroso; segue em frente por caminho de terra até chegar à Rua de Enxomil e Rua do Vale)
    Arcozelo (continua ladeando a igreja e cemitério de Arcozelo até Sá onde segue pela Rua das Lavouras, Rua da Pedra Alva, volta à EN15 e logo à direita no acesso à A29 onde segue à esquerda pela Rua da Carreira Velha)
    Brito, S. Félix da Marinha (atravessa a A29 na passagem para peões e continua pela mesma Rua da Carreira Velha, Rua dos Ligustres, Rua da Calçada Romana até ao tanque junto à ribeira da Granja; daqui segue em frente, por caminho de terra hoje obstruído por mato, entra na Rua Velha da Calçada Romana até entroncar na Estrada de Brito, EN109; daqui deveria seguir em frente pela Rua Oliva Teles até à ribeira, mas hoje não tem saída)
    Travessia da Ribeira do Juncal (sguia talvez próximo da Rua da Paz, Rua S. Vicente Ferrer e Rua de S. Tomé)
    Lugar de Espinho, S. Félix da Marinha (Villa romana Spino, sob a Capela de S. Tomé integrada numa casa rural; segue por Tabuaça)
    Travessia da rib. do Mocho (hoje tem que se ir à Ponte de Anta)
    Anta, Espinho
    Silvalde (há uma lenda sobre uma ponte romana sobre a rib. de Silvalde)
    Paramos (atravessa a rib. do rio Maior e segue por detrás da Capela da Guia no sopé do magnífico Castro de Ovil)
    Esmoriz (necrópole do Chão do Grilo; eventual ligação a Vila da Feira e daqui ligar à Via Braga-Lisboa em S. João da Madeira)
    Cortegaça
    Maceda
    Arada
    Ovar
    É possível que a via continuasse pela linha de costa, próximo do povoado do Cristelo até ao rio Vouga em Angeja, atendendo a que na outra margem existia o vicus da Torre/Marinha Baixa em Cacia, com o seu porto de mar, mas também poderia derivar para o interior nalgum ponto intermédio até entroncar na Via XVI Braga-Lisboa, por exemplo em S. João da Madeira ou mais à frente em Cucujães como a estrada actual.











    Porto (CALE) - Valongo - Penafiel - Marco de Canaveses - Freixo (TONGOBRIGA)

    Via secundária ligando Cale a Tongobriga, em Marco de Canaveses, servindo a importante exploração mineira na região, cujos vestígios se espalham por Valongo, Gondomar e Paredes. Esta rota parece seguir no essencial a EN15 e a A4 numa região densamente povoada pelo que restam poucos vestígios. Salientam-se as travessias dos dois grandes rios da região, o Ferreira e o Sousa, em pontes medievais mas talvez com origem romana e o troço de calçada romana a seguir à Ponte de Cepeda.

    Sé, Porto (pela demolida Porta de Vandoma, Calçada de Vandoma e Rua Chã, antiga Rua Chão das Eiras, sobe pela Rua Cimo de Vila à Praça da Batalha, antiga Porta da muralha)
    St. Ildefonso, Porto (Rua de St. Ildefonso, antiga Rua Direita, passa no Largo do Padrão, Campo 24 de Agosto, antigo das Mijavelhas)
    Bonfim, Porto (Rua do Bonfim, antigo Chão das Oliveiras e Rua de Godim)
    Campanhã, Porto (segue por S. Roque da Lameira; topónimo villa Minhao, hoje resta a Rua da Vila Meã)
    Travessia do rio Tinto talvez na Trav. da Ponte
    Rio Tinto, Gondomar (acompanha a EN15 por S. Caetano, Cavada Nova e Venda Nova)
    Valongo (ligaria às Minas Romanas do Fojo das Pombas na Quinta da Ivanta, Serra de Sta. Justa, e, já em Gondomar às do Covelo e de Medas; calçada junto à Ponte de Couce sobre o rio Ferreira)
    S. Martinho do Campo (necrópole da Corredoura; possível ligação a Aguiar de Sousa, centro de uma região mineira como as Minas Romanas de Banjas e Covas de Castromil pela Ponte da Morte, em Luriz, sobre o rio Ferreira e pelo lugar da Milhária eventual referência a um miliário)
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Ferreira
    Gandra (continua por Vilarinho de Baixo, Granja e Carreiro)
    Vandoma (junto ao Castro Romanizado do Muro)
    Baltar (possível desvio para os Mosteiros de Cete e Paço de Sousa pela Ponte do Vau sobre o rio Sousa ao km 2 da EN319-3)
    Vila Cova de Carros (sai da EN15 e segue pela EN319 até entroncar na EN598-1 onde vira à direita por Agrela)
    Paredes (antiga Castelões de Cepeda; do Jardim Público pela Rua da Estrebuela, Rua de Cepeda)
    Ponte Romano?-Medieval de Cepeda sobre o rio Sousa, Castelões de Cepeda (1 arco; na EM1325; segue pela calçada e sobe à Costeira)
    Qta. da Aveleda, Penafiel (desemboca na entrada da Qta. que atravessa pelo caminho em frente até entroncar na EN596-1 e segue até)
    Penafiel (antiga Arrifana do Sousa)
    Santa Marta
    Croca
    Recezinhos
    Vila Boa de Quires (eventual ligação a Amarante por Vila Meã)
    Freixo (TONGOBRIGA), Marco de Canaveses





















    Porto (CALE) - S. Pedro do Sul - Viseu
    Via secundária de acesso a Viseu, capital dos INTERANNIENSES e importante caput viarum, atravessando a Serra de Arouca. Apenas se conhecem dois miliários atribuíveis a esta via, ambos encontrados em Moselos, à entrada de Viseu, mas ainda restam muitas evidências deste antigo caminho que atravessa a Serra de Arouca, optando assim pelo percurso em altitude por ser o caminho mais curto entre Porto e Viseu, mas principalmente porque evita as difíceis travessias de linhas de água na zona dos vales e minimiza as variações de cota da estrada, o "sobe-e-desce" entre vales e colinas, diminuindo assim o esforço dos viandantes e suas montadas. O percurso inicial poderia aproveitar a Via Porto-Lisboa até Fiães (LANGOBRIGA), desviando aí para o interior em direcção à Serra de Arouca. Atravessada a serra, desce a Manouce e S. Pedro do Sul até chegar a Viseu. A recente destruição do troço de calçada junto ao cemitério de Albergaria das Cabras, alerta para a necessidade urgente de proteger os vestígios que restam deste antigo caminho.

    Fiães (LANGOBRIGA) (mais a sul ficam as Caldas de S. Jorge; segue para Sanguedo pela EM521, atravessando do rio Uíma na Ponte da Tabuaça até entroncar na EN326)
    Louredo (sai pela EN326 e logo a seguir sai à dir., sobe a Vila Seca; em Lagoas reencontra a EN326)
    Cedofeita, Romariz (torna a sair da EN326 antes da Póvoa e desce pela Rua Romana até à)
    Ponte sobre o rio Inha, Sta. Ovaia (sobe pela Rua da Ponte até entroncar na EN326; o castro de Romariz fica próximo)
    Cabeçais, Fermedo (a Rua Romana desemboca na EN326)
    Escariz (segue pela EN326 até desvio à direita para a Serra da Abelheira)
    Abelheira (segue pela EM519)
    Gestosa (segue à direita por Alvite de Cima até reencontrar a EM519; atravessa a EN327 para Arouca em Alagoas e segue na direcção de Nabais, mas antes sai da estrada e segue por um estradão até Venda da Serra)
    Coval, Chave (segue até entroncar na EN224-1, junto ao Castro de Cambra, onde segue à esquerda sob a estrada de asfalto)
    Farrapa, Chave (passa nos lugares de Barracão e Borralhal)
    Chão de Ave (entronca na EN224; daqui sobe à Serra da Freita pela EM511)
    Quintela
    Provisende (aqui na rotunda vira à direita e ascende à Serra)
    Merujal
    Albergaria da Serra (ou das Cabras), Arouca (mansio?) (a seguir ao cemitério existia um lanço de calçada que entretanto foi destruída!)
    Portela da Anta (junto à anta)
    Gestoso (calçada termina à entrada da povoação e continua sob a estrada de asfalto, desviando pouco depois por caminho florestal)
    Qta. da Barreira / Qta. das Uchas (calçada, provável mansio no fim da descida da serra)
    Ponte Romano?-Medieval de Poço da Barreira sobre a rib. da Vessa (1 arco) (calçada preservada à saída da ponte)
    Barreira, Manhouce (no planalto das Chãs passa a calçada que liga Campo de Eirós às Minas das Chãs que poderá ter origem romana)
    Ponte Romano?-Medieval de Manhouce sobre a rib. de Manhouce (1 arco), a montante da ponte nova
    Manhouce (referência a um miliário; desce pela estrada asfaltada até Sequeira, onde segue à esquerda por troços de calçada em Gandras e Castanheiros, na direcção de Valongo e Bostarenga, onde também ainda há calçada, para depois contornar por nascente a Serra da Grávia)
    S. Cristovão de Lafões (desce por Giesteira e Chousas até Gralheiras onde entronca na EN227 que vem de Sever do Vouga)
    (é possível uma via proveniente de Sever do Vouga atendendo à Calçada de Conlelas junto da escola primária de S. João da Serra)
    Travessia da rib. da Landeira
    Santa Cruz da Trapa (segue pela Capela de S. Mamede, Capela de S. Sebastião da Trapa e Ribeira de Lourosa)
    Travessia da rib. de Varosa
    Penso, Bordonhos (a calçada parte no sitio da Arroçada e segue por Figueirosa e pelo sopé do Castro da Sra. da Guia até Massarocas; foi em parte destruída pela colocação de saneamento e alcatrão)
    S. Pedro do Sul (a via entra na cidade pelo Bairro Belo Horizonte e segue pela Rua Direita até ao Bairro da Ponte)
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Sul
    Ponte Nova, ao lado estão as ruínas da velha ponte sobre o rio Vouga
    Arcozelo (calçada junto à capela)
    Lufinha
    Qta. da Comenda (Ponte Romana? sobre o rio Troço ligava à via Marnel-Viseu em Figueiredo das Donas?)
    Gumiei (segue a actual EN 16-4)
    Bodiosa-a-Velha (calçada com 300 m; parte da rua principal e segue pelo sítio do Cruzeiro de Bodiosa)
    Moselos, Campo (calçada e dois miliários, um da milha IV a Adriano e outro da milha V a Cláudio, hoje no Museu Histórico e Arqueológico de Viseu)
    Pascoal, Abraveses (calçada vem de Moselos pela Rua Romana, recentemente asfaltada(!), passa na Rua Vale do Valego, lajeada, e segue pelo jardim de uma moradia anexa à Rua Soito do Cêpo)
    Abraveses (calçada passa pelo Bairro da Barrosa, segue junto à escola C+S, segue pela Estrada Velha de Abraveses, passa junto à Cava de Viriato)
    Aqui entronca na via vinda de Castro Daire para Viseu
    Travessia do rio Pavia junto à Ponte das Barcas (segue pela Rua da Ponte de Pau e Calçada de Viriato, necrópole e antiga porta da cidade, até à Sé)
    Viseu (4 miliários no Museu Histórico e Arqueológico de Viseu, os 2 miliáriode Mozelos, o miliário da Rua do Arco e o miliário de Espinho; vários miliários recolhidos pelo IPPAR no jardim da Casa do Adro, ao Largo da Sé, hoje Assembleia Distrital de Viseu)





    Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Torre de Moncorvo (civitas BANIENSIS) - rio Douro (DURIUS)
    Hipotética ligação de AQUAE FLAVIAE à civitas BANIENSIS e às suas minas romanas de ferro da Serra de Reboredo em Torre Moncorvo.
    O traçado é muito incerto, derivando provavelmente em Valpaços da Via XVII entre Chaves e Astorga, seguindo em direcção do Vale da Vilariça, até ao Castro do Baldoeiro junto ao rio Sabor, a provável capital dos BANIENSES.

    Chaves (AQUAE FLAVIAE) (segue a Via XVII até Valpaços)
    Valpaços
    Rio Torto (statione do Alto de S. Pedrinho)
    Travessia do rio Torto
    Sucçães, Mirandela (vestígios em Sainça)
    Lamas de Orelhão (junto à Igreja foi encontrado um suposto Terminus Augustalis e junto ao cemitério uma fortificação romana)
    Avidagos ( mina romana do Buraco da Gralheira; talvez pelo caminho do Alto do Navalho)
    Longra, Barcel (talvez pelo Cabeço do Moinho)
    Travessia do rio Tua em Ribeirinha
    Vilas Boas, Vila Flor (villa de Olival de Rei sobranceira ao rio Tua)
    Vila Flor (ver a magnífica Fonte Romana)
    Travessia da rib. da Vilariça na zona da Ponte Medieval da Junqueira
    Junqueira, Adeganha (necrópole romana do Chão da Capela)
    Povoado do Baldoeiro (civitas BANIENSIS), Torre de Moncorvo
    (capital do povo Banienesis, na foz da ribeira da Vilariça no rio Sabor, freguesia de Adeganha; na outra margem da ribeira da Vilariça, na freguesia de Cabeça Boa, também existem importantes vestígios como a villa Romana de Vila Maior e castro romanizado do Castelo da Mina)












    Palência (PALLANTIA) - Torre de Moncorvo (civitas BANIENSIS)
    Via secundária proveniente de Palência em Espanha atravessando o planalto mirandês entre os rios Sabor e Douro na direcção de Torre de Moncorvo.

    Palência (PALLANTIA), Espanha
    Medina de Rioseco, Valladolid (cruzando com a Via da Asturica a Mérida, chamada "Via de la Plata")
    Cedea, Fonfria, Zamora
    Cicouro, Miranda do Douro (calçada entra em Portugal pela Cruz de Canda/Cândena, a fronteira, e segue por Eiras da Cruz e Malhadona)
    Constantim, Miranda do Douro (calçada segue a poente por Cabeço dos Brunhos, cruza Fontes e segue pouco depois à direita por Pito)
    entre Especiosa e Póvoa (em Veneita à esq., nas Penhas do Gordo em frente para a Sra. do Picão, desce a Chãos)
    entre Genízio e Malhadas (de Chãos a via segue sempre à esquerda para o alto das Lombardas, atravessa a EN218 na Cruz das Lombardas, passa na Lagoas Grande e Pequena, Alto da Zebra, continua até à Cruz de Martins Fernandes onde toma o caminho a poente do alto do Serro)
    Duas Igrejas (do Serro passa em Chanas, onde segue à esquerda para Cula, Rodelas, Cabeço da Matança, Fonte dos Campos até Reboleira; este troço é também a fronteira concelhia com Vimioso)
    Fonte de Aldeia, Duas Igrejas (continua pelo alto de Sta. Catarina até à linha férrea que passa a acompanhar)
    Prado Gatão (continua junto à linha passando em Prado)
    Sendim Gare, Sendim (passa no estação e no alto da Alubreira, confluindo na EN221)
    Urrós Gare, Urrós (1 km após a estação CF, sai da EN221 à direita e segue para a linha férrea)
    Brunhozinho (alinha-se outra vez com a linha férrea, passando em Penas de Areia/Monte de S. Miguel onde ruma para SO, entre as Ribeiras do Campeal e de Vale Cabreiro até entroncar novamente na EN221)
    Variz (segue pela EN221 pela vertente sul da Serra de Variz)
    Santiago (no Carreirão segue à esquerda acompanhando a linha férrea até)
    Vilar de Rei, Mogadouro
    Vale de Porco, Mogadouro

    A partir daqui os vestígios sugerem uma ligação mais directa à civitas BANIENSIS no povoado do Baldoeiro em Torre de Moncorvo,
    mas também deveriam existir ligações aos pontos de travessia do rio Douro no Pocinho e a Barca de Alva, ligando respectivamente a Marialva e Almofala. Ver aqui ligação a Marialva.

    Ligação ao Povoado do Baldoeiro (civitas BANIENSIS) em Torre de Moncorvo:
    Vale de Porco (segue pela Veiga onde vira à esquerda pela EN221, passando ao lado do castro luso-romano da Capela da Sra. da Vila Velha)
    Castelo Branco (poderia seguir pelo cemitério, Ponte do castelo, Qta. das Quebradas, Calhinha)
    Estevais (calçada de Nogueira; entronca na EM1195 e segue pela EN220)
    Carviçais (a sul fica a calçada de Mós)
    Souto da Velha (calçada; junto das minas de ferro da Serra do Reboredo)
    Felgar (villa na Qta. de Cilhades)
    Carvalhal
    Povoado do Baldoeiro (civitas BANIENSIS), Torre de Moncorvo
    (onde entronca na itinerário proveniente de Chaves)

    Ligação a Almofala (civitas COBELCORUM?) por Barca Dalva:
    Lagoaça
    Fornos
    Povoado de São Cristovão (cruzamento da Lomba do Carvalhão, EN220 com a EN221; por calçada em terra para SE)
    Mazouco? (segue a EN221)
    Ponte Medieval do Carril, Freixo de Espada à Cinta sobre o rib. de Moinhos (1 arco; a norte da povoação)
    Freixo de Espada à Cinta (vicus no Monte de Sta. Luzia; espólio na C. M.)
    Poiares, Freixo de Espada à Cinta (a Calçada de Alpajares, 800 m, parte a NO do Castro de São Paulo, passa pela Ponte Medieval do Diabo sobre a rib. do Mosteiro, a 200 m da foz do ribeiro do Candedo, de onde desce ao Douro)
    Travessia do rio Douro em Barca Dalva (calçada do Gamão entretanto destruída pelo EN221, Km120)
    Escalhão (Fonte Romana; segue a EN221)
    Mata de Lobos (Fonte Romana)
    Almofala (civitas COBELCORUM? junto à capela de St. André)































    Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Vila Pouca de Aguiar - rio Douro (DURIUS)
    Eixo viário romano em direcção ao rio Douro, articulado com a rede de caminhos das minas romanas de Jales e Tresminas. O traçado da via é atestado por muitos troços de calçada, a Ponte da Oura em Vidago, a Ponte Romana do Arco sobre o rio Pinhão e alguns poucos miliários muito espaçados entre si dificultando a indentificação do traçado desta via que teria um importante papel económico no escoamento das mercadorias para exportação provenientes da exploração mineira e agrícola para o rio Douro, seguindo depois por via fluvial até à sua foz, em Cale e daqui para Roma. Quanto aos miliários relacionados com esta via, temos o miliário anepígrafo de Outeiro Jusão, logo à saída de Chaves e uma referência a um miliário ao qual se perdeu o rasto em Constantim, próximo de Vila Real, indiciando uma ligação o mais recta possível até à travessia do Douro em Covelinhas. No entanto, um outro miliário encontrado em Cidadelhe, Mesão Frio, portanto muito próximo do rio Douro, caso pertença a esta via, poderá indiciar uma outra travessia mais a jusante, onde também confluiria com as vias provenientes de Tongobriga ao Douro.

    Chaves (AQUAE FLAVIAE) (direcção sul pela margem esquerda do Tâmega; IP3)
    Outeiro Jusão, Samaiões (miliário anepígrafo numa casa derrubada da aldeia e um dos 4 marcos de divisão territorial entre os Praen e os Coroq que está hoje no MRF com o nº ARC614)
    Bóbeda, S. Pedro de Agostém (calçada)
    Redial, Vilela do Tâmega
    Pereira do Selão, Vilas Boas
    Vila Verde de Oura, Oura
    Ponte Romano?-Medieval de Oura sobre a rib. de Oura
    Oura (Termas Romanas de Vidago em Salus, divindade e palavra latina que designa saúde)
    Sabroso de Aguiar, Vreia de Bornes
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Avelames no lugar das Águas Romanas (ruiu à poucos anos!)
    Pedras Salgadas, Bornes de Aguiar (IP3)
    Vila Meã, Bornes de Aguiar
    Ponte Romano?-Medieval de Cidadelha sobre o rio Avelames
    Vila Pouca de Aguiar
    A partir de Vila Pouca de Aguiar, a Via Romana deveria seguir em direcção ao Santuário de Panoias em Vale de Nogueiras, mas é provável que existisse uma variante pela região mineira de Três Minas e Jales para escoamento do minério, reunindo-se novamente Pinhão Cel.
      Variante pela Região Mineira (Metallum Albucrarense de Plínio):
      (existem várias rotas de servidão às Minas Romanas de Tresminas, Jales, Ribeirinha, Covas e Lago Pequeno).
      Campo de Jales (passa junto às Minas de Jales e segue pela EM567 para Vreia de Jales)
      Vreia de Jales (a EM567 passa na N. Sra. da Saúde, Monda e Cruz da Vreia, onde segue à direita para o centro da povoação)
      Barrela, Vreia de Jales (calçada passa a poente por Milhapão e Marco, onde está a estátua-estela de Jales)
      Ponte Romana do Arco sobre o rio Pinhão, 1,2 Km a SE da Barrela, Vreia de Jales (silhares romanos no arco e estribos; continua pelo caminho do Tronquilho, Laje do Cavalinho, Fraga das Teixeiras e Lameiras)
      Ponte de Lameiras sobre a rib. dos Carrojos
      Pinhão Cel, Torre do Pinhão (onde entronca com a via proveniente de Chaves descrita abaixo)
    Vila Pouca de Aguiar (ascende ao Alto do Guilhado pela EN212, pouco antes da aldeia segue à direita para a calçada de Chã de Guilhado, segue pelo Alto da Presa, passa junto aos cabeços de Negrelo e Pedras Sarnosas, continua na curva de nível da encosta leste de Zimão, Gralheira, Tourencinho, passa na Casa da Floresta da N. Sra. do Extremo, no cotovelo à esquerda passando nos sítios de Cerejeira, calçada de Sainça com 100o m de extensão, sítios da Curvaceira, Boi Morto, no campo de futebol desce a)
    Pinhão Cel (sai pela EM1237, pouco depois segue à esquerda por caminho por Chães, Vidual, passa a EN15 e segue por Bouça da Velha)
    Justes (passa a poente pela Cabeça Gorda, Regais, Fraga e Alto de Lamares)
    Lagares, Lamares (topónimo Pousadas; ver eventual ligação a Vila Real)

    Em alternativa, poderia desviar no Alto do Boi Morto para Águas Santas, calçada em Sanguinhal, Vila Meã, Vilar, Carril, Sanguinhedo, reunindo-se em Lamares com a variante anterior.

    Santuário Luso-Romano de Panóias, Assento, Vale de Nogueiras
    (neste planalto entre os rios Corgo e Pinhão ficaria a capital desta região, Terras de Panóias, da qual só resta o excepcional Santuário Luso-Romano, já que toda a pedra de construção foi levada para a muralha de Vila Real que terá sido fundada aglomerando 3 aldeias, (Sesmires, Veiga de Cabril e Vilalva) em torno da ponte sobre o rio Corgo, possivelmente de origem romana, talvez uma statione num local estratégico como é a confluência dos rios Cabril e Corgo)

    A via continuava por (ver Silvano 2004):
    Constantim (referência de Cortez (1947) ao miliário a Trajano; a villa Constantini seria no lugar das Mamoas)
    Portela, Andrães (pela EM1251 até Mosteirô e desce ao rio Tanha passando na capela de S. Miguel-o-Anjo até à Qta. da Ribeira
    Ponte Romano?-Medieval da Ribeira sobre o rio Tanha
    Abaças (vicus e segue perto de Fontelo, na Sra. do Bom Caminho poderia derivar um acesso ao Castellum de Guiães)

    Travessia do rio Douro entre Covelinhas (vicus) e Folgosa
    Na N. Sra. da Boa Morte, a estrada poderá dividir-se em dois acessos a Covelinhas, onde seria a travessia do rio Douro.
    • Seguir para Canelas por Estalagem, Estrada, Vila Seca, Poiares, Canelas, onde há vestígios de calçada em Paranho, próximo do Castellum da Fonte do Milho e do Castro do Muro, descendo ao rio pela Qta. do Muro, Qta. de Biandos e Sra. da Boa Passagem.
    • Seguir para Galafura por Lamas de Bujões, Caminho dos Salgueirinhos, Galafura, Aveleira, Barreiro e Muro.
    De Folgosa poderia aceder a Tabuaço pela Ponte de Santo Adrião:
    Vila Seca
    Ponte Romano-Medieval de St. Adrião, Armamar sobre o rio Tedo (CM1101)
    Sta. Leocádia
    Barcos (calçada)
    Tabuaço

    ou seguir para Riodades pela Ponte da Granja do Tedo:
    Vila Seca
    Coura
    Arícera
    Goujoim (talvez seguisse no cemitério à esquerda continuando para Qta. do Pombo e Ronção; outra calçada com 4 km na zona do castro;
    aqui apareceu um Terminus Augustalis demarcando a divisão territorial entre os COILARNI e os ARABRIGENSES)
    Ponte Romano?-Medieval de Granja do Tedo (eventual ligação a Moimenta da Beira por Castelo)
    Granja do Tedo (calçada parte junto ao cemitério para Longa passando em Monte Rei e S. Miguel)
    Longa (passa no cemitério e continua pela calçada da Sra. da Saúde para Arcos passando em Rebolos e Serra)
  • calçada junto ao Bairro Dr. Octávio Cruz, no caminho para Nagosa.

  • calçada em Cunhos, no caminho para Citânia e Chavães, passando por Penedo do Forneiro/Forca, Santo Isidro, Castelo e Chã.
  • Arcos (passa no cemitério e segue para Sendim, à esquerda por terra)
    Sendim (vicus no Fontelo)
  • Daqui poderia rumar a nordeste, passando em St. Ovídeo e na calçada do Vale da Vila em direcção à Paradela, podendo atravessar o rio Távora em direcção a Paredes da Beira, onde há calçada no sentido NO-SE.
  • A via também poderia continuar em direcção à civitas ARAVORUM em Marialva, atravessando o rio Távora em Riodades, passando em Aldeia, Paço, Cabeço de Pichel e Ferreiros, onde atravessa o rio e continuando talvez por Penedono, onde há 3 possíveis miliários ainda inéditos nas ruas da vila.
  • Também é provável um ligação à via que passava a sul por Vide, Faia, Freixinho e Vila da Ponte, onde há miliários.




























  • Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA) - Viseu
    Esta via secundária ligava TALÁBRIGA a Viseu, importante nó rodoviário, derivando da Via XVI Braga-Lisboa após a travessia do rio Vouga. Seguia por Talhadas onde há vestígios da calçada, entrando no concelho de Oliveira de Frades por Benfeitas, onde um miliário da milha XXXI indica a distância a Viseu que era assim Caput Viae. Daqui até Vouzela conhecem-se mais 5 miliários. (ver S. Borges: 2000). Indica-se também uma hipotética variante pela Serra do Caramulo (antiga Serra de Alcoba).

    Cabeço do Vouga / Marnel (TALÁBRIGA), Lamas do Vouga
    Valongo do Vouga
    Arrancada do Vouga, Valongo do Vouga
    A-dos-Ferreiros, Préstimo
    A partir daqui, a via principal segue para Talhadas, enquanto a hipotética variante sul, segue para a Serra do Caramulo.

    Rota principal por Talhadas e Vouzela:
    (CADV - Colecção da Assembleia Distrital de Viseu || MMOF - Museu Municipal de Oliveira de Frades)
    Doninhas, Talhadas (calçada)
    Ereira, Talhadas (calçada indicada na EN333)
    Pisco, Benfeitas, Destriz (EM1284; miliário a Caracala da milha XXXI, também marco fronteiriço, pertencia à CADV com o n.º 612 e está hoje no MMOF)
    Sobreira, Reigoso (passa nos lugares da Ponte e da Feira; miliário a Constantino, estava na eira da Casa Paroquial, foi para a CADV com o n.º 610 e está hoje no MMOF)
    Travessia do rib. do Sizão (miliário a Numeriano da milha XXVIII, estava no adro da Igreja de Reigoso, foi para a CADV com o n.º 609 e está hoje no MMOF)
    Reigoso, a sul (existia aqui uma albergaria talvez antiga mansio; a calçada passa um pouco a sul da povoação e segue para)
    Entre Águas, Reigoso (miliário a Constâncio Cloro da milha XXVI achado em Benfeitas, pertencia à CADV com o n.º 611 e está hoje no MMOF)
    Seixa, Pinheiro de Lafões (calçada ainda em uso, passa na zona das Mamoas, e segue por Fiais, Ral, Ponte Fora, passa a sul de Vilarinho, na zona industrial, cruza a EN333-3 que dá acesso à IP5, e segue para)
    Cajadães, S. Vicente de Lafões (segue por caminho de terra e depois entra na magnífica calçada romana de Postasneiros)
    Santiaguinho, S. Vicente de Lafões (calçada)
    Sernadinha, Paços de Vilharigues (restos de calçada que conflui com a EN333 e segue por Vilharigues pela calçada da Ladeira da Forca)
    Vouzela (miliário a Tácito da milha XVIII, 18, encontrado no adro da Igreja, hoje no Museu Municipal)
    (daqui poderia ligar a S. Pedro do Sul, passando o rio Vouga nas Termas de S. Pedro do Sul)
    Travessia do rio Zela
    Feira de Vouzela (segue a EN333 até Fataúnços)
    Fataúnços (calçada à direita do sítio da Fonte Velha)
    Bandavizes (calçada)
    Ponte Romano?-Medieval Pedrinha sobre a rib. da Ribamá (logo à direita a calçada sobe até)
    Figueiredo das Donas (calçada no lugar do Outeiro, no extremo da povoação)
    Carregal, Queirã (junto à capela da Sra. da Agonia)
    Carvalhal do Estanho, Queirã (necrópole; segue por Caria)
    Pereiras, Bodiosa (junto às mamoas)
    Lobagueira, Couto de Cima (junto às Mamoas do Fojo)
    Sra. do Castro, Orgens (calçada assinalada no sopé do castro, com 1100 m, a 4 km da EN16)
    Travessia do rio Pavia talvez na Ponte da Azenha
    Viseu

    Variante sul pela Serra do Caramulo e Guardão:
    Esta variante tem por base o Terminus Augustalis que está na capela de Guardão. Apesar de ser um marco de divisão territorial entre povos, é provável que a ele estivesse associada uma estrada que seguiria o antigo caminho pelo Cabeço de Cão e Macieira de Alcoba até ao Guardão, de onde tanto poderia seguir para Viseu como rumar para sul em direcção à civitas da Bobadela em Holiveira do Hospital, passando em Tondela e atravessando o Mondego em Póvoa de Midões.

    Ponte do rio Alfusqueiro (séc. XVII; a travessia poderia ser no sítio do Vau, 100 m a montante ou na desaparecida «Ponte Velha», 100m a juzante)
    Préstimo, Águeda (seguir pela actual EN574)
    Cabeça de Cão, Préstimo
    Macieira de Alcoba
    Urgueira, Macieira de Alcoba
    Arca, Oliveira de Frades (segue por Póvoa)
    Monte Tezo, Varzielas (possível variante para norte pela calçada de Alcofra)
    Portela de Guardão, Tondela
    Caramulo (na direcção do Caramulinho há uma calçada em Jueus e em Múceres na freguesia de Castelões de Besteiros)
    Guardão de Baixo, Guardão (calçada na Rua do Cruzeiro segue para Pedronhe; na capela de S. Bartolomeu existe um Terminus Augustal demarcando o território dos INTERANNIENSES com sede provável em Viseu)
    Santiago de Besteiros
    Ponte Romana? de Muna
    Paranho de Besteiros, Caparrosa (calçada, parte a 100 m da escola primária)
    Coval, Caparrozinha, Caparrosa (calçada com 500 m que vem de Paranho)
    Fial, S. Miguel do Outeiro (calçada)
    Ponte da Seara, Routar, Torredeita
    Enforcadas, Mosteirinho, Torredeita (calçada no caminho para Couto de Baixo, seguindo para Couto de Cima e Masgalos)
    Viseu







    Viseu - Castro Daire - Lamego (LAMECUM?)
    Via secundária ligando Viseu ao Douro comprovada pela excepcional construção da Calçada Romana de Almargem na descida para do rio Vouga, uma das mais interessantes em Portugal. O traçado proposto segue para Lamego, mas também é possivel que a partir de Castro Daire, seguisse para Cárquere, provável capital dos Paesuri, atravessando o rio Douro nas Caldas de Aregos e ainda um percurso pela Serra do Montemuro até Cinfães, atravessando o rio Douro em Porto Antigo.
    Ver todas estas travessias do Douro no Itinerário Braga-Mérida

    Viseu (sai da Sé pela Calçada de Viriato, Rua da Ponte de Pau, necrópole e antiga porta da cidade)
    Travessia do rio Paiva (segue pela Rua Cap. Salomão, passa na Cava de Viriato e segue pela Estrada Velha de Abraveses)
    Abraveses (na escola C+S segue por caminho de terra pela Qta. da Corga e Qta. de Cimalha)
    Campo (segue por Moure da Madalena, no sopé do Castro de Sta. Luzia; topónimo "Caminho da Ponte Romana" da Raposeira(?) junto à prisão e calçada em Salgueiral)
    Bigas, Lordosa (Estrada Romana de Almargem com 260 m, assinalada na EN2, parte de Pousa Maria e desce ao rio Vouga desembocando na EN2, 50 m a jusante da ponte actual)
    Travessia do rio Vouga
    Almargem, Calde (a IP3 cruza a via ao km 16+900; assentamento romano entre Vale e Monte)
    Lamas de Moledo (eventual ligação a Cárquere)
    Mões, Castro Daire
    Granja, Castro Daire
    S. Joaninho, Castro Daire (estação romana junto à igreja de Pendilhe, a 5 km)
    Cujó (calçada junto à travessia do rio Calvo)
    Mourisca
    Almofala, Castro Daire (calçada passa a nascente por Corgo do Altar e atravessa o rio Varosa na Ponte do Touro restaurada em 1839)
    Bustelo, Almofala
    Vilarinho, Tarouca
    Teixelo, Tarouca (referência a um miliário e calçada no sítio do Padrão)
    Bairral, Britiande
    Lamego (LAMECUM?)
    Daqui poderia seguir até à travessia do Douro entre Folgosa e Covelinhas.







    Viseu - Moimenta da Beira
    Viseu (segue a EN229)
    Mundão
    Cavernães (templo romano; segue a EN323)
    Cepões (segue pela Igreja, Laje Gorda, capela de Sta. Eufémia até reencontrar a EN323)
    Ponte Romano?-Medieval de Vouguinha sobre o rio Vouga, Vouginha (1 km depois de passar a ponte nova no caminho assinalado à esq.)
    Côta (junto à Anta de Pedralta; seguiria por Vale de Cavalos e Chão do Frade)
    Travessia do rio Paiva em Fráguas, Vila Nova de Paiva ( daqui poderia seguir para Almofala onde entroncaria na Viseu-Lamego, pela aldeia de S. Pelágio, atravessando o rio Covo em Touro)

    De Fráguas rumaria a Vila Nova de Paiva, Alhais, Peva, Ariz onde talvez se dividisse em duas rotas, uma por Pêra Velha, Carapito, passando na calçada da Aldeia de Nacomba, com 1 Km, continuando por Toitam até Moimenta da Beira pela EN514;
    e outra seguiria por Granja do Paiva e Vila Cova até Caria, onde há vestígios romanos, e daqui a Moimenta da Beira)
    Moimenta da Beira (eventual capital dos ARABRIGENSES; também poderia seguir por Castelo até à Granja do Tedo, indiciando uma ligação ao Douro.







    Viseu - Aguiar da Beira
    Talvez seguisse a via Viseu-Famalicão da Serra até Prime onde desvia para NE para atravessar o concelho de Sátão seguindo grosso-modo a actual EN229-2.

    Povolide (calçada na Qta. de Sta. Luzia com acesso defronte do cemitério à esq.)
    S. Miguel de Vila Boa, Sátão (talvez pela villa na Qta. de Torneiros, seguindo depois por Abrunhosa e Forno Telheiro)
    Casal do Fundo, Rio de Moinhos (a via passaria próximo da villa de Trancosã e da villa da Eira do Rei, onde existem dois possíveis miliários anepígrafos encastrados no muro da Casa da Família Xavier)
    Casal de Cima, Rio de Moinhos ( calçada no lugar da Igreja)
    Silvã de Cima (passa por Casal, onde existe um miliário encastrado numa parede da Qta. do Pomar, e segue junto à Qta. das Chedas)
    Romãs (talvez próximo da villa da Presa e da villa da Corga)
    Travessia da Rib. de Sátão (a villa da Cerca indicia uma eventual ligação ao rio Vouga por Decermilo)
    Rãs, Romãs
    Ponte Romano?-Medieval do Candal, Coruche, sobre a rib. de Coja (70 m; 2 arcos)
    Aguiar da Beira (eventual ligação a Caria por Quintela e Carregal)





    Viseu - Trancoso
    Muito indefinida; talvez comum à via Viseu-Famalicão da Serra até Mangualde e Freixiosa, derivando aí para norte.

    Freixiosa
    Quintela de Azurara (segue por Canelas)
    Ponte romano?-medieval sobre a Rib. de Ludares ou de Canelas (calçada segue por Abogões, Couceirinho)
    Trancozelos
    Travessia do rio Dão na Ponte de Trancozelos
    Ínsua, Penalva do Castelo (vicus no sítio da Murqueira em Fundo de Vila)
    Esmolfe (vestígios na capela de S. Martinho)
    Sezures (segue por Boco, EM1429)
    Qta. da Ponte (calçada e poldras sobre o rio Dão)
    Matela, Antas
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. do Carapito, Matança (2 arcos; calçada)
    Matança (uma outra ponte antiga sobre a rib. das Forcadas sugere uma ligação N-S para Infias, passando em Furtado e Rancozinho)
    Forcadas, Matança
    Alpedrinha, Maceira (calçada liga a Sobral Pichorro)
    Mata, Sobral Pichorro (calçada na Qta. da Mata Gata)
    Sobral Pichorro
    Aldeia Velha, Aldeia Nova
    Trancoso
    • De Aldeia Velha poderia partir uma ligação para Aguiar da Beira por Queiriz, onde há calçada, Ponte Romana? da Regateira, recentemente destruída, e Carapito, onde há uma calçada nas traseiras do cemitério proveniente da Lage Grande.
    • Eventual ligação a Meda e Marialva por Moreira de Rei e Casteição.













    Viseu - Celorico da Beira
    Muito indefinida; talvez comum à via Viseu-Famalicão da Serra até Mangualde e depois seguindo a rota da actual EN16.

    Freixiosa (seguiria por Tragos e Matados)
    Guimarães de Tavares, Chãs de Tavares (a calçada junto à villa das Qtas. do Costa, indicia uma ligação a Abrunhosa-a-Velha e Poço Moirão, no rio Mondego)
    Chãs de Tavares (calçada no acesso ao Castro romanizado da Sra. do Bom Sucesso; a via passaria mais a sul)
    Pinheiro de Tavares, São João da Fresta (talvez pela Calçada de Alpaioques)
    Ramirão, Casal vasco
    Infias (vicus no Outeiro da Forca e na Rasa de Infias; Ponte Romano?-Medieval da Ribeira)
    Algodres (Rua da Roseira; necrópole)
    Torre, Figueiró da Granja (vicus junto ao cemitério)
    Travessia da rib. da Muxagata
    Lameiras, Celorico da Beira
    Ponte da Lavandeira sobre o rio Mondego
    Celorico da Beira











    Viseu - civitas de Bobadela
    A magnífica calçada entre Ranhados e Coimbrões indicia uma via importante que daria acesso a Bobadela, a importante Splendidissima civitas (CIL II 397) cujo nome romano ainda é desconhecido, mas que talvez fosse a capital do povo Elbocori referido por Plínio ou a povoação Veladis referida por Ptolomeu. A via romana de Ranhados seguia depois para as Termas de Alcafache, atravessando aí o rio Dão. A utilização de pedras almofadadas na ponte actual indicia que existiria aí uma ponte romana. A partir daqui parece dividir-se em vários percursos, Mangualde para NE, Gouveia para leste e a Bobadela para sul. Esta última continuaria por Carvalhal Redondo e Canas de Senhorim. A partir deveria ligar às Caldas da Felgueira, onde atravessa o Mondego e conflui com a via proveniente de Mangualde descrita mais abaixo, seguindo depois juntas para Bobadela. No entanto dois possíveis miliários em Oliveira do Conde e a referência a uma Ponte sobre o Mondego descoberta numa inscrição em Póvoa de Midões, indiciam uma rota alternativa com travessia do Mondego mais a jusante, onde confluía também uma hipotética ligação à Portela o Guardão na Serra do Caramulo passando em Tondela.

    Viseu (sai pela Rua do Cerrado, onde existia uma necrópole e a antiga porta da cidade)
    Ranhados (junto ao tanque da povoação começa um dos melhores troços de calçada romana em Portugal seguindo em direcção do campo de futebol, desce ao Pontão Romano de S. Domingos sobre a rib. da Póvoa, passa debaixo da A25, e ascende por magnífica calçada até à zona industrial de Coimbrões)
    Coimbrões (desce ao rio Dão pelo caminho para Lourosa de Baixo, onde apareceu ummiliário )
    Ponte Romano-Medieval de Alcafache sobre o rio Dão (a calçada por trás do Hotel das Termas foi entretanto destruída; a ponte tem algumas pedras almofadadas num dos talhamares e na base do pilar do lado das termas)
    Lugar do Peso, Alcafache (caminho desde a ponte)

    Lugar do Peso, cruzamento de caminhos:
    • Rumo a nordeste para Mangualde, por Mosteirinho, Pedreles e Ançada
    • Rumo a nascente para Gandufe :
      Segundo Mário Saa (Saa, 1957, p.320) que coloca a travessia do Mondego em Porto Senhorim e daí Manteigas.
      Lobelhe do Mato
      Moimenta de Maceira Dão
      Ponte Romana? de Tinto, Gandufe (ao lado da ponte nova)
      Gandufe (hipótese do marco da igreja de Espinho ter sido levado daqui)
      Daqui poderia continuar para Senhorim, onde entronca na via Mangualde-Bobadela)
    Ruma a sul para a Bobadela por:
    Casal Mendo
    Aldeia do Carvalho (pelo caminho das Fontanheiras)
    Santar (vestígios em Outeiro, Outeirinho e Qta. do Casal Bom)
    Ponte Romana? sobre o rib. de Cagavaio (calçada)
    Carvalhal Redondo
    Urgeiriça, Canas de Senhorim
    Canas de Senhorim (villae em Casal/Olival Grande, Freixieiro e Fojo; vestígios em Moledo, Passal, Laje do Quatro e Qta. de Cima)
    Caldas da Felgueira
    Aqui entronca na via proveniente de Mangualde e seguem juntas para a civitas da Bobadela .













    Mangualde - Bobadela
    É bem provável que uma via proveniente do vicus da Murqueira em Ínsua perto de Penalva do Castelo passasse em Mangualde e seguisse para a civitas de Bobadela, atendendo aos miliários encontrados em Chãos de St. Luzia e Póvoa de Espinho. A indicação de VII milhas num deles sugere que a contagem de milhas começasse nas Caldas da Felgueira, provável limite territorial entre as civitas de Viseu e Bobadela

    Ínsua, Penalva do Castelo (vicus no sítio da Murqueira em Fundo de Vila; a via poderia vir da Ponte de Quijó sobre a rib. de Sezures)
    Passos, Mangualde (calçada a caminho do rio Dão)
    Mangualde (onde cruzava com a estrada Viseu-Famalicão da Serra)
    St. Amaro de Azurara
    Santa Luzia (miliário a Licínio Pai em Chãos)
    Póvoa de Espinho, Espinho (miliário anepígrafo junto a uma casa da Rua do Forno; miliário anepígrafo encastrado num muro, no entroncamento da Rua do Calvário para a Abadia; possível miliário em Água Levada)
    Abadia de Espinho
    Ponte sobre o rio do Castelo (miliário da Qta. da Ponte a Cláudio da milha VII; hoje está no Museu Histórico e Arqueológico de Viseu)
    Outeiro de Espinho (para nascente em Vila Nova de Espinho há um cruzeiro que reutiliza um possível miliário)
    Senhorim (miliário em Casal Sandinho; vestígios no lugar da Igreja)
    Nelas
    Folhadal
    Caldas da Felgueira (provável divisão territorial entre as civitas de Viseu e Bobadela)
    Travessia do rio Mondego (topónimo Qta. dos Carris)
    Seixo da Beira
    Vila Franca da Beira (passa a nascente, hoje EM507-1)
    Ponte do Buraco
    Travancinha (a calçada na "Canada das Cerejeiras" segue para Casal, e depois entronca na EM5043)
    Lagares da Beira (calçada?)
    Ponte Romana? da Ribeira ou de Vale de Negros
    Travanca de Lagos
    Bobadela (civitas), Oliveira do Hospital (possível miliário junto ao arco romano; Pinto, 2001)
    • Eventual continuação da Bobadela para sul até ao rio Alva, atendendo à importante exploração mineira de ouro e chumbo ao longo do rio. Seguiria para Nogueira do Cravo (topónimos Mestras e Cales), Galizes e Venda de Galizes, onde cruza com a EN17. Daqui pode descer ao Alva por várias hipóteses:
      • por Santa Ovaia até à Ponte das Três Entradas.
      • seguir para Vila Pouca da Beira por Lousada e pela calçada que passa em Pombal.
      • seguir directo a Vila Pouca pela estrada actual onde reune com a anterior e seguem para Avô (onde vários troços de calçada ligam as várias aldeias da região como a Aldeia das Dez, Pomares e Anceriz com a calçada de S.Pedro na Rua da Sra. de ao Pé da Cruz), podendo continuar até Coja (atendendo ao marco honorífico a Teodósio dentro da Capela da Sra. da Ribeira).







    Mealhada a Bobadela
    Com base na existência de dois prováveis miliários romanos na região do Luso, é possível que por aqui passasse uma via romana que derivando da via Braga-Lisboa na zona da Mealhada, atravessava o Cértima e seguia o estradão que hoje delimita os concelhos da Anadia e da Mealhada.

    Alternativa pela Serra do Buçaco:
    Grada, Anadia (pelo sítio dos Marcos)
    Leira Grande, Barrô ( miliário da Leira Grande proveniente da Lameira de St. Eufémia)
    Vila Nova de Monsarros ( marco romano a sul do lugar do Poço no cruzamento com a EN235, seguindo para o Alto do Loisal)
    Salgueiral (continua por Bilheiro)
    Sula (segue por Moura, Serra da Cerdeirinha)
    Alcordal
    Cercosa (passa nas calçadas de Galhardo, Cercosa e Vale de Ana Justa)
    Travessia do rio Mondego
    Oliveira do Mondego
    Talvez entroncasse na possível via Coimbra-Bodadela pela EN17 seguindo juntas para a Bobadela.

    Alternativa por Mortágua e Sta. Comba Dão
    Do Luso poderia seguir para Mortágua, Sta. Comba Dão e S. João de Areias, onde atravessa o Mondego para Tábua.
    Tábua (calçada da Pedra da Sé com 350 m)
    Seixos Alvos (seguiria por Barras, Várzea, Vila Chã)
    Vila Nova da Oliveirinha
    Ponte Romana de Bobadela sobre o rio de Cavalos (junto ao cemitério, coberta por tabuleiro em betão)
    Bobadela (civitas), Oliveira do Hospital





    Coimbra (AEMINIUM) - Viseu
    Poucos vestígios num itinerário que acompanha a antiga estrada medieval de Coimbra a Viseu que saía de Coimbra por Eiras em direcção a Mortágua e daí a Viseu.
    Coimbra
    Ponte Romano?-Medieval de Eiras sobre a rib. das Eiras (2 arcos; acesso pela Rua de Sta. Isabel)
    Botão
    St. António do Cântaro, Carvalho
    Vale de Remígio
    Travessia da rib. de Mortágua
    Gândara, Mortágua (eventual derivação para Bobadela atravessando o Modego em Tábua)
    Sobral
    Tondela (acampamento romano em Ferreirós do Dão; eventual derivação para Bobadela atravessando o Mondego em Póvoa de Midões)
    Viseu







    Coimbra (AEMINIUM) - civitas da Bobadela
    Esta estrada que partindo de Coimbra ou Conímbriga daria acesso à Serra da Estrela, permitia ligar à civitas de Viseu através da Bobadela ou acompanhar o vale de Mondego passando em Gouveia, onde cruzava com a via Braga-Mérida. A via continuaria até Celorico da Beira e daqui poderia ligar a Marialva ou rumar para Espanha às cidades de Ciudad Rodrigo e Salamanca. Como são poucos os vestígios encontrados apresentam-se troços hipotéticos desta ligação.

    Seguindo o traçado da actual Estrada da Beira (EN17) pelo vale do rio Alva:
    Travessia do rio Mondego junto à foz do rio Ceira (EN17, seguindo depois à esq. pela Rua do Correio para Lagoas)
    Vila Nova de Poiares (EM1541 por Carvalho e Portela)
    S. Miguel de Poiares (passa em Venda Nova e Lavegadas; junto à rib. de Sabouga em Moura Morta há calçada, ponte e vestígios da exploração aluvionar)
    Ponte Romano?-Medieval da Mucela sobre o rio Alva (só alguns silhares serão romanos)
    S. Martinho da Cortiça (segue a EN17 até sair à esq. para a EN337-4 para Covas)
    Bobadela (civitas), Oliveira do Hospital
    • Ligação a Marialva: a via poderia continuaria até Marialva pelo vale do rio Mondego na vertente ocidental da Serra da Estrela, passando em Seia, Gouveia, seguindo depois para Celorico da Beira por Nabais e Vila Cortêz da Serra ou por Folgosinho e Linhares. O percurso está definido nas vias em torno de Marialva







    Coimbra (AEMINIUM) - Freixo, Leiria (COLIPPO)
    Poderão existir duas variantes, uma por Montemor-o-Velho e outra por Condeixa-a-Velha (CONÍMBRIGA), reencontrando-se novamente em Soure, onde apareceu um miliário, ou na Redinha, onde existe uma ponte talvez de origem romana.

    Variante por Montemor-o-Velho:
    Coimbra (para poente pela EN111-1)
    S. João do Campo
    Tentúgal
    Ponte Romana? do Casal Novo do Rio, Meãs do Campo
    Carapinheira
    Montemor-o-Velho
    Travessia do rio Mondego
    Ponte da Pedra sobre a vala de Alfarelos que, a montante é chamado rio Ega e rio de Mouros (junto à estação de CF de Alfarelos)
    Granja do Ulmeiro (seguiria pela chamada Estrada Larga pelo cemitério, escola primária e Igreja Matriz, onde há vestígios no adro)
    Vila Nova de Anços
    Ponte Romana? sobre a rib. de Sicó
    Soure (Saurium?) (miliário a Caracala no Museu Municipal; na confluência dos rios Anços e Arunca existem duas pontes antigas; vicus na Qta. da Madalena)
    Continua até à Redinha talvez por Marco do Sul, confluindo com a variante por Condeixa

    Variante por Condeixa-a-Velha (CONÍMBRIGA):
    Seria comum à Via XVI Braga-Lisboa até CONÍMBRIGA e daqui seguia na direcção de Redinha por trajecto indefinido.
    Redinha (villa de Roda/Galiana)
    Ponte Romano?-Medieval da Redinha sobre o rio Anços (3 arcos)

    Juntas seguem para Pombal
    Pombal (travessia do rio Arunca)
    Marrazes (villa em Martingil)
    Leiria (travessia do rio Lis; segue pela EN543)
    Telheiro
    Barreira, Leiria (calçada)
    Andreus, Barreira
    S. Sebastião do Freixo (COLIPPO) (civitas)
    Daqui ligaria ao porto de mar de Vale Paredes por Maceira (villa em Arneiro) e Pataias (Fornos de Cal). Daí poderia continuar pela antiga linha de costa até Fervença, passando em Póvoa de Cós (villa) e Maiorga, onde reencontraria a rota de COLIPPO a EBUROBRITTIUM.









    Freixo, Leiria (COLIPPO) - Santarém (SCALLABIS)
    Hipotética ligação entre estas duas importantes civitas que inclui o fantástico troço de calçada em Alqueidão da Serra e a pequena ponte medieval de Alcanede.

    S. Sebastião do Freixo (COLIPPO), Leiria
    Reguengo do Fetal, Batalha (a poente por Garruchas e Perulhal)
    Alqueidão da Serra, Porto de Mós (calçada com 150 m acesso em Carreirancha e em Vales, seguindo para Bouceiros)
    Mendiga (segue por Valverde)
    Alcanede
    Ponte Romano?-Medieval de Alcanede sobre o rio Nede (na Rua da Ponte Romana)
    Aldeia da Ribeira, Alcanede
    Tremês
    Achete
    Santarém (SCALLABIS)













    Freixo, Leiria (COLIPPO) - Óbidos (EBUROBRITTIUM) - Lisboa (OLISIPO)
    Via romana que ligava a civitas de COLIPPO na zona de Leiria à civitas de EBUROBRITTIUM na zona de Óbidos e daí a Lisboa, atravessando os concelho de Alcobaça, Mafra e Sintra. A via seguiria a linha de costa que ao tempo dos romanos era mais para interior, passando próximo da villa de Parreitas em direcção à civitas de EBUROBRITTIUM, a documentada capital romana da região, mas que só viria a ser descoberta em 1994 durante as obras da A8, na Qta. das Janelas em Gaeiras, na encosta virada a Óbidos. A sua localização em Amoreira por J. Alarcão (1988) está assim descartada. Um único miliário dedicado a Adriano atesta a passagem da via em Alfeizerão e está hoje numa casa particular. Este miliário, do qual existe uma cópia em gesso no Museu Dr. Joaquim Manso na Nazaré, foi encontrado não na aldeia de Ramalhiça, como indica Vasco Mantas (1986), mas no sítio das Ramalheiras (contributo da AMIALFA - Associação de Amigos de Alfeizerão).

    S. Sebastião do Freixo (COLIPPO), Leiria (segue por Rebolaria e Crasto)
    Batalha (por Cruz da Légua)
    Aljubarrota (calçada de Prazeres)
    Boavista de Baixo, Aljubarrota (calçada na Qta. das Inglesas)
    Alcobaça
    Fervença, Maiorga (talvez siga pelas Termas da Piedade)
    Travessia do rio Alcoa
    Bárrio (vicus ou villa de Parreitas sobre a antiga Lagoa da Pederneira)
    Cela Velha, Cela (calçada)
    Famalicão, Nazaré (segue por Rebolo e Macarca)
    Alfeizerão, Alcobaça (o miliário a Adriano, encontrado no sítio das Ramalheiras)
    Vale de Maceira
    Caldas da Rainha (também é possível um variante a leste passando por Évora de Alcobaça e Turquel, locais romanizados)

    Gaeiras (EBUROBRITTIUM), Óbidos (a cidade situa-se na antiga Qta. das Flores, actual Qta. das Janelas)

    Daqui talvez partisse uma variante junto à costa para S. Miguel de Odrinhas:
    Amoreira de Óbidos
    Atouguia da Baleia (Porto Romano que serviria EBUROBRITTIUM?; Peniche que na época romana era ainda uma ilha, servia de entreposto com vários vestígios dessa actividade em torno da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda e dos fornos romanos no Morraçal da Ajuda, edifícios na Rua da Liberdade )
    Travessia do rio Toxofal, antigo rio Gaia, junto à villa de Caio Júlio Lauro na Qta. da Moita Longa
    Miragaia, Lourinhã
    Marteleira, Miragaia
    S. Domingos da Fanga da Fé, Encarnação
    Paço de Ilhas, St. Isidoro (calçada com 100 m e Ponte no lugar do Crato)
    Ericeira
    Ponte Romana? da Carvoeira sobre o rio Lizandro
    S. João das Lampas (segue por Assafora, Cortesia, Areias, Amoreira até S. Miguel de Odrinhas)

    Continuando para Lisboa a partir de Óbidos:
    Columbeira, Roliça (villa)
    Bombarral
    S. Tomás das Lamas
    Ramalhal
    Travessia do rio Alcabrichel
    Matacães (vicus na Qta. da Machêa/Macheia e Termas Romanas dos Cucos; segue pela Qta. do Juncal)
    Travessia do rio Sizandro
    Torres Vedras (possível localização da CHRETINA referida por Ptolomeu)
    Runa (vestígios na Qta. Portucheira)
    Dois Portos (eventual ligação a IERABRIGA na zona de Alenquer)
    Loures
    Lisboa

    Ligação a Lisboa por Mafra:
    S. Gião
    S. Pedro da Cadeira
    Travessia do rio Safarujo em Estrada
    Mafra
    Ponte Romano?-Medieval de Cheleiros sobre a rib. de Cheleiros (1 arco)
    (um pouco fora desta rota, mas ainda próximo, fica a Ponte Romano?-Medieval de Catribana sobre a rib. de Samarra ou de Bolelas em S. João das Lampas, calçada com 50 m chamada "Caminho do Castelo", acesso a partir do largo da fonte pública)
    Odrinhas, S. João das Lampas (espólio no Museu Arqueológico de Odrinhas; calçada para Faião)
    Faião, Terrugem (depois de OLISIPO esta seria a maior povoação da região; calçada; ver mapa)
    Montelavar (segue por Pero Pinheiro; pedreiras)
    Carenque, Belas (Barragem Romana que abastecia Lisboa pelo Aqueduto Romano em Mina; calçada já desaparecida em Machado/Rio do Porto)
    Falagueira, Amadora (villa da Qta. da Bolacha a poente da rib. da Falagueira)
    Lisboa (OLISIPO) (chega pela calçada de Carriche)

    Variante para Sintra e Cascais por:
    Terrugem
    Sintra (seguia por Lourel, Sintra e Galamares; poderia ligar a Belas pela Ponte Romana? de Albarraque, Rio de Mouro)
    Ponte Romana? da Várzea de Baixo, Colares, Sintra (3 arcos)
    Colares (calçada entre Colares e Almoçageme passa na Qta. do Corvo)
    Santo André de Almoçageme, Sintra (villa)
    Alcabideche, Cascais (villa do Alto da Cidreira)
    Areia, Cascais (villa de Casais Velhos, junto ao Parque de Campismo)
    De Cascais ligaria a Lisboa por:
    São Domingos de Rana, Cascais (villae da Freiria, de Mirouços e do Outeiro de Polima)









    Coimbra (AEMINIUM) a Covilhã
    Hipotética via romana, referida em documentos medievais do século XII como Via da Covilhã, que ligava Coimbra à vertente SE da Serra da Estrela, onde entronca com a Via Braga-Mérida. Talvez seguisse comum à Via Braga-Lisboa até Ansião, rumando daí para leste para atravessar o rio Zêzere na Ponte Romana do Cabril, em Pedrogão, a única travessia por ponte do rio Zêzere na época.

    De Ansião segue para Chão de Couce
    Avelar
    Pedrogão Grande (Forno Romano no Cabeço da Cotovia e vicus do Calvário/Devesa)
    Travessia o rio Zêzere na Ponte Romana do Cabril (restam os contrafortes da ponte hoje submersa, a jusante da Ponte Filipina)
    Pedrogão Pequeno
    Vale da Galega (calçada à saída)
    Sobral
    Mata de Álvaro
    Mosteiro (atravessa a Serra de Alvéolos onde há vários troços de calçada)
    Oleiros (talvez seguisse para Cambas pela EN527, por Orelhão, Amieira, Urraca e Alto da Abitureira)
    • Ligação à Sertão: de Oleiros poderia partir uma ligação à Sertã, atravessando a Serra do Cabeço Raínho onde existem vários vestígios da calçada; ascende por calçada com 2 km pela vertente norte até ao alto da serra, passa na calçada de Besteiros e continua pela vertente sul pelo troço de calçada em Castanheira Cimeira, entretanto alcatroado e ainda pela calçada de Ermida.
    Travessia do rio Zêzere em Cambas (outra travessia poderia ser em Álvaro onde existe uma ponte com eventual origem romana sobre a rib. de Alvéolos)
    Ademoço
    Penedos de Janeiro
    Janeiro de Baixo
    Dornelas do Zêzere
    Ourondo
    Paúl (Ponte Romana?)
    Taliscas, Erada
    Ponte Romana? de Ourondinho sobre a rib. de Cortes
    Covilhã (calçada com 50 m junto à estação CF)
    Terlamonte, Teixoso (ruínas por explorar; possível capital dos Lancienses Transcudani )
    Orjais (calçada e templo na N. Sra. das Cabeças)
    Aldeia do Souto (talvez pela Qta. da Muda e do Paço)
    Vale Formoso ( miliário anepígrafo na Rua do Pinheiro e calçada em Quintarias e das Hortas)
    Ponte Romano?-Filipina Valhelhas sobre o rio Zêzere
    Valhelhas (onde entroncaria na Via Braga-Mérida)



















    Coimbra (AEMINIUM) a Alvega (ARITIUM VETUS)   (ver Batata, 2006)
    Hipotética via secundária ligando Coimbra ao rio Tejo, provalvelmente em direcção à Ponte Romana referida por Francisco D'Holanda como "acima d'Abrantes", onde atravessaria o rio para ARITIUM VETUS em Casal da Várzea, Alvega, entroncando assim na Via XV Lisboa-Mérida. Tal como o itinerário anterior, atravessaria o rio Zêzere Ponte Romana do Cabril, mas a partir daqui rumava para SE em direcção à Sertã e daqui à Ponte Romano?-Medieval dos Três Concelhos onde fazia a travessia da Ribeira de Isna. A partir daqui divide-se na rede complexa de caminhos que interligam as aldeias da região de Mação, mas é provável que a via principal rumasse a ARITIUM VETUS por Amêndoa e Mação, mas dois possíveis miliários, um em Mouriscas e outro em Vale do Grou indiciam mais duas variantes correspondendo aos possíveis pontos de travessia do Tejo.

    Travessia o rio Zêzere na Ponte Romana do Cabril (restam os contrafortes da ponte hoje submersa, a jusante da Ponte Filipina)
    Pedrogão Pequeno (calçada sobre o rib. dos Porteleiros, ao sair pela IC8 para a Sertã desviar pela Estrada da Cova)
    Sertã
    Travessia da rib. da Sertã na Ponte Filipina (ou na Ponte da Rolã mais a poente)
    Cumeada (atravessa a Serra da Longra)
    Ponte da Cova do Moinho sobre a rib. da Tamolha (sobe até Catraia)
    Marmeleiro (na povoação vira à direita para Sarnadas e desce à)
    Ponte Romano?-Medieval dos Três Concelhos sobre a rib. da Isna
    Portela dos Colos, S. João do Peso

    Provável ligação da Ponte dos Três Concelhos ao rio Tejo na Barca da Amieira:
    Casas da Ribeira
    Travessia da Rib. de Bostelim
    Cardigos, Mação (de Chão do Pião segue talvez por Lameirancha e Sarnadas)
    Freixoeiro (Moradeira)
    Vale da Mua (vestígios em Tapada, Vale Bom e Casal)
    Vilar da Lapa (Vila da Sra. do Morto)
    Envendos (onde entronca na via Alvega-Salamanca)
    Travessia do Tejo na Barca da Amieira

    Continuando por Amêndoa:
    Algar
    Várzea
    Tinfaneiros
    Capela de Santa Madalena
    Amêndoa (calçada no Castro de S. Miguel e em Cabeceiros)
    Mação
    Continuando para sul, a travessia do Tejo poderia ser em Belver, passando em S. Marcos do Rosmaninhal e na Qta. do Ribeiro da Nata, ou em Ortiga, passando na Ponte Romana para o Casal da Várzea, onde seria ARITIUM VETUS.

    Ligação directa de Amêndoa à travessia do Tejo na Barca da Amieira:
    Amêndoa
    Fonte de Amêndoa
    Chão de Lopes Pequeno
    Castelo
    Castelo Velho do Caratão
    Vale do Grou (calçada e uma base de um possível miliário hoje no Museu de Mação)
    Travessia do rio Tejo

    Outras variantes derivando da Via Braga-Lisboa:
    Um fragmento de um possível miliário identificado por Vasco Mantas em Martinelo pode indiciar uma variante que desviava da Via Braga-Lisboa mais a sul, talvez em Rego da Murta, seguindo então para Martinelo, onde atravessava o rio Zêzere para Alcamim, evitando assim a travessia da Rib. da Isna, seguindo depois para:
    Vale Velido
    Vila de Rei (continua para leste)
    Várzeas (onde cruza com a via norte-sul entre a Ponte dos Três Concelhos e a travessia do Tejo em Ortiga)
    Cardigos (onde cruza com a via que liga Ponte dos Três Concelhos à travessia do Tejo na Barca da Amieira; segue por Roda e Mesão Frio)
    Continuaria para Castelo Branco talvez por St. André das Tojeiras, Ferrarias, rio Ocreza e Benquerenças


    Uma outra derivação mais a sul, poderia seguir por Ferreira do Zêzere, calçada no Porto da Romã em Águas Belas, fazendo a travessia do rio Zêzere mais a jusante entre Bairrada e Porto Caíns, onde convergia com uma outra via proveniente de Tomar que passaria em Junceira (ponte sobre a rib. de Algaz em Casal do Mato, ponte sobre a rib. da Lousã em Carril), Paixinha, Poço Redondo (minas de ouro), Olalhas e Bairrada.
    Travessia do rio Zêzere em Porto Caíns (daqui também poderia ligar a Vila de Rei)
    S. Domingos
    Carvalhal ou Andreus
    Sardoal (calçada junto à Ponte de S. Francisco; povoado no Cabeço dos Mouros)
    Valhascos
    Casal da Sra. da Graça, Valhascos (calçada e vários fustes de possíveis miliários)
    Mouriscas (vicus no cruzamento de várias vias onde apareceu uma base de miliário; provável ligação ao Tejo, passando em Vimieiro, topónimos Carril, Carreira e Portela das Eiras, Aldeias, Balsa, Surdo, Vale Covo e Barca de Bandos que fazia a travessia do Tejo para Alvega)
    este “oppidum” sairia pelo menos três eixos viários essenciais, já definidos no período anterior. Um deles para Norte na direcção do Carvalhal, e/ ou Casal da Graça com ligação ao povoado fortificado do Cabeço dos Mouros - Sardoal, outro para poente na direcção de Constância passando pela aldeia da Pedreira – Rio de Moinhos, talvez Tubucci e outro, não menos importante (talvez
    Também é provável um via Sudoeste-Nordeste proveniente de uma travessia do Tejo no Tramagal, passando por:
    Rio de Moinhos (também poderia rumar para poente, para Constância, por Pedreira e Amoreira)
    Abrantes (outra possível localização de Aritium Vetus no oppidum do castelo; seguiria por Cana Verde)
    Ponte-Represa Romana? de Alferrarede, Qta. do Bom Sucesso, Olho de Boi, Alferrarede (55 m; chamada Ponte dos Mouros)
    Mouriscas
    Ponte Romana? do Coadouro sobre a rib. do Coadouro em Penhascoso (calçada de S. Marcos junto à ponte entretanto 'betonada')
    Mação, continuando para leste por Vale do Grou, onde cruzava com a via Amêndoa-Amieira, em direcção à Ponte de Pracana.

























    Alvega (ARITIUM VETUS) - Salamanca (SALMANTICA)   (ver Batata, 2006)
    Via hipotética que derivava do Itinerário XV Lisboa-Mérida em ARITIUM VETUS (Casal da Várzea, Alvega), atravessava o rio Tejo numa Ponte Romana referida por Francisco d' Holanda como "acima d'Abrantes", dirigindo-se para NE, passando em Castelo Branco, IGAEDITANIA, a importante civitas em Idanha-a-Velha, seguindo depois para Sabugal em direcção a Salamanca por Ciudad Rodrigo. Este itinerário tenta ligar uma série de troços de calçada e outros vestígios dessas regiões. De Mação, área muito romanizada, seguiria pela Ponte antiga sobre a ribeira de Pracana até Castelo Branco, onde talvez se divida, seguindo um ramal para Idanha-a-Velha e outro ramal para Caria, cruzando com o Via Braga-Mérida nesses pontos. A partir daí, a via deveria seguir para Sabugal atendendo aos miliários encontrados em Vale do Lobo, com o primeiro ramal, partindo de Caria, pelo Casteleiro e o segundo, partindo de Idanha-a-Velha pela ponte de Meimoa até se reunirem em Vale da Sra- da Póvoa. Estes traçados são hipotéticos e podem estar misturados com troços da via Braga-Mérida.

    Ponte Romana sobre o rio Tejo (terá sido destruída em data incerta; alguns autores atribuem a esta ponte os pegões junto à estação elevatória de rega)
    Ortiga (do rio segue próximo da villa do Vale do Junco)
    Ponte Romana? da Ladeira d'El-Rei sobre a rib. de Mação (2 arcos; na entrada SO da povoação)
    Mação
    Ponte Romana? da rib. de Eiras, Palhafome, Mação (junto à EN 3, em 1990 foi colocado um tabuleiro em betão!)
    Ponte Romana? sobre a rib. do Carvoeiro, Vale da Mua (2 arcos)
    Vale da Mua (mutatio?)
    Venda Nova
    Ladeira de Envendos
    Ponte Romano-Medieval da Ladeira de Envendos sobre a rib. de Pracana (70 m, 6 arcos, dos quais 3 são romanos)
    S. Pedro do Esteval
    Travessia do rio Ocreza talvez entre a Cerca do Castelo e o Montinho
    Marmelal (calçada; continua pela Portela de Milhariça onde atravessa a Serra das Talhadas)
    Sarnadas do Rodão (necrópole)
    Ponte Romana? do Pego Negro, Benquerenças, Castelo Branco (em ruínas)
    Castelo Branco (Ponte Romana? e calçada no sopé do Monte de S. Martinho ou Sra. de Mércoles; zona muito romanizada, onde seria a capital dos Tapori; eventual ligação a Malpica do Tejo pela EN18-8 se a Ponte Antiga sobre o rio Pônsul tiver origem romana)

    de Castelo Branco a Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)
    Alguns vestígios romanos apontam para esta provável ligação à civitas Igaeditania.
    Escalos de Baixo (possível desvio pela Ponte Romana? da Munheca na estrada EN240 para Ladoeiro onde há vestígios de calçada em direcção a Zebreira)
    Escalos de Cima («In Scallis nos miliários» ?)
    Lousa
    Oledo (seguiria próximo da villa de Barros e Qta. dos Cebolais )
    (Eventual ligação a S. Miguel da Acha, Idanha-a-Nova pela calçada e Ponte Romana? de Barros sobre a rib. da Caniça)
    Proença-a-Velha
    Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA)

    de Castelo Branco a Caria:
    Algumas calçadas importantes indicam a possível passagem de uma via secundária que iria entroncar na via Braga-Mérida, mas o seu percurso é ainda bastante incerto.
    Ponte Romana? sobre a rib. da Tira-Calça, Alcains (junto ao Pisão, ruína)
    Ponte Romana? da Marateca, Lardosa (3 arcos)
    Catraia, Lardosa
    Soalheira (calçada)
    Castelo Novo
    Alpedrinha (calçada para Alcongosta com 190m, parte do Largo D. João V e segue para Portela, passando debaixo do túnel da Gardunha no IP2 e Capela de S. Sebastião)
    Alcongosta (calçada desde Alpedrinha)
    Valverde
    Lameira do Forno, Fundão (calçada)
    Ponte Romano?-Medieval dos Moinhos
    Ponte Romano-Medieval de Peroviseu sobre a rib. da Meimoa
    Peroviseu (o Museu do Fundão guarda o Terminus Augustalis aqui encontrado que demarcava a divisão territorial entre os Igaeditani e os Lancienses; calçada em Ferrarias, S. Marcos e Lameira do Forno; vestígios na Quinta da Boutocela)
    Ferro
    Peraboa
    Caria (onde cruzaria com a Via Braga-Mérida)

    possível variante de Castelo Branco a Castelo Novo por:
    Salgueiro do Campo (ponte e vicus)
    Juncal do Campo
    Freixial do Campo
    Tinalhas
    Ninho do Açor (villa junto à Capela de Sta. Águeda no rio Ocreza, hoje submersa pela barragem da Marateca)
    Sobral do Campo (Ponte Romana? sobre o rio Ocreza? ou um afluente?; 2 arcos)
    S. Vicente da Beira (vicus; calçada da Qta. da Sra. da Orada)
    Louriçal do Campo (calçada)
    Castelo Novo (entroncando na anterior)

    Continuação para o Sabugal (ver Curado,1987):
    Casteleiro
    Vale da Sra. da Póvoa (antigo Vale do Lobo, possível capital dos LANCIENSES OPPIDANI; 3 miliários na Serra do Lobo)
    St. Estevão (vicus na Tapada de Sta. Maria; miliário de St. Estevão/Serra do Mosteiro a Tácito indicando a milha VII, CIL II 4638, talvez contadas a partir do rio Côa em Sabugal, está hoje no Museu do Sabugal)
    Alagoas, Aldeia de St. António (o miliário de Alagoas com inscrição apagada talvez da milha IV por estar a 3 milhas do miliário de St. Estevão; foi deslocado para o largo da aldeia e está hoje no Museu do Sabugal)
    Sabugal (ver os miliários de Alagoas e de St. estevão no Museu do Sabugal)
    Ponte Romano?-Medieval do Sabugal sobre o rio Côa
    Talvez por Cardeal, Pouca Farinha, Vila Boa e Nave.
    Souto, Sabugal (para nascente existe uma calçada no chamado Caminho Velho da Aldeia Velha)
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Alfaiates (já desaparecida)
    Alfaiates (vicus, calçada e um possível miliário ou marco divisório que está hoje no MNA em Lisboa)
    Ponte Romano?-Medieval da Aldeia da Ponte sobre o rio Cesarão (junto à EN 332, 3 arcos)
    Aldeia da Ponte, Sabugal

    Provável continuação para Salamanca:
    La Albergueria de Argañan (mansio?)
    Ciudad Rodrigo
    Salamanca (SALMANTICA)















    Tomar (SELLEUM) - Évora (EBORA) (ver F. Bilou: 2000a)
    Hipotética via ligando as duas civitas que inicialmente deveria seguir a Via XVI entre Braga e Lisboa até ao Entroncamento, desviando aqui para Tancos onde transpunha o rio Tejo para o Arrepiado; Daqui seguia no sentido inverso o percurso da Itinerário XV entre Lisboa e Mérida até à Carregueira, onde inflectia para SE na direcção de Tamazim, onde conlfuía com a Via XIV, o outro itinerário para Mérida; Esta via poderia terminar aqui, mas é provável que continuasse para sul por traçado ainda indeterminado até Évora, devendo seguir pela zona de Montargil e Mora até Santana do Campo, onde surgem os magníficos vestígios de um Templo Romano, seguindo depois por Arraiolos até Évora.
    Ver Carta Arqueológica de Abrantes.
    Tomar (SELLEUM)
    Tancos
    Travessia do rio Tejo entre Tancos e Arrepiado
    Arrepiado (vestígios na Qta. do Arrepiado)
    Carregueira, Pinheiro Grande, Chamusca (inflecte para SE na direcção de Tamazim, passando entre Casalinho e Casal do Relvão, Alto do Relvão, seguindo depois próximo da estação romana, Galega Nova, continuando pelo Alto da Lagoa da Murta)
    Lagoa Grande, Bemposta (Mário Saa recolheu um miliário a Constantino Magno no Casal da Puçarica; seguia pelo Alto da Lagoa Grande, provável mutatio, e pelo Alto do Gavião)
    Poiso, Tamazim (cruzamento vial com a via XIV entre Braga e Mérida, continuando para sul)
    Aranhas de Cima (miliário anepígrafo a 48 m do marco divisório nº 30 do concelho, a 1750 m para SE do casal)
    Tojeiras de Cima (miliário junto ao marco divisório nº 28 do concelho, 750 m para SE do casal)
    Foz ( 3 miliários deslocados na Rua da Estrada Velha como marcos divisórios; um miliário anepígrafo, 100 m depois encontra-se um fragmento de miliário junto ao terceiro miliário)
    Foros de Arrão?
    Montargil (calçada na Serra de Montargil no sítio das Mesas?; talvez seguisse junto à necrópole da Herdade de St. André, atravessando o rio Sôr para o lugar de S. Martinho de Baixo ou no Monte dos Irmãos)
    Mora
    Pavia
    Travessia da rib. de Divor na Torre das Águias, Brotas (segue a "Estrada da Cumeada")
    Santana do Campo (CALANTICA?), Arraiolos (a igreja paroquial reaproveita um Templo Romano)
    Arraiolos (segue a EN370 até ao Monte do Montinho onde existem restos de calçada; segue recto até)
    Sempre Noiva (calçada com 20 m em linha recta)
    Monte do Penedo (calçada com 50 m, subia à Camoeira e descia à rib. de Divor)
    Travessia da rib. de Divor junto ao Monte da Azenha (continua pelo Monte de Ovil, Monte de Goes e Montinho da Abegoaria até ao)
    Monte da Parreira (fragmento de miliário anepígrafo; atravessa a estrada que vem de Igrejinha e segue por Oliveirinha até entroncar na estrada que vem de Divor)
    Bairro do Louredo, Évora
    Bairro do Granito, Évora (passa na medieval Porta de Avis e Rua da Avis)
    Évora (EBORA) (entra pelo Arco Romano de D. Isabel, antiga porta da muralha romana no entroncamento da Rua de D. Isabel com a Rua do Menino Jesus)





    Santarém (SCALLABIS) - Évora (EBORA) (ver F. Bilou: 2000a)
    Hipotética via ligando as duas civitas com poucos vestígios para além do fragmento de um miliário encontrado junto ao Monte Silval, perto de Montemor-o-Novo

    Santarém (SCALLABIS)
    Almeirim
    Coruche
    Ponte Romana? da Coroa, Coruche
    Lavre, Montemor-o-Novo (calçada e Ponte Romana? sobre a rib. de Lavre)
    S. Geraldo, N. Sra. do Bispo, Montemor-o-Novo
    Sabugueiro, Gafanhoeira (de São Pedro segue para sul pela Herdade da Represa)
    Herdade da Pedra Longa, N. Sra. da Vila, Montemor-o-Novo (Menires; segue pelo Monte do Cabido)
    Travessia da rib. Almansor (segue pelo Monte de Alcanede e Monte Silval, onde apareceu um fragmento de miliário epigráfico deslocado para o caminho para Almansor de Baixo)
    N. Sra. da Graça do Divor (passa a poente pelos Montes de Capelos, da Azinheira do Campo, pelas calçadas de Vale de El-Rei de Baixo com 600 m e Vale de El-Rei de Baixo)
    • Possível variante para Évora, atendendo aos vestígios de calçada em Monte dos Mogos e no Vale Maria do Meio.
    Monte da Valeira, N. Sra. da Graça do Divor (possível miliário; vários troços de calçada; segue sob a EN114-4, passa no Monte da Valada, Monte de Brito, Atafona, Monte das Pinas, S. Bento de Castris, Convento da Cartuxa e entra pela Porta da Lagoa em)
    Évora (EBORA)

    TROÇOS DISPERSOS - NORTE - CENTRO - SUL
























    TROÇOS DISPERSOS - NORTE

    Apesar da forte presença romana, a rede viária a norte do rio Douro está ainda por desvendar devido à complexidade de caminhos antigos existentes num terreno muito acidentado e ao escasso número de miliários encontrados até agora. Na sua maioria serão rotas pré-romanas ligando os vários castros e povoados que se mantiveram activas durante a romanização e a idade média, constituindo um imenso património de pontes e calçadas medievais a exigir preservação. Na ausência de dados mais precisos, tenta-se equacionar um conjunto de ligações entre os principais focos de desenvolvimento à época de modo a integrar os vestígios existentes num corpo mais ou menos coerente. É provável que partissem de Braga ligações a Zamora e Salamanca, através de uma via oeste-leste que passariam nas Terras de Panoias, hoje a região de Vila Real, e seguia por Mirandela e Miranda do Douro até Zamora (OCELO DURUM) ou por Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo até Salamanca (SALMANTICA). Esta hipótese é suportada pelos miliários de Vila Marim e Constantim, ambos próximos de Vila Real, formando uma direccção oeste-este embora estes possam também marcar vias no sentido norte-sul como é o caso do miliário de Constantin que estaria inserido na Via Chaves - Rio Douro

    Braga - Vila Pouca de Aguiar
    Hipotética via secundária baseada na documentada via medieval que ligaria Braga ao planalto transmontano através da Ponte de Cavez.
    Seria comum à Via Braga-Mérida até Guimarães, derivando aí para Fafe. O miliário que hoje está na Casa de Prielas em Painzela, Cabeceiras de Basto, não pertence a esta hipotética via porque foi descoberto em Urjais, Braga.
    Ponte Românica de São Gidos, Bouças sobre o rio Vizela (a sul do Castro de St. Ovídio; possível miliário em Agrela)
    Fafe (antiga região de Montes Longos)
    Ponte Românica da Ranha sobre o rio Ferro
    Quinchães (necrópole no Marco das Cabanas e possível miliário em Carreirões)
    Vila Boa, Rego, Celorico de Basto
    Arbonça, Rego (calçada com 50 m)
    Gandarela, S. Clemente, Celorico de Basto (uma calçada dentro da Casa da Gandarela segue até ao Castro do Ladário)
    Alto da Beira, Alvite, Cabeceiras de Basto
    Painzela (miliário a Constâncio Cloro, CIL II 4763, junto à Casa de Pielas; este miliário descoberto em Urjais, Braga, estava na Qta. das Goladas em Braga e foi transladado depois aqui pela família)
    Ponte Medieval de Painzela, Cabeceiras de Basto sobre o rio Peio
    Arco de Baúlhe
    Ponte Medieval sobre o rio Ouro, lugar da Ponte Velha
    Pedraça
    Cavez (calçada acompanha a EN206, a uma cota superior, até à ponte)
    Ponte Medieval de Cavez, Cabeceiras de Basto sobre o rio Cavez
    Ponte Medieval de Cavez, Cabeceiras de Basto sobre o rio Tâmega
    Ribeira de Pena
    Vila Pouca de Aguiar onde entronca na Via Chaves-Douro

    Ribeira de Pena a Vila Real
    Ribeira de Pena (seguiria para sul pela Portela de Sta. Eulália, Concelho, Mourão e Cabriz)
    Ponte Medieval de Louredo, Cerva, sobre o rio Louredo (1 arco)
    Cerva
    Ponte Medieval sobre o rio Poio, Lugar do Leão, Cerva (à direita da EN312)
    Limões (segue por Cadaval e Macieira)
    Dornelas, Lamas de Olo
    Lamas de Olo (por Ribeira Negra, Ribeiro de Paraíso, onde há calçada, e Costa da Portela)
    Borbela (por Relva e Cales, onde há calçada)
    Vila Real

    Braga - Vila Real
    Hipotética via romana que ligava Braga às "Terras de Panóias", hoje a região de Vila Real, atravessando a Serra do Marão por Amarante. Um miliário encontrado em Vila Marim, perto de Vila Real, poderá pertencer a esta via, mas o seu traçado continua muito indefinido. Seria comum à via Braga Mérida até ao Alto da Lixa, onde desviava do caminho para Tongobriga, rumando a Amarante.
    Braga
    Amarante (atravessa a serra do Marão)
    Campeã (calçada?; arco romano? de Pai-Pás; acesso às minas de Ferro de Vila Cova; segue por Gontães e Vilarinho)
    Pena
    Mondrões (calçada com 50 m a poente da Igreja Matriz)
    Travessia da ribeira de Marinheira (para Torre de Quintela)
    Vila Marim (miliário anepígrafo deitado junto à capela da N. Sra. da Paz)
    Travessia do rio Cabril na Ribeira
    Vila Real

    Vila Real a Mirandela
    Via medieval eventualmente com origem romana saindo de Vila Real por Flores.
    Ponte Romano?-Filipina de Piscais sobre o rio Corgo
    Mouçós (calçada sobe pelo lugar da Ponte, passa na Capela de N. Sra. de Guadalupe, Castro Romanizado, e segue por Varge, Sanguinhedo e Lagares)
    Lamares
    Justes
    Ponte de Balsa sobre o rio Pinhão, Vila Verde
    Ponte do Rato sobre a rib. de Jorjais
    Vila Verde, Alijó (calçada em Cerca)
    Ponte Romana? sobre o rib. do Ascas
    Freixo, Alijó (calçada)
    (daqui talvez ligasse a Alijó pela EN212)
    Alto do Pópulo, Pópulo, Alijó (Castro de S. Marcos/Touca Rota)
    Cadaval, Pópulo (fonte romana junto à via; desce pelas chamadas Voltas de Murça até que na última volta desvia à direita pela calçada até à)
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Tinhela (1 arco; calçada sobe até à EN15)
    Murça (poderia desviar para SE em direcção a Vila Flor por Montefebres e Ponte de Abreiro sobre o rio Tua)
    Palheiros (castro)
    Franco
    Lamas de Orelhão, Mirandela (cruzaria com a via proveniente de Chaves para Torre de Moncorvo)
    Passos
    Golfeiras
    Mirandela (Estação no Monte de S. Martinho; Ponte Romana? sobre a rib. de Carvalhais)

    Vila Real a Alijó
    Sai de Vila Real pela Rua do Bairro de Vilalva no CM1238.
    Ponte Romano?-Medieval do Sobreiro, Torneiros, Arroios sobre a rib. das Torrinhas (ao lado da ponte nova; 200 m mais à frente sai da estrada à esquerda pela Rua da Calçada, onde há 20 m lajeados, até reencontrar a estrada actual)
    Constantim (cruza com a Via Chaves-Douro)
    S. Martinho de Antas
    Paços
    Sabrosa (a 2 km, sobranceiro à EN323, fica o Castro Romanizado Castelo de Mouros; eventual ligação ao Pinhão, seguindo +- a EN323 por Provesende)
    Sancha
    Ponte Romano?-Medieval de Cheires sobre o rio Pinhão
    Cheires (calçada em Ribeira; Castro)
    Sanfins do Douro (troço de calçada em Rio de Moinhos e Marco)
    Favaios (calçada da Tapada Velha no sopé da vertente leste do Castro de Vilarelho)
    Alijó (possível ligação ao Pinhão por Favaios, Vale Mendiz e Casal de Loivos seguindo +- a EN323-1)
    • Ligação de Alijó a Vila Flor: de Alijó poderia continuar até às Caldas de Carlão passando em Carlão, pela EN582 pelo Alto da Figueirinha na Serra da Burneira, atravessando o rio Tinhela numa Ponte Romana? destruída por uma cheia em 1739; calçada até ao rio Tua; Talvez continuasse pela Ponte do Abreiro, junto ao castro de Sta. Catarina, onde atravessaria o Rio Tua dirigindo-se depois para Vila Flor; este itinerário corresponde à antiga Estrada Real Porto-Torre de Moncorvo.
    • Ligação de Alijó ao Douro: talvez ligasse à foz do rio Tua, onde atravessaria o Douro, seguindo +- a EN212 por S. Mamede de Ribatua.
    • Ligação do Douro a Carlão: partindo de S. Mamede de Ribatua atravessa a Ponte Medieval do Lodão ou da Azenha sobre a rib. de S. Mamede, ascende por calçada, cruza com a estrada moderna, continua a subir a encosta até Safres, onde conflui com a estrada actual e seguiria por Amieiro (calçada), atravessando a Serra da Burneira até às Caldas do Carlão, onde atravessa o rio Tinhela.
    • do Rio Douto para sul: num traçado hipotético, depois de atravessar o rio Douro no Pinhão, poderia subir a S. João da Pesqueira e daqui rumar à Sra. da Estrada (+- a EN222), onde um ramo se dirigia a Freixo de Numão e outro dirigia-se a a Marialva, por Valongo dos Azeites (vestígios de calçada no chamado 'caminho da Gricha'), Póvoa de Penela até Penedono, onde há 3 possíveis miliários ainda inéditos nas ruas da vila, eventualmente relacionados com esta via que continuaria para leste até Marialva, mas não há vestígios concludentes.



























    Serra da
    Estrela



















    TROÇOS DISPERSOS - CENTRO
    O centro do país está repleto de vestígios do período romano, no entanto a rede intrincada de caminhos antigos
    e o forte desenvolvimento da região na idade Média, tornam difícil integrar na rede viária alguns pólos romanos
    importantes da região, como Freixo do Numão, Marialva, Rabaçal, Idanha-a-Velha, Bobadela e toda a Serra da Estrela (Sá Coixão, 2000).

    Rede viária romana em torno de Freixo de Numão (MEIDOBRIGA?)
    Freixo de Numão (MEIDOBRIGA?) (muitos vestígios na provável capital dos Meidobrigenses; espólio no Museu Arqueológico da Casa Grande; villa em Salgueiro)
    De Freixo partiriam vários caminhos romanos, um saindo da vila para norte, em direcção ao rio Douro e os restantes articulados com o nó rodoviário da Qta. da Pedra Escrita, próximo da Villa do Prazo, seguindo daí para poente em direcção a Numão e para sul em direcção a Marialva e Sernancelhe.
      De Freixo de Numão a Murça do Douro: sai do Freixo pela Qta. de Redoído (calçada), segue para Regadas (calçada com 500 m e ferraria, talvez uma mutatio), Moinho das Regadas, Villa da Vinha de Zimbro e sítio da Colodreira / Escorna Bois, Murça do Douro (conflui com a via proveniente de Rumansil na capela de N. Sra. da Esperança; 1000 m depois no sítio de Chão de Claudio bifurca para Mós e para o Douro)
      Travessia do rio Douro
      Outras direcções
      As outras ligações a partir do Freixo de Numão estão articuladas a partir do nó rodoviário da Qta. da Pedra Escrita.
      Partindo da vila, sair por Sta. Bárbara, passa no Pontão Romano da Nogueira e segue o caminho até ao cruzamento da Qta. da Pedra Escrita, junto à magnífica villa do Prazo, aberta ao publico); Daqui partiriam vias em 4 direcções:

      Ligação a Numão
      continua para poente pelo caminho da Qta. da Lameira e pela
      Ponte Romano?-Medieval da Zaralhôa sobre a Rib. de Teja
      Numão (vicus; outra possível localização para MEIDOBRIGA; próximo do castelo, junto à confluência das rib. de Tourões e Duas Casas, no sítio do Areal, existe um troço de calçada e uma incrição rupreste atestando a existência da via: AS(s)ANIANC(ences) VIA(m) FECERUNT, traduzindo, "Os Assanienses construíram a estrada", Sá Coixão, 2000)
      Ligação ao Douro
      segue para norte, passando próximo da magnífica villa de Rumansil, continua para Seixas e daí pela caminho que vai para a Qta. do Vesúvio no rio Douro)
      Travessia do rio Douro no Vale do Vesúvio
      Ligação a Sernancelhe
      Sebadelhe
      Cedovim (villae em Sta. Marinha e Portela)
      Ranhados (castro romanizado de S. Jurge; vicus em Aramenha e Fonte Arcada; calçada segue pelo Alto da Póvoa, Sra. da Estrada)
      Ourozinho, Penedono (calçada atravessa a Qta. do Vale de Outeiro, talvez com acesso às minas romanas de ouro)
      Antas, Penedono (calçada e estação romana da Qta. dos Carvalhais)
      Beselga
      Sarzeda
      Sernancelhe
      Ligação para sul a Marialva (civitas ARAVORUM)
      da Qta. da Pedra Escrita ruma para sul, freguesia da Touça, passando junto da villa da Qta. dos Bons Ares, cruza com a EN222 e segue pelo alto da Touça, (Qta. das Alminhas)
      Fonte Longa(vicus no Lugar da Froia)
      Mêda (outra possível capital dos Meidobrigenses; vicus em Vale da Aldeia)
      Marialva (civitas ARAVORUM no lugar da Devesa)

    Rede viária romana em torno de Marialva (civitas ARAVORUM)
    Marialva (civitas ARAVORUM) (muitos vestígios na provável capital dos Aravi no lugar da Devesa; calçada e Podium de Templo Romano)
    Sendo um importante nó viário na região, a civitas deveria ter ligações aos outros núcleos populacionais importantes como Freixo de Numão e Almofala, e uma ligação directa à travessia do Douro no Pocinho como parece indicar o miliário existente na Qta. Do Chão de Ordem; um outro miliário encontrado em Paços da Serra, próximo de Seia, indicia a provável ligação à civitas de Bobadela, passando por Celorico da Beira e seguindo pelo vale do Mondego, na vertente ocidental da Serra da Estrela, onde cruzaria com a Via Braga-Mérida, talvez em Folgosinho ou em Gouveia.
      de Marialva ao Povoado do Baldoeiro (civitas BANIENSIS) em Torre de Moncorvo por Vila Nova de Foz Côa
      Provável ligação entre Marialva e o rio Douro atendendo ao miliário encontrado na Qta. de Chão d'Ordem e aos imensos vestígios em Coutada, no Vale de Longroiva, ligados às minas de chumbo da Qta. dos Areais.
      Veiga ou Coutada de Longroiva (imensos vestígios de vilas nas quintas em redor)
      Qta. de Chão D'Ordem, Muxagata (miliário dentro da quinta)
      Muxagata
      Vila Nova de Foz Côa (vestígios em Azinhate e junto ao Castelo em Paço; desce ao Douro pelo Vale até Cortes da Veiga)
      Travessia do rio Douro na zona do Pocinho (topónimo Rego da Barca; Castelo do Monte Meão)
      Povoado do Baldoeiro (civitas BANIENSIS), Torre de Moncorvo
      Daqui seguiria para Chaves (ver Via Chaves-Torre de Moncorvo) ou para Miranda do Douro (Via Palência-Torre de Moncorvo).
      de Marialva a Pinhel
      Hipotética ligação a Pinhel atendendo aos vestígios do Vale do Mouro na Coriscada.
      Marialva Ponte Romano-Medieval sobre a rib. de Marialva (alicerces romanos; calçada atravessa a Qta. da Lobeira e cruza a En102)
      Coriscada (atravessa a rib. do Prado junto ao Cabeço Seixo)
      Gravato, Coriscada (importante vicus em Vale do Mouro)
      Travessia da rib. de Massueime (vestígios na Qta. do Campo e Qta. da Aldeia Rica)
      Ervedosa
      Bogalhal
      Valbom (a oriente)
      Pinhel
      de Marialva a Seia e Bobadela
      Ligação à Bobadela pela vertente oeste da Serra da Estrela;
      Ver também a sua continuação para Coimbra na via Coimbra-Bobadela)
      Rabaçal (vicus junto à capela de S. Sebastião; calçada)
      Celorico da Beira
      Folgosinho (cruza com a via Viseu-Mérida)
      Gouveia
      Moimenta da Serra
      Paços da Serra (o miliário Adriando encontrado em Eiró está numa casa solarenga que foi de Ribeiro Saraiva)
      Sta. Marinha (Ponte Romana?)
      S. Martinho
      Seia (a antiga povoação seria na Qta. da Nogueira)
      Bobadela (civitas)
      de Longroiva (LONGOBRIGA?) e Almofala (civitas COBELCORUM?)
      Hipotética via entre Longroiva e Almofala atravessando no rio Côa na Qta. da Ervamoira.
      Longroiva (LONGOBRIGA?) (povoado romanizado; eventual ligação a Marialva pela Ponte Romana? sobre a rib. da Concelha)
      Coutada, Longroiva
      Ponte Romana? da Relva, sobre a rib. dos Piscos (a 50 m da EN102)
      Relva (pela EM1013)
      Chãs (segue à esquerda junto ao cemitério por Carris até à Sra. do Monte; aqui podia haver um acesso à direita para outra travessia do Côa na Qta. da Barca, estação romana, ascendendo a Almendra pela Calçada da Penascosa e Qta. do Andrade; a via continua pelo caminho dos Muchões, Trigueiras, Curral do Pregador até à comprovada
      mutatio da Qta. de Sta. Maria da Ervamoira, junto à foz da rib. de Piscos, onde atravessa o Côa)
      Castelo Melhor
      Almendra (villa no Chão do Morgado, a norte da Igreja Matriz; povoado romano no Monte do Castelo de Calábria, Oppidum Calábriga com civitas no vale em Olival dos Telhões)
      Vilar de Amargo (fonte romana? de Pereira, )
      Figueira de Castelo Rodrigo (daqui poderia ligar a Barca Dalva atravessando a,
      Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Aguiar para Escalhão (a 100 m da ponte nova; 2 arcos; calçada começa 1 Km antes)
      Santa Maria de Aguiar (convento)
      Nave Redonda
      Almofala (civitas COBELCORUM?) (o povoado seria junto à Torre Romana das Águias, magnífico templo romano que urge salvar da ruína)
      A via continuava por Escarigo, atravessava a fronteira na rib. de Tourões para La Bouza já em Espanha, devendo ir de encontro à chamada "Via de la Plata", a antiga via romana no sentido norte-sul que ligava Astorga a Huelva .

    Hipotética via entre Almofala (civitas COBELCORUM?) e Pinhel, atravessando a Serra da Marofa
    Almofala
    Ponte Romano?-Medieval sobre a rib. de Aguiar ou rio Seco, Vermiosa
    Vilar Torpim (calçada em Barrocal)
    Ponte sobre a rib. do Lagar de Água
    Cinco Vilas (calçada na chamada "Estrada de França")
    Ponte Romano?-Medieval sobre o rio Côa, Cinco Vilas (destruída em 1909 por uma cheia, ainda conserva 3 dos 5 arcos primitivos)
    Vale de Madeira (calçada parte da ponte do Cõa)
    Pinhel (talvez entre pela Ponte sobre a rib. das Cabras na Qta. da Ponte)

    Hipotética via entre Pinhel e Trancoso
    Pinhel (desce pela estrada para Valbom até à Ponte do Saltadouro onde atravessa a rib. da Pêga)
    Valbom, Pinhel (passa na villa da Qta. do Prado Galego)
    Ponte Medieval de Valbom sobre a rib. do Porquinho
    Sta. Eufémia
    Póvoa de El-rei, Pinhel
    Ponte Medieval dos Carvalhais, Póvoa de El-Rei sobre o rio Massueime
    Ponte Medieval de Minhocal sobre a rib. dos Tamanhos
    Freches (Qta. das Corgas)
    Frechão (pelo caminho para S. Marcos)
    Trancoso

    Hipotética via entre Pinhel e a Póvoa do Mileu na Guarda
    Vascoveiro, Pinhel
    Ponte Romana? dos Moiros sobre a rib. de Malados, Qta. da Escorregadia, Vascoveiro
    Manigoto
    Lamegal, Pinhel (vestígios na Qta. da Urgeira; calçada)
    Ponte Medieval sobre a rib. da Pega, Lamegal
    Argomil, Pomares
    Menoita, Pêra do Moço (calçada passa no alto do monte)
    Jarmelo (calçada até Mileu)
    Arrifana
    Póvoa de Mileu, Guarda (vicus; Termas romanas na Av. Cidade de Waterbury)

    ou por esta variante mais a poente:
    em vez de atravessar o rio Massueime em Póvoa de El-rei seguia para sul por Cerejo (Ponte Pedrinha), Alverca da Beira, Avelãs da Ribeira (Ponte Romana?) e Prados, Freixedas, Avelãs de Ambom (calçada junto ao rio Massueime) até ao Porto da Carne

    de Póvoa de Mileu, Guarda a Alfaiates, Sabugal
    Uma alternativa seria por Adão (villa de Merouços) e Marmeleiro e outra seria por:
    Rochoso
    Cerdeira do Côa, Sabugal (calçada)
    Ponte Medieval de Sequeiros sobre o rio Côa, Valongo do Côa, Sabugal (2 km a norte)
    Badamalos
    Ponte Medieval de Vilar Maior sobre a rib. de Cesarão, Sabugal (3 arcos, acesso pela Rua da Fonte)
    Alfaiates, Sabugal (calçada)

    SERRA DA ESTRELA - Montes Hermínios (Herminius Mons)
    de Seia a Alvoco da Serra
    Hipotética via que contornava a serra.
    Seia (da Qta. da Nogueira segue a EN339 até à rib. de Valverde que atravessa para a Qta. da Valverde)
    S. Romão (continua por estradão em direcção ao Castro de S. Romão, passando na Cabeça da Velha até Sra. do Desterro)
    Valezim, Seia (a calçada vem pela Darrua, Cabeço do Castro, junto à Sra. da Saúde e à Sra. da Boa Viagem, e junto à capela de S. Domingos em direcção a Vale de Açor)
    Loriga (Lorica), Seia (calçada vem da Portela de Arão, passa em Calçadas, Cemitério, Capela de S. Sebastião, atravessava a rib. de S. Bento pela ponte romana? que ruiu no séc. XVI e seguiria pela actual Ponte Romano?-Medieval da Moenda sobre a rib. das Courelas)
    Alvoco da Serra (calçada na Rua das Lajes junto à capela de S. Sebastião segue pela Ponte Romano?-Medieval e segue para sul por Tornadoiro, Poiso do Senhor, Barroca das Pedras Brancas, Malhadinha, Bandeirinha, Chão da Cruz, Fonte da Bica até Avoaça)

    Almeida
    Almeida (hipotética ligação a Pinhel pelo caminho da Qta. da Calçada, Ponte Pequena e Ponte Grande, onde atravessa o rio Côa, continuando para a Qta. Nova da Silva, Ponte Romana? sobre a rib. de Gaiteiros , segue para Vale Verde, segue Casal da Pinta e Laje do Carril, passa a oriente de Pereiro e Gamelas, acedendo a Pinhel pela EN324)
    Castelo Bom (villa na Tapada das Trigueiras)
    Castelo Mendo (villa em Sardoal; calçada liga ao Porto Romano? de S. Miguel no rio Côa, seguindo para Vilar Formoso por Costas Magras, Rasto de Boi, Quintã da Butre, a actual Aldeia de S. Sebastião e N. Sra. da Paz)
    Parada, Almeida (villa junto à Igreja; inserida na via antiga para a Guarda por Porto Mourisco, na rib. das Cabras, e Pousade)
    Ponte Velha sobre a rib. das Cabras, Cabreira, Almeida
    Ponte Velha de Malpartida (romana?)
    Malhada Sorda, Almeida (a 4km para sul fica um importante vicus no sítio do Verdugal e em Moradios)

    Torres Novas
    Aos muitos vestígios de romanização na região poderá estar associada uma estrada romana no sentido norte-sul que passaria em Torres Novas e próximo da importante villa Cardillio no lugar da Caveira (espólio recolhido no Museu Municipal de Torres Novas)
    Valhelhas, Olaia (calçada junto ao cemitério)
    Calçada importante com 80 m entre Casal da Quebrada/Casal Bom Amor, Salvador e Gateiras de St. António, Santiago
    Calçada entre Quebradas, Santiago e Sentieiras, Salvador
    Calçada em Fungalvaz, Assentiz para Chão de Maçãs
    Ponte Romana? de Alcorochel
    Vestígios junto à rib. do Mortal em Mata, Chancelaria, no Castelo Velho em Riachos e em Lameiranche, Almeirão, Parceiros de Igreja

    Minas de Gois, Lousã e Arganil
    Alvares, Gois (Minas Romanas da Escádia Grande em Roda Cimeira e de Covas dos Ladrões no Alto das Cabeçadas)
    Cadafaz, Gois (troço de calçada na Estrada do Pepio e do Sal e na Estrada das Malhadas, ambas nas cumeadas da Serra de Entre-Capelos e Serra das Malhadas)
    Serpins, Lousã (vestígios dos pilares da antiga Ponte Medieval sobre o rio Ceira junto ao Cabeço da Igreja)
    Várzea Grande, Vila Nova do Ceira (calçada de acesso às minas de ouro da região)
    S. Miguel da Cortiça
    Secarias, Arganil (acampamento romano na Lomba do Canho; entretanto as peças foram roubadas, ler notícia)

    Rio Maior
    Alguns vestígios importantes da região
    Rio Maior (villa no cemitério; vestígios em Freiria, Bocas e perto de Fonte da Bica em Casais de Cidral)
    Boiças
    Arrouquelas
    Assentiz (Ponte Romana? com 2 arcos)
    Azambujeira
    Ponte Romano?-Medieval de Calhariz sobre a rib. de Alcobertas (8 arcos)

    Cadaval
    Alguber, Cadaval (vestígios na Qta. do Cidral; calçada e Ponte Romano?-Medieval de Alguber sobre o rio Arnóia, Cadaval na EM568)
    Quinta de S. Lourenço, Peral
    Cadaval (villa de Borjigas, espólio no Museu Municipal do Cadaval)

    Tomar
    Alguns troços hipotéticos na região de Tomar:
    É possível uma rota em direcção ao Zêzere, talvez por Vale Donas, Carril (Ponte da Lousã), Ponte de Vales sobre a rib. de Bairrol (calçada), Silveira (villa), Serra (calçada), Ponte Romana? da Abadia sobre o rib. Grande, no lugar do Paço; Algumas pontes ditas Romanas em Casais, Asseiceira, Beselga, Carregueiros (Vale de Carvalho e Casal Ribeiro), Sabacheira (Póvoa) e Além Ribeira (Fervença sobre a rib. da Milheira) ; Calçada em Ribeiro Grande e Sabacheira; calçada junto ao Castro Romanizado do Alto da Pena.
  • Eventual ligação ao Castro de Porto Velho em Formigais com vestígios de calçada no sentido norte-sul, talvez com continuação por Rio de Couros ou Freixianda.
  • Eventual ligação por Beselga ou Carregueiros ao vicus de Sor, em Caxarias, passando Sabacheira, Vale da Cordela, Cogominho.

    Pombal
    Ligações hipotéticas aos vicus da região: uma derivação seguiria pela Estrada das Congostas até Melga, onde bifurcava: uma seguiria pelo alto das Mouriscas, Ponte de Assamaça, vicus da Igreja de S. Tibério em Farroubal e acompanharia o rio Abiul até ao vicus de Traz-os-Matos em Vila Chã; Outra dirigia-se ao vicus de Telhada/Levandeira em Vermoil e à villa na Qta. de S. Lourenço em Santiago de Litém.














  • TROÇOS DISPERSOS - SUL

    AMMAIA
    Rede viária romana em torno da civitas de AMMAIA
    Traçados hipotéticos que partiriam da (Corsi, 2006; Carvalho, 2003);

    S. Salvador da Aramenha(AMMAIA), Marvão
    A civitas abrangia as Qtas. da Azenha Branca e de Deão, na margem esquerda do rio Sever; o espólio está no Museu da Cidade de Ammaia junto às ruínas; A cidade seria servida por 3 pontes com provável origem romana:

    Hipotética ligação a Évora(EBORA)
    Ponte Romano-Medieval da Madalena sobre a rib. dos Alvarrões (a 1km rumo ao sul, junto à ponte nova na EN246-1; este caminho seguia por Carris, onde há vestígios de calçada, continuava por Alvarrões, Ribeira de Nisa, seguindo o curso da ribeira por Cabeço do Mouro até Portalegre, não longe da EN359, e daqui ligaria à confluência dos Itinerários Lisboa-Mérida XIV e XV, talvez em Assumar ou Arronches; No entanto a via também poderia continuar até Évora por Monforte (pela villa da Torre da Palma), Silveirona e Évora-Monte)

    Hipotética ligação a Cáceres (NORBA CAESARINA) (64 milhas)
    Portagem, Marvão
    Travessia do rio Sever no lugar da Ponte Velha
    Valencia de Alcantara (Aqueduto; Puente da Piedra; Pontarrón de los Agravios; talvez siga próximo da linha férrea)
    Aliseda (a norte)
    Malpartida de Cáceres
    Cáceres (NORBA CAESARINA)

    Hipotética ligação a Mérida (EMERITA)
    Ponte Romana sobre o rio Sever em Olhos de Água (a ponte de um arco ruiu e os seus materias foram reutilizados na construção da Ponte Medieval da Portagem mais a montante; a via deveria seguir pelo vale da Serra de S. Mamede por Porto Espada, S. Julião, atravessa a fronteira em Rabaça e segue por La Vega e La Codosera; a partir daqui tanto poderia seguir em direcção a Bótoa (BUDUA), entroncando aí no Itinerário XIV entre Lisboa e Mérida, ou seguir em direcção a N. Sra. da Graça dos Degolados, onde seria a estação de AD SEPTEM ARAS, entroncando assim na confluência dos dois itinerários XIV e XV entre Lisboa-Mérida )

    Hipotética ligação a ARITIUM VETUS em Alvega
    S. Salvador da Aramenha(AMMAIA), Marvão (segue a EN por Vale da Escusa)
    Castelo de Vide (antes da EN descer à vila segue à esquerda junto ao supermercado, por caminho a meia-encosta para Pouso até entroncar novamente na EN junto à capela de S. Pedro. Pouco depois volta a sair da EN à esquerda pela estrada antiga que passa na Sra. da Luz, interrompida mais à frente pela EN e depois pela linha CF. Depois da estação segue à direita por Monte da Lameira e Machoquinho, no sopé do Alto dos Lavradores ou Serra de S. Paulo e próximo do importante vicus do Monte do Mascarro)
    Travessia da rib. de Nisa em Porto dos Espinheiros (segue por Alcogulo, Vale da Manceba e Vale da Bexiga)
    Travessia da rib. de Figueiró
    Alpalhão (segue por Monte do Maxial; eventual ligação a Alter do Chão por Crato)
    Comenda
    Gavião
    Alvega (ARITIUM VETUS)

    Hipotética ligação de Alpalhão à Barca da Amieira atravessando o rio Tejo para Envendos:
    Arez
    Amieira (eventual ligação a Nisa pela Ponte Medieval de Vila Flor sobre a rib. de Figueiró)
    Travessia antiga do rio Tejo na Barca da Amieira
    S. José da Matas, Envendos
    Envendos
    Ligaria ao itinerário Alvega-Salamanca na Ponte sobre a Ribeira de Pracana

    Hipotética ligação a Idanha-a-Velha (IGAEDITANIA):
    Castelo de Vide (eventual ligação a Espanha para leste, atravessando o rio Sever junto à villa da Herdade dos Pombais em Beirã; algum do espólio está no Museu Municipal do Marvão)
    Póvoa e Meadas, Castelo de Vide (passaria a poente junto da villa dos Mosteiros em Mata da Póvoa; para leste, na Meada, fica a Barragem Romana da Tapada Grande)
    S. Simão, Nisa (eventual ligação a Nisa Velha pela Ponte Romana? da Sra. da Graça sobre a rib. de Nisa; a calçada contorna o santuário e segue para Nisa Velha)
    Travessia do rio Tejo na Lomba da Barca (segue depois por Estalagens e calçada de Telhada)
    Perais, Vila Velha de Rodão (Ponte Romano?-Medieval do Cobre sobre o rio Açapal e Barragem Romana da Lameira; calçada e ponte no chamado Passeio da Faia na margem do Tejo)
    Continuaria para norte em direcção a Castelo Branco e Idanha-a-Velha


    algumas razões para a existência desta página:
    • porque a via está mesmo aqui, debaixo dos nossos pés.

    • pela conservação, batalha que continua em Portugal.

    • pela viagem...

    Up
    Blog
    Itinerários
    Informação
    Notícias e Alertas
    Envie os seus comentários


    Anterior | Home | Próximo

    Email : psoutinho@gmx.net
    © Copyright Pedro Soutinho, 2004-2009